LUCY – NÃO LEIA, CONTÉM SPOILER!

Aviso: se não viu o filme, não leia, posso revelar coisas que você não gostaria de saber. Só quero conversar com quem já viu.

Saí de casa pra ver Lucy sem ter lido nada a respeito. Sabia apenas que Scarlett Johansson era a estrela e que Luc Besson, o diretor – motivos suficientes pra me tirar de casa e ir conferir. Valeu a diversão. Não levei a sério, não achei que tentava nos ensinar alguma coisa. Ficção científica é chute baseado alguns dados, pode ter cara de verdade, como pode mostrar a visão humorística do diretor.

A historia começa de forma intrigante. Morgan Freeman dá uma aula em que especula como funcionaria nosso cérebro se utilizássemos além dos 10% da sua capacidade. O ator projeta o que seríamos capazes de fazer com 20%, 50% e até 100%. O raciocínio é um thriller em si, já que é algo que muitos gostam de se perguntar e nenhuma resposta pode ser comprovada.

Pra mostrar de cara que não devemos levar a sério, o filme apresenta uma série de conquistas da humanidade, para o bem e para o mal – a descoberta de vacinas, as viagens espaciais, as guerras, as ditaduras…numa sequência crescente chega a fundamental descoberta do fogo. Mas a prova mais crucial da habilidade do nosso raciocínio é a solução do cubo mágico em segundos! A partir daí, relaxei na poltrona e acompanhei o filme não como se estudasse uma palestra do Ted e sim como se assiste a um 007. Sem essa de “aí já é demais…”.

Lucy é forçada a servir de mula e transporta no corpo uma grande quantidade de uma droga poderosa que parece ter sido produzida por Walter White na próxima temporada de Breaking Bad. O pacote vaza no seu organismo e tem um efeito surpreendente. Scarlett, que já é uma deusa da beleza, se torna mais inteligente que Einstein e Leonardo da Vinci juntos. O cérebro de google lhe proporciona superpoderes com os quais ela vai acabar com os vilões coreanos.

O curioso é que toda a inteligência faz de Lucy uma dublê de filme de ação. Ela sai por Paris dirigindo na contramão, provocando mortes e acidentes, detonando toda a cidade para combater o mal. A mensagem é que os dublês são dos seres mais evoluídos do planeta! E, apesar de ter na cabeça todo o conhecimento da humanidade, ela precisa dos conselhos do Morgan Freeman! É ele quem lhe diz o que fazer com tanta sabedoria. Só ele sabe como funcionaria o cérebro humano com 100% de sua capacidade instalada. Imagina esse cara depois de ingerir a mesma droga que ela!

Depois de muitos tiros, explosões, torturas e vinganças, Lucy-Scarlett deixa registrado no computador tudo que sabe. E, no auge do exagero, toda sabedoria da humanidade é sintetizada e armazenada num Pen Drive! Essa preciosidade está hoje nas mãos do Morgan Freeman. Espero que ele não grave nada por cima, como acontece com a maioria dos pen drives. O ideal seria o ator ter uma entrada USB no cérebro pra poder ter acesso direto a toda aquela informação.

Fiquei sem entender por que o pen drive não podia ter a forma perfeita de Scarlett Johansson. Taí o maior furo no roteiro desse filme. Mas essa é só a minha opinião. Agora queria saber a sua!

6 Comentários

  1. Mariana   •  

    eu tenho 11 anos e assisti no ultimo dia de estreia aqui na minha cidade,e como era o ULTIMO dia,várias pessoas ja tinham me dado spoiler e tal,então por isso não achei tão interessante,mas no filme tem tudo que minha professora já falou:que se nós pudéssemos utilizar no mínimo 50% do nosso cérebro,teríamos a capacidade até de engordar e emagrecer naturalmente,mudar a aparência e outras coisas que temos que gastar bastante dinheiro com cirurgiões plásticos e produtos,seria necessário apenas você imaginar e querer.

  2. A idéia do pendrive é complicada mesmo. Só que pelo tamanho físico do pendrive, quem é que garante que nele não existe capacidade de memória suficiente para conter todo o conhecimento da raça humana? E ela precisava da ajuda do Freeman por um motivo muito simples (e que ela explicou numa das cenas): o aumento da capacidade cerebral dela estava acabando com a Humanidade dela. Ela mesmo disse, não sentia mais fome, dor, desejo… E ele, com a Humanidade intacta, seria um outro ponto de vista em relação a ela.

  3. Alex   •  

    Me amarrei no Filme!!! você deu uma ressumida ai, mas curti a diversão, assim sem levar nada a sério, claro!! rsrsrs

  4. Luciano   •  

    Gostei pra cacete, sempre achei o meu cérebro subutilizado e a possibilidade de aumentar o seu potencial me agrada , se achar essa droga por aí , tomo umas doses de leve só pra dar uma turbinada, e como queria ter um pen drive scarlett johanson

  5. Fernanda   •  

    O filme e bom mas realmente só ser humano não usa toda a capacidade do cérebro realmente, mas se usace também não ia saber voar e ouvir tudo em sua volta ou conecta outros computadores e etc… Mas seria muito interessante se o cara que aconselhou Lucy, usasse a mesma droga que ela em um próximo filme …

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