PAVÕES MISTERIOSOS

Existiu vida inteligente depois da Tropicália e antes do BRock? ANDRÉ BARCINSKI resolveu cair de cabeça sobre um período obscuro da música pop brasileira. Depois que Caetano e Gil desbundaram e antes de Lobão, Titãs e Paralamas mostrarem que era possível fazer rock em português.

Mas o que se fazia, o que se consumia na Idade Média musical que vai de 1974 a 1983? Muita coisa boa, muita coisa ruim. Tim Maia, Benjor, Gil, Chico e cia estavam em plena fertilidade. Os Novos Baianos, os Secos e Molhados, Zé Ramalho, Fagner, Frenéticas, Blitz explodiam nos palcos e nas rádios.

Além disso, a profusão de covers de sucessos estrangeiros e – pasmém! – brasileiros. Lavoisier nunca foi tão cultuado – na música pop pouco se criava, muito se copiava. Brasileiro se fingindo americano, inglês, alemão… a clomnagem não tinha limites. A ponto de gente como Wando chegar ao cúmulo de gravar um cover de si mesmo!

Artistas de um sucesso só – Nuvens Passageiras, bandas transgênicas criadas nos laboratórios das gravadoras, compositores municiando tudo que é pop star com suas músicas. O poder dos executivos, a profusão MPC – Música Pra Cheirar, a força do jabá que ergue e destroi coisas velhas… tá tudo lá.

O livro fica ainda mais delicioso com o YouTube aberto ao lado pra você conferir as pérolas que entraram pra historia e as baboseiras que deram muito dinheiro e graças a Deus foram esquecidas.

Pavões Misteriosos – corra numa livraria e compre um original, antes que outras editoras lancem diversos covers desse livro!

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