VIAGEM AO PLANETA VIDEOGAME

ubisoft

Muita gente fala com orgulho que seu filho domina o computador como ninguém. Imagina que o garoto passa horas percorrendo a biblioteca do Congresso Americano ou assistindo a palestras do Ted sobre física quântica. Nada disso. O moleque usa o laptop e o celular pra coisas muito mais úteis, como assistir a vídeos pornôs e jogar videogame.

Fui intimado por meus filhos a ir ao BGS – Brasil Game Show, o maior evento de games da América Latina. Milhares de jovens saíram de seus quartos pra se enfurnar por três ou quatro dias na Expo Center Norte, São Paulo. Loucura total! Tudo lotadíssimo! Pra curtir o BGS nem precisa jogar videogame. Se você gosta de filas, é diversão certa!

O BGS é uma feira onde os fabricantes de games e equipamentos apresentam as novidades para o mercado. A garotada pode testar jogos que ainda vão ser lançados e, dependendo da mesada, pode sair de lá com placas de vídeo, um controle irado ou um fone específico pra Playstation, daqueles que têm a função “parents off”, que impede qualquer comunicação dos pais enquanto estão jogando. Mas o grande lance da parada é o encontro dos fãs de videogame com seus ídolos. Até entrar ali, acreditava que o pessoal queria conhecer os criadores, os produtores, os carinhas geniais que inventam os jogos. Não é bem assim. A grande massa estava ali pra ver de perto os “youtubers”, a galera que posta vídeos deles mesmos jogando e comentando. Muito estranho… Isso mesmo! A molecada passa horas do seu dia assistindo os outros jogar.

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O sujeito consegue amealhar milhares, às vezes milhões de aficionados que se inscrevem nos seus canais e ficam em casa roendo as unhas até o sabugo de ansiedade pelo próximo vídeo do Venom, Rezende Evil, BRKsEdu, Rato Borrachudo e outros. A reação dos fãs dos youtubers não difere em nada do comportamento dos fãs de Justin Bieber. Histéricos, se atropelam e se pisoteiam por um selfie com o Coelho, Afreim ou Damianizando… Detalhe, pra fazer sucesso o cara não precisa passar dicas incríveis pra conquistar inscritos em seus canais. Aliás, não precisam nem jogar bem! Se forem espirituosos, tiverem boas sacadas, boas piadas, se fizerem uma edição esperta, o pessoal abre mão de jogar e fica só assistindo.

Acredite ou não, tem gente ficando rica jogando videogame! Reza a lenda que o Rezende Evil chega a faturar R$ 40 mil por mês postando três vídeos por dia. Nos States, a coisa é ainda mais séria. O famoso PewDiePie, que não faço a menor ideia de quem seja, embolsa a módica quantia de R$ 750 mil (você não leu errado: são setecentos e cinquenta mil reais!) por mês. E tudo que ele precisa é deixar a molecada vê-lo brincar.

Portanto, pense duas vezes antes de proibir seu filho de jogar videogame! Vai que…

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ao todo.

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