MAITÊ: PAGOU OU NÃO PAGOU?

Um ano atípico, pra dizer o mínimo. Atentados terroristas, crimes ecológicos, roubalheira e corrupção. Certo, estamos acostumados a tudo isso. Mas torcer por meu time na série B – onde já tínhamos estado – é algo que faço questão de nunca me acostumar.

A notícia da queda é um baque, mesmo quando o rebaixamento vem sendo anunciado em suaves prestações semanais – a cada vacilo víamos nos aproximar do pior. E, uma vez lá, melhor trabalhar pra sair. Foi o que fizemos. Com muita luta e pouca grana, a diretoria montou um time que não era o sonho das arquibancadas. Mas cumpriu o seu papel. E de forma inquestionável – voltamos com duas rodadas de antecedência, fomos campeões no penúltimo jogo da temporada. Coisas que raramente acontecem ao Botafogo. Claro que a série B não serve de parâmetro para 2016. Mas mostramos que estávamos sobrando na turma.

O assunto aqui, porém, é outro. Maitê cumpriu ou não cumpriu a promessa?

Uma frase solta na madrugada de um domingo de março temperou toda a campanha da série B. A segundona é tratada como aquele parente que sempre dá vexame em festas da família. As pessoas tentam evitá-lo e torcem pra que ele não chame atenção. E que a festa acabe logo, de preferência, sem nenhum mico. Pois Maitê, que acompanha futebol há pouco tempo, quebrou esse paradigma. Tirou a série B alvinegra do armário. E mais: trouxe humor e leveza para uma temporada que poderia ser pura depressão. Envolveu a torcida, a mídia e até os rivais. Tudo com uma promessa feita no impulso: se o Botafogo voltasse à série A, ficaria nua nos ExtraOrdinários. Nem precisava ser campeão!

Levei-a ao primeiro jogo, contra o Paysandu, em Belém. O jogo estava modorrento, até que Maitê se juntou à torcida. O gol saiu e voltamos com os 3 pontos na bagagem. Maitê foi nosso amuleto. Os locutores esportivos sempre lembravam sua promessa. O compositor Carlos Monte fez uma marchinha impagável. Memes e paródias musicais alimentaram a história. E a brincadeira cresceu tanto que muita gente perdeu a noção da realidade.

O Botafogo fez a sua parte. E agora, Maitê? Nossa musa ficou preocupada em bolar uma forma de se safar. E não decepcionou. Foi ao último jogo, falou com a torcida, distribuiu simpatia, entregou faixas e o troféu à equipe. E, conforme o combinado, pagou sua promessa no programa com um belo strip ao som da sua marchinha em versão instrumental. Mostrou seu corpaço com poucas peças, ora numa lingerie sensual, ora com tatuagens estrategicamente situadas.

Mas, lógico, teve gente que se decepcionou. Torcedores que criaram a fantasia de que o canal Sportv teria o seu momento X-Videos às onze da noite de um domingo. “Mostrou pouco!”,”Não pagou nem um peitinho!”, “Cadê a pepekinha dela?”… Foram os comentários mais light dos indignados que não se davam conta de que Maitê é uma musa que inspirou a solidão de muitos marmanjos e, aos 57 anos, não poderia aparecer como veio ao mundo num programa esportivo. Seria um melancólico fim de carreira, se isso acontecesse. Sinceramente, acho que as pessoas que se manifestaram contra a performance, não se decepcionaram com a Maitê e sim com elas mesmas, por acreditarem que tal insanidade pudessa acontecer.

É claro que era uma brincadeira, que foi espertamente executada. Obrigado, Maitê, por ter ajudado tanto o nosso Botafogo na hora em que ele mais precisava.

E em 2016, se formos campeões, você já tem alguma promessa em mente?

maite e helio helio e maite

 

 

2 Comentários

  1. Vivian De Azevedo Silva   •  

    Falou tudo, uma brincadeira, que terminou muito bem por sinal, usaram da criatividade sem ser vulgar, parabéns para toda a equipe!

  2. Maurício   •  

    A Cena foi espetacular perfeita,MAITÊ PROENÇA DIVA MAIOR!!!

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