TEM QUE FAZER GOL?

Ele queria comemorar o gol, mas Neilton não topou.

Tinha tudo pra dar certo. Voltamos à série A. Uniforme novo, uma bela camisa, por sinal. Jogo domingo pela manhã pra gente não estranhar muito – foi no horário de alguns jogos da Segundona. São Paulo com seu time reserva. Em Volta Redonda, casa conhecida. Mas a volta foi quadrada.

Começamos empolgados, a equipe e a torcida. Pressão, marcação avançada, domínio de bola, algumas finalizações sem final feliz. Enquanto eles, numa única jogada chegaram na entrada da área e nosso gladiador Renan 300 Fonseca comete uma falta boba. Esqueceu que não era o Jefferson pra apagar a besteira. Pronto. O bambi estreante Lucas Fernandes balança as redes de Hélton Leite.

A partir daí, a corrida atrás do prejuízo. O domínio continuou. São Paulo não chegou a assustar muito. Controlávamos a bola, mas não conseguíamos meter a bola lá onde interessa. Os acréscimos levaram o jogo aos 50 do segundo tempo. Mas, como estavam as coisas, podíamos estar jogando até agora e não íamos conseguir empatar.

Temos duas saídas: ou contratamos urgentemente um artilheiro de peso ou acionamos no departamento jurídico pra tentar mudar o regulamento. Por que essa obsessão por gols? São tantos os números de um scout – posse de bola, escanteios, lançamentos, laterais, uniforme mais bonito… por que só contarem os gols? É muita injustiça!

De qualquer maneira, o campeonato está só começando. Vamos torcer. Vamos sofrer? Provavelmente, sim. Mas desistir, jamais. Enquanto isso, aguardemos. Ou um artilheiro, ou um “adevogado”. Aliás, o Zé Pedro acaba a novela Totalmente Demais no dia 30. Pode muito bem pegar essa causa.

E ninguém cala…

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* na imagem em destaque, vemos o jogador sãopaulino querendo comemorar o gol. Neilton não topou.

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ao todo.

1 Comentário

  1. Fernando Diniz   •  

    O vice campeão carioca, se embananando todo com o time reserva dos reservas do São Paulo, já vi que esse ano vai ser dos mais longos pro Botafogo.

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