Libertadores ainda que à tardinha…

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A trajetória estava muito atípica. Depois de um primeiro turno desastroso, os agourentos de plantão subiram em seus saltos e confirmaram: vai cair. O elenco modesto, o cofre vazio só confirmava a previsão. No segundo turno, quando habitualmente decaímos, a surpresa: o Botafogo se encontra em campo e inverte a história. Mesmo sem sua estrela maior, nosso goleiraço Jefferson, mesmo com Jair Ventura Filho, um técnico comandando pela primeira vez um time profissional. Esqueceram que esse nome tem estrela.

Os pontos foram se acumulando, Sassá despontando como um dos artilheiros do campeonato, Aírton deixando a fama de carniceiro no vestiário e jogando o fino, com Camilo, Neilton e cia.

A várias rodadas do final, estávamos sobrando. O fantasma da série B foi espanado, a Libertadores surgia no horizonte. Mas Botafogo é Botafogo. Começamos a perder pontos bobos, até que na penúltima rodada, o inusitado. Bastava uma vitória contra a Ponte Preta. Ao final do primeiro tempo, tínhamos 1 a 0 no placar e um jogador a mais que o adversário. Conseguimos ceder o empate e deixar pra fazer o dever de casa na última hora.Aí voltamos a nos reconhecer. No sufoco, no desespero, no tudo ou nada.

O Grêmio comemorava sua Copa do Brasil, o elenco principal sambava na pista das boates abraçado nas primas gaúchas de todas as nacionalidades. E nós ali, ralando.

Bruno Silva homenageia o time do ano com um golaço: Chapecoense, presente! Respiramos aliviados. Mas, antes de voltarmos ao vestiário, a lambança. Sassá e Aírton se desentendem depois de uma falta boba a nosso favor. Empurra-empurra entre nós mesmos. Aírton expulso.

Aí vem o suor frio. Se numa situação favorável na rodada anterior, a gente se enrolou, agora com um jogador a menos, o sonho podia virar pesadelo.

Segundo tempo. Resistimos. Jogamos feio, pressionados por um time que nem os torcedores deles conheciam. Camilo acertou um balaço no travessão. E foi só.

Seguramos a peteca como deu. Quando eu já não tinha mais nenhuma unha pra roer, o juiz apitou o fim do jogo. E o início da Libertadores 2017.

É hora de comemorar! É hora de extravasar! É hora de ver nossos detratores engolindo suas projeções tenebrosas.

Fechamos o ano numa incrível quinta colocação, classificados. É a pré-Libertadores, mas é ela. Claro, queremos um timaço reforçado de Messi e Neymar. É o que todo botafoguense vai pedir a Papai Noel. Mas sabemos que a crise pode nos deixar mais depenados do que chegamos até aqui. Não importa. Isso é problema pro ano que vem.

No momento, o que interessa é que… ninguém cala. Valeu, Fogão!!!

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ao todo.

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