Aproveitando o Embalo

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Está na hora de mostrar por que o Botafogo é maior que o Barcelona, qualquer que seja ele. Esse, por acaso, veio do Equador, mas isso não importa. Estarei lá na arquiba, empurrando o Fogão mais um degrau acima na Libertadores.

Assinei a súmula d’O Globo no dia da estreia do Bota na Copa do Brasil. Há muito tempo o Botafogo não era tão Botafogo. Em desvantagem no placar e com um a menos em campo, empatamos e logo sofremos um pênalti. Quando tudo parecia perdido, Gatito defende e reacende a chama. O endiabrado Guilherme fecha a noite com um golaço. Vitória do jeito que a gente gosta: sofrida, improvável, desacreditada, por isso gigante.

Desliguei a tevê eufórico, pensando no peso da responsa. Assinar essa coluna equivale a entrar para a ABL – Academia Botafoguense de Letras, onde estão vários craques da caneta. João Saldanha e Sandro Moreyra formam a dupla de ataque. Vinicius de Morais, o branco mais preto do Brasil, portanto alvinegro de corpo e alma. Ainda temos Paulo Mendes Campos, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino…. A lista é tão extensa que até o Luís Fernando Veríssimo esconde o chimarrão em casa e diz torcer pelo Fogão. Espero que a torcida, acostumada com o alto nível dos escritores, não vá ao Procon pedir a minha demissão!

Espero vocês no Niltão hoje à noite.

O GLOBO – 25/5/17

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