De volta…

Depois de um longo jejum, volto ao abandonado blog. Foi tanto tempo sem usá-lo que tenho que expulsar uma família de sem-tetos que se alojou aqui.

Não quero prometer nada, mas, ao menos, vocês encontrarão aqui minhas crônicas sobre o Botafogo, que são publicadas todas as terças no Globo.

Abraço!

Libertadores ainda que à tardinha…

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A trajetória estava muito atípica. Depois de um primeiro turno desastroso, os agourentos de plantão subiram em seus saltos e confirmaram: vai cair. O elenco modesto, o cofre vazio só confirmava a previsão. No segundo turno, quando habitualmente decaímos, a surpresa: o Botafogo se encontra em campo e inverte a história. Mesmo sem sua estrela maior, nosso goleiraço Jefferson, mesmo com Jair Ventura Filho, um técnico comandando pela primeira vez um time profissional. Esqueceram que esse nome tem estrela.

Os pontos foram se acumulando, Sassá despontando como um dos artilheiros do campeonato, Aírton deixando a fama de carniceiro no vestiário e jogando o fino, com Camilo, Neilton e cia.

A várias rodadas do final, estávamos sobrando. O fantasma da série B foi espanado, a Libertadores surgia no horizonte. Mas Botafogo é Botafogo. Começamos a perder pontos bobos, até que na penúltima rodada, o inusitado. Bastava uma vitória contra a Ponte Preta. Ao final do primeiro tempo, tínhamos 1 a 0 no placar e um jogador a mais que o adversário. Conseguimos ceder o empate e deixar pra fazer o dever de casa na última hora.Aí voltamos a nos reconhecer. No sufoco, no desespero, no tudo ou nada.

O Grêmio comemorava sua Copa do Brasil, o elenco principal sambava na pista das boates abraçado nas primas gaúchas de todas as nacionalidades. E nós ali, ralando.

Bruno Silva homenageia o time do ano com um golaço: Chapecoense, presente! Respiramos aliviados. Mas, antes de voltarmos ao vestiário, a lambança. Sassá e Aírton se desentendem depois de uma falta boba a nosso favor. Empurra-empurra entre nós mesmos. Aírton expulso.

Aí vem o suor frio. Se numa situação favorável na rodada anterior, a gente se enrolou, agora com um jogador a menos, o sonho podia virar pesadelo.

Segundo tempo. Resistimos. Jogamos feio, pressionados por um time que nem os torcedores deles conheciam. Camilo acertou um balaço no travessão. E foi só.

Seguramos a peteca como deu. Quando eu já não tinha mais nenhuma unha pra roer, o juiz apitou o fim do jogo. E o início da Libertadores 2017.

É hora de comemorar! É hora de extravasar! É hora de ver nossos detratores engolindo suas projeções tenebrosas.

Fechamos o ano numa incrível quinta colocação, classificados. É a pré-Libertadores, mas é ela. Claro, queremos um timaço reforçado de Messi e Neymar. É o que todo botafoguense vai pedir a Papai Noel. Mas sabemos que a crise pode nos deixar mais depenados do que chegamos até aqui. Não importa. Isso é problema pro ano que vem.

No momento, o que interessa é que… ninguém cala. Valeu, Fogão!!!

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Profissões

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Nada agonia mais um jovem do que o dilema de que profissão seguir. É dor de cabeça não só para o próprio, como para seus familiares, sobretudo pais e mães. E isso não é de hoje.

Foi-se o tempo em que o garoto era aconselhado a prestar concurso para o Banco do Brasil. Era carreira estável e promissora. Havia também outras igualmente valorizadas, como uma vaga no Banco Central, Correios, Petrobras… o emprego numa grande estatal, enfim.

Até que chegou a era dos vestibulares. Engenharia, Direito ou Medicina? O vestibulando podia tentar vaga em dezenas de outros cursos, mas estes eram os que tinham futuro garantido.

De uns tempos pra cá, ficou difícil. Hoje o sujeito com curso superior até consegue montar um belo currículo e sonhar com a direção uma grande multinacional. Mas, certo mesmo é a direção de um Uber. Pra botar o boi na sombra, só sendo craque de bola, criando um funk de sucesso ou virando um youtuber de sucesso. São caminhos que levam a muita grana. Por outro lado, são carreiras instáveis. Vida de jogador é curta. Alguém se lembra do Mc Leozinho, o ex-chapeiro que cantou até com o Roberto Carlos? O youtuber do ano passado já perdeu espaço pra outro que está surgindo agora, enquanto você lê esse texto.

Nada disso significa que estudar não leva a nada. Os nerds estão dominando o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, ficam bilionários e pegam as melhores gatinhas.

Aqui no Brasil, porém, diante dos recentes acontecimentos, tomamos conhecimento de profissões muito valorizadas que não exigem que o candidato passe pelo calvário do Enem.

Sabe aquele seu colega estudioso, com larga cultura geral, que perdia o recreio na biblioteca do colégio, estudando cultura greco-romana, latim e História Antiga? Pois é, ele atualmente tem um importante cargo: é responsável por dar nome às operações da Polícia Federal.

E aquele mau aluno, que sentava lá no fundo da sala, não prestava atenção em nada e passava as aulas sacaneando todo mundo? Esse também se deu muito bem na vida: ganha um bom salário na Odebrecht, no departamento de apelidos para políticos corruptos.

Você poderia imaginar coisas como essas? Por isso, pense duas vezes, antes de dar conselhos equivocados ao seu filho, quando este lhe perguntar que carreira seguir.

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Valeu, Capita!

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Quando recebi a notícia, veio a lembrança do quarto gol sobre a Itália. Aliás, essa imagem foi mais acessada na memória das pessoas que em qualquer google. Todo brasileiro que era vivo naquela tarde de junho hoje lembrou do momento em que Pelé recebeu a bola na entrada da área e displicentemente tocou para direita, onde Carlos Alberto soltou a bomba precisa, ponto culminante da epopéia do tri. Depois veio o tetra, o penta… mas nunca fizeram sombra à finada e derretida taça Jules Rimet.

Carlos Alberto Torres é o maior lateral direito que vi jogar no Santos, no Flu, no Cosmos e no meu Botafogo, onde também foi o treinador que nos deu a taça Conmebol, o equivalente à Sul Americana. Recentemente tive a honra de ser seu “colega de trabalho” – ele, comentarista e eu, palpiteiro nas bancadas do SporTV.

Gente boa, conversa divertida nos bastidores, além de muito conhecimento e inside information sobre os bastidores do futebol.

O Capita marcou minha infância e a de todos os moleques com 10, 11 anos em 1970. Todos no subúrbio corriam da tevê para a rua pra jogar uma, assim que acabava um jogo do Brasil na Copa. Depois daquela final, sempre tinha um cabeça de bagre entrando pela direita e isolando a bola, ao tentar samplear o golaço do lateral brasileiro.

Quem é da Vila da Penha tem algo mais de que se orgulhar. O capitão Carlos Alberto cresceu na área. Foi morador do Largo do Bicão e jogava bola num daqueles dez campos de futebol que existiam onde hoje é o conjunto habitacional do Ipase. Eu era muito pequeno pra isso.

Mas, como alguns amigos da minha rua, a Paula Aquiles, comprei muito botão, palheta e bolinha na lojinha do Capita, na praça Vicente de Carvalho. Era uma pequena loja de artigos esportivos, no pé do morro do Juramento, que ele abriu depois do tri. Cansei de passar por ali de bicicleta, na esperança de encontrá-lo, o que nunca aconteceu.

Só muito tempo mais tarde é que fui entender por que aqueles botões jogavam bem melhor que os outros.

Valeu, Capita!

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Quem falou em série B?

Arena Fogão

Tenho me divertido muito ultimamente. E motivos não estão faltando. A prisão do VaitomarnoCunha é um deles. A patética campanha do Trump é outra. A corrida elitoral pra prefeitura do Rio também tá engraçada: Freixo mostra por que não votar no Crivella, Crivella mostra por que não votar no Freixo. E não é que os dois têm razão? Estão convencendo a população a votar nulo. O prefeito será eleito por W.O.

Existem razões melhores para meu bom humor. A série Procurando Casseta & Planeta está sendo muito bem recebida pelo público que, depois de anos, está se reencontrando com o nosso estilo. E o motivo dessa crônica: o futebol. Ando me divertindo ao ler os profetas do apocalipse que apostaram – pena que não comigo e a dinheiro – que o Botafogo cairia pra Segundona antes do horário de verão. Mas esse esporte é uma caixinha de bombons Surpresa.

O Botafogo juntou seus cacos, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Sem grandes contratações, sem grandes advogados, foi comendo pelas beiradas, conquistando pontos dentro de campo, coisa rara no atual Brasileirão. O clube começou lutando pra se afastar do Z-4 – a gente saiu da série B, mas a série B teimava em não sair da gente. De repente, engatou a quinta e foi parar no G-5, de olho na Libertadores.

A torcida sentiu-se órfã, quando soube da saída do técnico Ricardo Gomes. Olhou desconfiada para a chegada do novato Jair Ventura. Mas o DNA do Furacão falou mais alto e seu rebento tá arrebentando na função. Hoje, o torcedor tira a camisa e gira sobre a cabeça na Arena lotada. Há quanto tempo não tínhamos um estádio pra chamar de nosso?

Por enquanto, tá tranquilo, tá favorável. Cinco vitórias seguidas. Quatro jogos decididos depois dos 40 – e a nosso favor! Quinto lugar isolado – escrevo antes do fim desta rodada, sei que isto não vai mudar. E um comportamento inédito da torcida. Fui no antigo estádio da Portuguesa na Ilha do Governador . Fiquei de cara pro sol domingo, no setor Leste. Ali, onde antes víamos torcedores xingando o time a partir dos 5 do primeiro tempo, encontrei uma galera animada, empurrando, estimulando, motivando a equipe o tempo todo. E aquele que criticasse algum jogador era vaiado pelos demais. O time percebeu o apoio e retribuiu, nos dando tranquilidade num segundo turno impecável. Não me lembro a última vez em que não estava desesperado nessa altura do ano, muitas vezes depois de um primeiro turno de dar inveja.

A coisa mudou. Jefferson foi substituído à altura por Sidão. Airton descobriu que é possível jogar bola – e muito – sem botinadas. Neilton, Carli, Alemão estão mandando muito bem. Camilo assumiu o papel de estrela da companhia e, mesmo quando tá mal, num lampejo muda o jogo. E Sassá disputa artilharia com Fred, Robinho e outros. Rodrigo Pimpão vem nos dando muitas alegrias, enquanto aquele Arão que ressuscitamos e preferiu se bandear pro lado de lá,

O Botafogo é hoje o clube com o melhor desempenho no segundo turno. Se anulássemos o primeiro turno, seríamos campeões. Opa! Será que entrando na Justiça a gente consegue. Quem sabe, né? Tá na moda…

E ninguém cala…

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Muriaé, o mais novo bairro do Rio

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Foram três semanas intensas de filmagem, mais quatro de pré-produção. A equipe de “Correndo Atrás” invadiu a cidade mineira e mudou a vida da população. Foi como se um enorme disco voador vindo de um planeta desconhecido tivesse pousado na Zona da Mata e deixado que seus alienígenas explorassem a região.

Estivemos por tudo quanto é canto perturbando o sossego do povo. Fechando ruas no centro, ocupando becos e vielas de bairros distantes, enchendo a cara nos bares, trabalhando intensamente de seis da manhã às seis da tarde. Ou vice-versa.

Quando nos propuseram rodar o filme em Muriaé, estranhamos. Como assim? A história se passa no subúrbio do Rio de Janeiro! Mas, ao chegarem as primeiras fotos, começamos a acreditar que seria possível. De fato, Muriaé tem muitos pontos em comum com o Rio. As locações casaram perfeitamente com o roteiro.

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O deslocamento era fácil, as distâncias eram curtas, o trânsito, tranquilo. Mas a maior vantagem foi o povo muriaense. Muitos acompanharam de perto cada cena rodada, sempre colaborando, fazendo silêncio quando a gente pedia, aturando os transtornos na frente das lojas impedidas de funcionar normalmente.

Várias pessoas participaram do filme, seja como figuração, elenco de apoio, equipe técnica, motoristas, fornecedores diversos. Trabalhar no filme dava status. Até o garotão da farmácia, que entregou escova e pasta de dentes para um ator, comeu gente.

– O que você faz?

– No momento, tô trabalhando no “Correndo Atrás”. Sou responsável pelos sorrisos do elenco.

E lá foi ele na moto com uma gatinha, a caminho do motel Panorama.

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Fiquei impressionado quando cheguei pra filmagem de uma sequência na rua Silveira Brum, no centro da cidade. Caminhava pela praça João Pinheiro, a mais antiga de Muriaé, quando me deparei com uma fileira de quatro caminhões lotados de equipamentos e uma intensa movimentação de profissionais pelas calçadas. Lembrei de quando escrevia o livro “Vai na Bola, Glanderson!“, sozinho em casa, nas madrugas. Não podia imaginar que causaria tamanho caos.

Caos e alegria. O pessoal pôde ver como funciona a produção de um filme e ainda teve a chance de tietar os artistas. A cidade inteira tirou fotos com a gente. Chegamos a nos sentir uma espécie de Pokémon raro: todo mundo captando nossas imagens com o celular. O set de filmagem era sempre um cobiçado PokéStop.

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Muriaé é muito acolhedora. E o carioca se sente em casa. Ali tem bairros como Barra, Gávea e Leblon. O principal ponto turístico é um Cristo Redentor. Até os Arcos da Lapa têm uma réplica na cidade. Além disso, os muriaenses não torcem pelos mineiros Cruzeiro ou Atlético e sim pelo Botafogo, Vasco, Fla e Flu.

Vou levar boas lembranças dessa temporada. E uma coleção de objetos alvinegros. O povo me presenteou com relógio, toalha, boné, caneca, porta-retratos, tudo com a bela estrela solitária. Nem sei como descobriram o meu time…

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Imagino a ressaca da cidade nos dias seguintes a nossa partida. Muitas histórias, muitas fofocas. Quem sabe daqui a nove meses quantos Glandersons e Greices nascerão… Mas, como diz o ditado, “o que acontece em Muriaé, fica em Muriaé.” . Ou ainda, pra usar o jargão cinematográfico, “amor de locação não chega na edição”.

O filme se despede da cidade, mas ainda vamos rodar no Rio e em São Paulo. Depois, efeitos, trilha sonora, montagem… até o lançamento muita água vai rolar.

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Aí voltamos pra fazer uma pré-estreia. A cidade merece.

Valeu, Muriaé!

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Acabou. E agora?

CRISTO COM RESSACA adão

O carioca acordou com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Tudo girava ao seu redor. A casa estava depenada: a voluntária norueguesa escultural que ele pegou na Orla Conde, na verdade, era um travesti 171 que depenou o apê e partiu. Sim, à meia noite, a carruagem virou abóbora. A partir de segunda-feira, o Rio volta a ser o Rio.

Alguns não se conformam. Continuam pelas ruas gritando “Ê-êêê-êêê-êêê-êêê Brasil!” e cantando a musiquinha que sacaneia os argentinos, mesmo sem encontrar com nenhum deles. Não querem acreditar que o sonho acabou.

E agora, o que vamos fazer com todo o conhecimento esportivo acumulado? Quando vamos voltar a utilizar termos como “duplo mortal carpado”, “reverso”, “shoot out”, “tiro de 7 metros”, quando vamos dizer que o jogador “deu um croc sobre o bloqueio”, ou que “o cavalo refugou duas vezes e o conjunto foi desclassificado”?

Aprendi que Keirin não é o nome de um atleta da Irlanda, e sim uma prova de ciclismo. Me contaram que a peteca do badminton é feita com as penas da asa esquerda do ganso porque ele dorme sobre a asa direita e amassa. Descobri que o jogo do polo aquático é dividido em 4 tempos de oito minutos e que por baixo d’água rola um verdadeiro MMA. E agora, onde posso tirar onda com esse conhecimento? Ninguém mais quer ouvir falar em olimpíadas!

Como vai ser daqui pra frente? O que vão fazer com todas as grades que cercaram as ruas da cidade para as provas? Presídios? E os especialistas em saltos ornamentais, luta olímpica, rúgbi, canoagem slalom? Será que ficarão mais quatro anos desempregados? Ouvi dizer que vários refugiados tentaram ficar na Vila Olímpica. Aceitariam até ficar no prédio usado pela delegação australiana.

Ao menos um legado agradaria a toda população: os feriados. Outra providência simpática seria manter as vias exclusivas para a Família Olímpica e distribuir credenciais para que toda população pudesse utilizá-las na ida ao trabalho.

Então não veremos mais entrevistas com aquele atleta que é um exemplo de superação? Nem saberemos que filme passou na sua cabeça quando ganhou a medalha?

E o que faremos com as lições que aprendemos com esses Jogos, já que não vamos sediá-los de novo?

Tá difícil acreditar que acabou. Mas logo logo cairemos na real. Deixa chegar a conta do cartão de crédito. Vai doer muito no bolso aquele papo de “compra logo esse ingresso, é uma oportunidade única!”.

Primeiro foi o Pan, depois a Copa do Mundo, agora a Olimpíada. Queimamos todos os cartuchos. Até a Jornada Mundial da Juventude já passou por aqui. Ou seja, nem o Papa volta mais por aqui…

Agora, só temos uma saída. Em matéria de grandes eventos, vamos ter que nos apegar com unhas e dentes ao Rock in Rio! Yeaahhh!!!

(ilustração: Adão Iturrusgarai)

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O maior remador do mundo. Do mundo, não! Da Bahia!

Isaquias tirou onda nessa Olimpíada e fez História sem pedir licença: é o primeiro atleta brasileiro a ganhar três medalhas numa única edição dos Jogos!

Ganhou tanto em curta quanto em longa distância, fato inédito. É como se o Bolt, além dos 100 metros, ganhasse também a prova dos 1500 metros.

Na canoa dupla, 1000 metros, ele contou com seu parceiro Erlon de Souza.  Isaquias vem de Ubaitaba (em tupi-guarani: cidade das canoas), Erlon é de Ubatã. São cidades vizinhas, separadas pelo Rio das Contas, onde eles se conheceram remando. Transportavam passageiros de um lado para o outro. Agora estão no mesmo barco, juntos e misturados. E só carregam medalhas!

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Isaquias é campeão.

 

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Erlon de Souza também conquistou a prata.

 

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Lagoa Rodrigo de Freitas poderia se chamar Lagoa Isaquias.

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