O BRASIL E OS NÚMEROS

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Brasileiro é mesmo ruim de número. Pra todo lado que olhamos, só tem problemas. As contas públicas são um desastre. É uma questão de receita menos gastos, mas o governo não sabe fazer conta de subtrair. Sabe subtrair, mas não sabe fazer conta.

O povo também não domina a matemática. A mostra disso é a quantidade de negativados no país. A maioria não acredita que sua dívida seja a soma das suas despesas. E fazê-las caber no orçamento doméstico é como comprar um sapato 36 para um pé número 45.

Mas a coisa pega quando se trata de manifestações. Ao contrário da polícia, os números nunca batem. (Tá, tá! Eu sei que os protestos foram pacíficos, sem violência, só não consegui evitar o jogo de palavras).

O protesto de 12 de abril na Av. Paulista reuniu 250 mil pessoas, segundo a PM. De acordo com o Datafolha, foram 100 mil pessoas. Já os organizadores afirmam que 800 mil manifestantes estiveram presentes. Independente de quem tenha razão, foi muita gente. Mas as diferenças de avaliação são gritantes. Acredito que só vamos saber o número exato de pessoas numa passeata no dia em que botarem uma roleta na entrada da avenida. Ou quem sabe uma lista de presença. Talvez, passeata com caderneta, que deve ser entregue na chegada e será distribuída no final do encontro.

Outra solução: os organizadores contratam um estagiário e lhe dão uma caneta Pilot. O sujeito percorre a passeata contando as pessoas e marcando um “x” na mão do manifestante para evitar erros.

Enfim, existem meios de evitar esse disse-me-disse pós-protestos. Assim, ao invés de passarmos a semana discutindo quantas pessoas efetivamente foram às ruas, teremos tempo para debater as propostas e reivindicações apresentadas. Fica a dica.