ODEBRECHT – DEPTO DE PROPINAS: TEMOS VAGAS!

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As recentes notícias provocaram uma debandada geral na empreiteira. Centenas de funcionários pediram as contas. Mas elas já tinham sido entregues ao Ministério Público. Mas a empresa não podia parar. E abriu vagas para novos profissionais. Veja a entrevista de emprego de um dos candidatos a uma vaga no setor mais procurado da Odebrecht.

 

– Fale sobre você:

– Só falo sobre mim na presença do meu advogado.

 

– Tem experiência anterior?

– Sim. Já participei de diversas licitações fraudulentas para obras de diversos governos. Já negociei com partidos de direita e de esquerda, não tenho preconceitos.

 

– Quais são seus objetivos na empresa?

– Me dar bem. Ficar rico.

 

– Em quem você votou nas últimas eleições?

– No mesmo candidato que o senhor.

 

– O que você considera importante numa empresa?

– Passagens secretas, rotas de fuga e salário em dinheiro vivo.

 

– Qual o seu maior sonho?

– Nunca conhecer o Japonês da Federal.

 

– Tem algum apelido de preferência?

– Lindinho, Viagra, Caranguejo… qualquer um, menos Brahma. É que eu prefiro Antártica.

 

– E qual a sua formação?

– Formação de quadrilha. Estudei Roubalheira Corporativa em Harvard.

 

– Você é dos nossos. Está contratado.

– Obrigado! Prometo dar o meu melhor nessa empresa. Quer dizer, dar não. Emprestar, a juros extorsivos.

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ao todo.

TÁ FALTANDO ELÁSTICO!

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Um depoimento estarrecedor. Foi como um agente da Operação Lava-Jato definiu o testemunho de Antonio Barusco Duque Youssef, CPF 171.171.171-00, que pediu para não ser identificado. Num interrogatório secreto na sede da PF, transmitido pelo Youtube, o delator explicou por que parou de roubar:

– Está faltando elástico pra amarrar tanto dinheiro!

O dedo-duro picareta correu todas as papelarias do Planalto Central e nada.

– O mercado de elásticos está muito aquecido, porque esse esquema de corrupção em Brasília é todo em dinheiro vivo. E não é só o dinheiro que é vivo!

Contou que, no começo, guardava a bufunfa embaixo do colchão, mas o volume ficou tão grande que passou a ter fortes dores nas costas. Então, resolveu arrumar as notas em bolinhos de cem milhões de reais. Ainda assim, não conseguiu dar jeito.

Sem saber o que fazer com tanta grana, o criminoso começou a receber conselhos. Muita gente mandava ele enfiar o dinheiro no rabo. Ele tentou, mas não deu certo.

– O pessoal não entendia: era muito dinheiro mesmo.

Com a maior cara lavada, o picareta admitiu ter recebido dinheiro sujo durante anos.

– Qual é o problema de receber uma nota preta? Prefiro ser chamado de corrupto do que de racista!

 

 

 

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ao todo.