Assalto a Ryan Lochte não passa no antidoping

O nadador americano foi comemorar suas medalhas numa baguncinha animada. Mais tarde, disse que foi assaltado. Os jornalistas americanos logo engoliram. E olha que eles não engoliram o Biscoito Globo!

Agora ficamos sabendo que não passava de um caô, pra não queimar o filme com a patroa, que ficou no hotel assistindo “É Campeão!” no SporTV. Num exame detalhado, os técnicos do laboratório da Justiça brasileira detectaram substância mentirosa no depoimento do nadador. Se ficar comprovada a fraude, Lochte pode perder as medalhas e a namorada. Afinal, já estão desconfiando que ele não nada tanto assim, é tudo truque das câmeras do COI.

E o brasileiro, sempre exemplo de superação, já respondeu à mídia americana com uma paródia do jingle que mais encheu o saco nessa Olimpíada.

Ê… se liga aê
O Ryan Lochte que mentiu para você
Ê… se vira aê
É picareta e tem mais que “si fudê”Paródia Brasileira

Imagem: DailyMail

Imagem: DailyMail

ROLEZINHO: PODE OU NÃO PODE?

O garotão caprichou no visual: bermudão Cyclone, tênis Nike Shox, cordão de ouro e boné Quicksilver. Queria fazer sucesso com as novinhas, dessas de cabelo na chapinha, calça legging e blusinha Bad Cat. Deu uma olhada no Facebook e descobriu que uma galera ia se encontrar no shopping. Foi dos primeiros a chegar e logo foi barrado pelo segurança.

–      Ei, ei, ei. O que você veio fazer aqui?
–     Ué, isso não é um shopping?
–     Isso mesmo.
–     Então, vim me divertir um pouco, comer no Mac Donald’s, beijar umas meninas…Pode não?
–     Depende. Você veio sozinho?
–     Vou encontrar uns amigos.
–     Quantos?
–     Sei lá, uns três mil, talvez. O pessoal confirma que vem no face mas na hora acaba furando. De repente vem só uns quinhentos…
–     Vão comprar alguma coisa nas lojas?
–     Vamos dar uma volta, ilhar uns bonés, uns pisantes.
–     Uma volta? Você quer dizer dar um rolê?
–     Eu?! De jeito nenhum, me’irmão! Sou carioca, rapá! Rolê é coisa de paulista. Eu só dou rolé.
–     Então tá querendo armar um rolezinho no shopping?
–     Isso quem tá falando é o senhor. Só quero dar um tempo, azarar umas gatas e correr pelos corredores cantando funk.
–     Por que vocês não correm na praia?
–     Se a gente correr na praia é arrastão. Além do mais, tá o maior calor e aí dentro o ar condicionado é geladinho.
–     Vocês só vão correr,  criar tumulto, assustar as madames?
–     Isso mesmo.
–     Não vão roubar nada, não vão quebrar nada?
–     Não, é só tocar o zaralho na paz.
–     Mas assim vocês complicam o meu lado. Um bando de neguinho de banho tomado entra no shopping, não rouba nada, não quebra nada, como é que eu posso enfiar o cacete em vocês?
–     Pô, o senhor me desculpa atrapalhar o seu serviço, mas a gente não pretende cometer nenhum ilícito.
–     Nada disso! Que historia é essa de juntar um bando de pobre no shopping e não fazer uma cagada? Qual é a de vocês? Afinal, é passeio,  é zoação, é protesto? Vocês têm que se definir! Tão muito bundões! Do jeito que essa coisa tá, a mídia fica confusa, é gente contra, é gente a favor…ninguém tá entendendo nada! Fala com teus coleguinhas que assim não dá. Tem que fazer umas merdas, saquear loja, assaltar perua, estuprar patricinha…Aí a gente vai poder descer a porrada em vocês numa boa.
–     Mas…enquanto isso, a gente pode ou não pode dar um rolezinho?
–     Agora não, dá um tempo por enquanto. Daqui a pouco  acaba o meu turno e não suja pro meu lado.
–     Mas a gente tá com fome.
–     Recolhe os pedidos dos seus amigos que eu libero pra você ir até a praça de alimentação encomendar tudo pra viagem. Vai por mim: vocês vão ficar mais à vontade aqui fora.

O PROTESTO FASHION DO LEBLON

Os protestos estão por toda parte. E o bairro do Leblon mostrou que acompanha as tendências da moda, sendo palco de uma das manifestações mais elegantes desta temporada. Nada como uma passeata de frente pro mar! Quando a multidão começou a se aglomerar numa esquina próximo à casa do governador Sérgio Cabral, Manoel Carlos desceu de seu apartamento com um bloquinho para anotar o que estava acontecendo e botar na sua próxima novela, “Esculachos de Polícia”.

Como sempre, o protesto começou pacificamente, com as pessoas gritando palavras de ordem e queimando um boneco que representava o governador. Também como sempre, um grupo de arruaceiros se infiltrou na galera e passou a tocar o terror. Os barderneiros eram facilmente identificáveis. Uma parte deles estava vestida de preto e com o rosto coberto. Outros estavam uniformizados com capacetes, escudos e fortemente armados.

Os moradores não estavam entendendo nada. Dentro de um restaurante luxuoso, um consumidor reclamou que seu prato estava muito condimentado. O chef explicou que aquilo não era o tempero e sim o spray de pimenta que invadia o salão.

Enquanto muitos manifestantes pediam o impeachment do governador que 67% deles colocaram no poder, a bandidagem aproveitava pra quebrar vitrines e fazer um ganho. Flagrado saqueando a loja da Toulon, um sujeito disse que não era ladrão e só fez aquilo porque não tinha roupa para frequentar uma manifestação num bairro tão chique.

Desesperado, o governador acionou o esquema de segurança do estado. Todos os helicópteros que ele não estava usando vararam a madrugada sobrevoando a área mais valorizada da cidade. Segundo especialistas, as aeronaves gastaram na madrugada o equivalente a mais de 150 deslocamentos Rio-Angra. Combustível suficiente para transportar o cachorro Juquinha, as babás, a prancha de surf e uma peça de roupa dos membros da família do governador de cada vez, pra não amassar na viagem.

No dia seguinte, em meio às lojas e bancos depredados, alguns investidores circulavam pelo Leblon fazendo ofertas aos proprietários dos imóveis, que desvalorizaram em uma noite mais do que as ações do grupo Eike Batista. Sentado num café, o novelista Maneco parecia preocupado. Estava com dificuldade para escalar a atriz que fará sua próxima Helena. Nenhuma das que ele convidou topou gravar cenas tomando porrada da polícia. Elas argumentam que as marcas de hematoma ficam muito feias em HD.