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RODÍZIO DE CORRUPTOS

A corrupção no Brasil só não passou dos limites porque alguém molhou a mão dos institutos de pesquisa que estão aliviando nos dados. Mas o povo está sentindo que a coisa saiu do controle. Os jornais não param de denunciar escândalos. São tantos que, ao chegar na terceira página, não é possível lembrar das falcatruas que estavam na capa. Ninguém mais sabe se é a primeira vez que ouve falar em determinado escândalo ou se é apenas a sequência, a segunda temporada de uma série de roubalheiras mal recebida pelo público e pela crítica.

Para moralizar um pouco a baixaria, o governo decidiu instituir o rodízio de corruptos. Os bandidos com CPF de final par poderiam realizar suas fraudes às segundas, quartas e sextas. Os de final ímpar, às terças, quintas e sábados. Ainda não foi decidido se aos domingos estão todos liberados para meter a mão ou se terão o dia para curtir o fruto dos desvios.

A Polícia Federal declarou recentemente que sua dificuldade não é mais investigar e prender os meliantes. Seu maior problema atualmente é inventar novos nomes para suas operações. Lava-Jato, Peter Pan, Ramsés, Satiagraha… Haja imaginação! A PF esgotou sua capacidade criativa. Por isso, passará a usar um conteúdo colaborativo. Assim, pedirá a cada cidadão envolvido em algum “malfeito” que já vá pensando num nome maneiro para batizar a operação que vai botá-lo atrás das grades.

O MUNDO ANIMAL

A bicharada ficou em polvorosas depois que um grupo invadiu os laboratórios do Instituto Royal para libertar os cãezinhos dos tubos de ensaio. Os ratinhos estavam excitados. No Butantã, cobras, lagartos e escorpiões também se animaram. Mas logo em seguida caíram em depressão. Descobriram que a ação favoreceu apenas os bichinhos fofinhos. Mais que um ser vivo, mais que um mamífero, o cachorro está num patamar acima das demais espécies. Ele é o melhor amigo do homem, por isso teve direito à carteirada. Os coelhos também foram salvos – quem gostaria de ficar sem ovo de páscoa? A vida é assim e Darwin sabe muito bem que a beleza é uma arma poderosa na luta pela sobrevivência das espécies.

A questão é que não eram meros cachorros. Eram beagles, uma das raças mais gracinhas entre os cães e uma das mais populares no facebook. Filhote de beagle só perde pra gatinhos em número de fotos nas redes sociais. Um pit bull não teria a mesma sorte.

Aí vai uma crítica aos pesquisadores. Por que escolher um bicho tão querido para ser cobaia? Tá certo que as pesquisas são importantes, mas estariam estudando em paz se nos experimentos científicos utilizassem os temíveis tubarões, por exemplo. Se fosse um que comprovadamente atacou surfistas no Recife, o apoio da população estaria garantido. Será que a pesquisa não pode ser feita com mosquitos da dengue? Ou com baratas, a mulherada agradeceria muito!

Conversei com um biólogo francamente favorável ao uso de cobaias animais no estudo de medicamentos que venham salvar vidas humanas. Ele propõe, inclusive, uma contrapartida: que todos os que são contra sejam cadastrados e proibidos de tomar os remédios que foram desenvolvidos a partir destas experiências. “Certamente o sujeito ia pensar duas vezes antes de invadir os laboratórios.” – argumenta o estudioso.

Pouca gente defende os maus tratos aos animais e hoje em dia está caindo por terra o conceito de que o homem é um ser superior às outras espécies. Mas ninguém quer trocar com seu cãozinho e ir dormir na casinha lá fora. A verdade é que queremos conforto, vida longa e saudável sem pagar pelo preço dessas escolhas.

Entretanto, muita coisa pode ser feita, todo procedimento pode ser aperfeiçoado. A proposta mais razoável que ouvi nesses últimos dias foi a substituição dos beagles por políticos corruptos. Acho que ninguém se importaria se pegassem mensaleiros e fichas sujas ou vereadores que embolsaram o Bolsa Família e mandassem para o instituto de São Roque. Certamente seriam muito mais úteis à sociedade do que andando à solta por aí, ameaçando a saúde dos cofres públicos.

O único problema é que não se pode garantir que os medicamentos testados neste tipo de animal funcionarão quando ingeridos por cidadãos comuns. Existe uma diferença muito grande entre estas duas espécies.