Aproveitando o Embalo

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Está na hora de mostrar por que o Botafogo é maior que o Barcelona, qualquer que seja ele. Esse, por acaso, veio do Equador, mas isso não importa. Estarei lá na arquiba, empurrando o Fogão mais um degrau acima na Libertadores.

Assinei a súmula d’O Globo no dia da estreia do Bota na Copa do Brasil. Há muito tempo o Botafogo não era tão Botafogo. Em desvantagem no placar e com um a menos em campo, empatamos e logo sofremos um pênalti. Quando tudo parecia perdido, Gatito defende e reacende a chama. O endiabrado Guilherme fecha a noite com um golaço. Vitória do jeito que a gente gosta: sofrida, improvável, desacreditada, por isso gigante.

Desliguei a tevê eufórico, pensando no peso da responsa. Assinar essa coluna equivale a entrar para a ABL – Academia Botafoguense de Letras, onde estão vários craques da caneta. João Saldanha e Sandro Moreyra formam a dupla de ataque. Vinicius de Morais, o branco mais preto do Brasil, portanto alvinegro de corpo e alma. Ainda temos Paulo Mendes Campos, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino…. A lista é tão extensa que até o Luís Fernando Veríssimo esconde o chimarrão em casa e diz torcer pelo Fogão. Espero que a torcida, acostumada com o alto nível dos escritores, não vá ao Procon pedir a minha demissão!

Espero vocês no Niltão hoje à noite.

O GLOBO – 2/5/17

NÃO ME METE NISSO, NÃO!

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Outro dia, assistindo a uma porradaria UFC, uma cena me chamou atenção. Jacaré, depois de ter massacrado Vítor Belfort, se ajoelhou e agradeceu a Deus.

Estranhei. Antes que me apedrejem, adianto que não vejo nenhum problema no Jacaré ser religioso. Todo mundo pode ter sua fé, numa boa. Mas fiquei pensando no gesto. Será que Deus estava assistindo ao UFC ? Era tarde da noite, imagino que Ele tenha que acordar cedo, até porque o mundo não anda fácil, o Todo Poderoso deve estar cheio de trabalho.

Por isso, não O imagino gastando seu tempo vendo pancadaria na tevê. Quer dizer, na tevê não, afinal é onipresente, podia acompanhar o evento ao vivo, de pertinho e sem pulseirinha de área Vip. Imagino que seja da paz e não deva curtir ver seus filhos se espancando até tirar sangue. Isso não é coisa de Deus.

E por que Ele torceria pro Jacaré? Será que Vítor Belfort andou vacilando por aí? Merecia uma levar uma lição? Precisava tirar tanto sangue do infeliz?

Acho natural alguém pedir a proteção divina quando vai passar por um lugar perigoso, tarde da noite, já que não se pode confiar na polícia. Aliás, se tiver polícia, a reza tem que ser em dobro. Não era o caso. Os dois subiram no octógono sabendo o que ia acontecer ali dentro. Ambos se garantiam, treinaram praquilo. Portanto, ao soar o gongo, não se pode pedir ajuda a ninguém, é cada um por si!

O mesmo sentimento me vem quando um jogador faz um gol, olha pro céu e se benze. Muitas vezes, o goleiro que tomou o frango é evangélico, não é possível que Deus fosse deixá-lo desamparado numa hora tão crucial. Sem contar na torcida. De ambos os lados tem gente com fé fervorosa, que fez sua oração antes de ir para o estádio, acendeu uma vela para seu santo ou Orixá. Mas Ele não vai interferir no resultado. Jogador pode, no máximo, pedir para não se machucar. E o torcedor, fazer promessa pra não ser roubado no trem, não tomar spray de pimenta na cara, não cair no meio da torcida adversária…

Na minha humilde e mortal opinião, se dependesse de uma Força Suprema, todas as lutas e todos os jogos acabariam empatados!

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MAITÊ NO MARACA

Maitê prometeu ficar nua pelo Fogão. Isso, caso a gente volte para a série A do Brasileirão. Portanto, a promessa pode ser cumprida em dezembro. Pra ela ir se acostumando, levei-a ao Maraca. Marinheira de primeira viagem na nossa van, cometeu um erro grave: carregou um tricolor. Nunca antes na história isso tinha acontecido. O resultado, vocês conhecem: perdemos a primeira batalha. Claro que deu azar. Mas nada está perdido. Ainda temos chances, ainda mais se jogarmos reforçados pela ausência do Fred. Dessa vez, não vai ter nenhum “alemão” infiltrado. Se bem que o que dá azar mesmo, é jogar com ataque inoperante e com zaga que cochila e não mata a jogada.

O video acima é um trecho do programa Extra Ordinários, que foi ao ar em 12/4/2015.

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NÃO GANHAMOS NADA, MAS NOS DIVERTIMOS

13-04

Nem sempre um jogo de futebol é só um jogo de futebol. Neste sábado, Botafogo 0 x 1 Fluminense foi muito mais. Em termos de campeonato, tinha sua importância: foi o primeiro jogo das semifinais. O Botafogo, ao vencer a Taça Guanabara, conquistou o direito a dois empates para chegar à vaga nas finais. Estranho ganhar um turno e não estar na final. Por outro lado, também é estranho um campeonato que não é de turno único, mas não tem segundo turno. A regra é clara, Arnaldo? Sei lá, acho meio confusa. Mas, não é sobre isso que quero falar.

Durante a semana, uma campanha ganhou força. Maitê afirmou no programa ExtraOrdinários que ficaria nua, caso o Botafogo voltasse à série A no Brasileiro. A frase virou notícia em tudo que é canto. A torcida alvinegra ficou em polvorosas. Maitê se surpreendeu com a repercussão da brincadeira. E muita gente achou que a promessa tinha a ver com o campeonato estadual. Não tinha, mesmo assim, resolvemos esquentar a rodada.

Reunimos amigos que costumam ir juntos ao Maraca e convidamos Maitê pra ir com a gente. Nossa van ficou pequena para tanta gente que queria a companhia da musa. Acho que teve quem pensasse que ela fosse antecipar a promessa e ficaria pelada dentro da nossa van, a caminho do Maraca. O blogueiro Zé Fogareiro foi um dos agraciados com uma vaga junto à Maitê.

Brincamos, cantamos, bebemos, nos divertimos, como , aliás, deve ser o programa “uma tarde no Maraca”. Estávamos confiantes no Bota, apesar de recohecermos as limitações. A alegria era maior por conta de juntarmos os amigos que têm algo em comum – torcer pelo Fogão – e termos Maitê entre nós.

Ao chegarmos ao templo do futebol, todos se renderam ao charme da nossa musa. Os tricolores, que não tinham ninguém à altura para contrabalançar, correram para tirar fotos com ela. Tentamos blindá-la, dizendo que era exclusiva dos botafoguenses, mas não teve jeito. Todo mundo tirou uma selfie com a atriz – vestida!

Em campo, nossa euforia não foi correspondida. Não jogamos mal, mas um driblinho irresponsável do Jobson, um cochilo da defesa e o Flu saiu na frente. No segundo tempo, um pênalti bisonho do Gilberto, que lembrou o Giba do vôlei, e a vantagem foi ampliada. Na pressão, William Arão diminuiu pra nós com um belo gol. Mas ficou nisso. Perdemos o jogo e a vantagem. Agora, semana que vem, teremos que correr muito atrás dessa vaga na final.

Nessas condições, não há como voltar pra casa animado. Ainda temos chances. Pelo menos, o time lutou, e a guerra ainda não está perdida. Por outro lado, foi uma tarde divertida. Perdemos o jogo, mas não perdemos o bom humor. É sempre bom notar que, mesmo quando seu time não colabora, juntar amigos pra ver um jogo no Maraca é um programaço.

ANTES…

helio

 

 

DEPOIS…

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A COPA É NOSSA!!!

VAMOS FAZER ESSE GRITO ECOAR NOS ESTÁDIOS!

Eu só quero é ser feliz
Ganhar a Copa do Mundo no país onde eu nasci
E poder comemorar
E ter a consciência que o Brasil tem o seu lugar

A Copa é nossa!!!

 

créditos:

música original – Rap da Felicidade , de Cidinho e Doca

letra do grito – Flavia Oliveira

voz – Mc Tigrão de “Os Ousados”

produção musical – João Nabuco

edição de video – Denise Dambros e Vinicius Tamer

direção geral – Helio de la Peña

 

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CADÊ NOSSOS GRITOS DE GUERRA?

 Saí de casa domingo de tarde, peguei um avião à noite, cheguei em Fortaleza na madrugada de segunda. Por falta de passagens, voltarei pra casa na quinta-feira. O objetivo: assistir a um jogo nesta terça-feira.  No total serão quatro dias pra ver um zero a zero sem vergonha. A conta não fecha.

Fortaleza é uma cidade bacana, tô me divertindo, comendo bem, trabalhando um bocado, mas só vim até aqui pra ver futebol, pra ver a seleção jogar, pra ver nosso escrete dar show em campo, assim como tenho visto nas propagandas. Parece que gastaram todas as jogadas nos anúncios. De que adianta pintar o cabelo, ensaiar dancinha, calçar chuteiras marrentas e empatar com o México sem gols?

O melhor momento do jogo foi o hino. Cantar “Ovirumdum” num estádio, atropelar o padrão Fifa que só permite hinos de até quinze segundos é algo que emociona e dá orgulho. Mas quando a bola rolou, muito pouco aconteceu. Uma cabeçada ou outra, um chute ou outro raspando a trave, alguns sustos mexicanos e o juiz aponta o centro do gramado como quem diz: “desse mato não sai coelho, tá na hora de voltar pro hotel, moçada!”.

Neymar é um craque. Batalha o tempo todo, lança, dribla, chuta, bate escanteio e corre pra cabecear. Mas vai ser difícil ganhar essa Copa sozinho. Por que então não propor uma Copa do Mundo de gol pequeno, dois contra dois, só valendo gol dentro da área? Seria mais divertido.

Tá certo, exagerei. David Luiz jogou bola, Luís Gustavo foi uma garantia na defesa, Jô quando entrou correu atrás da vaga de titular. Mas falta muito pra gente sair do estádio com um sorriso maior do que quando conseguimos comprar ou descolar um bilhete pra partida.

O México teve seu mérito. Não se intimidou por jogar em casa contra o Brasil, trouxe um bom goleiro e saiu com um resultado muito bom pra eles. Mas numa coisa eles foram superiores a nós. Se empatamos em campo, na arquibancada levamos uma goleada. A torcida mexiquenha se fantasiou, cantou o tempo todo, empurrou o time, trouxe várias musiquinhas, zoava até os tiros de meta do Júlio César. Já a torcida canarinho não saía do velho “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Na boa, ninguém aguenta mais! Onde estão os criativos torcedores que não inventam novos cantos? Por que ninguém puxa ao menos um “Pentacampeão, pentacampeão!” que assustaria qualquer adversário?

Acho que o Felipão, além de mexer no time titular, também tem que escalar um compositor pra empolgar a torcida. Este é o desafio para a próxima segunda-feira, em Brasília.

Ou será que os novos gritos de guerra não ficaram prontos para a Copa?

(*) Você tem ideia de um bom grito de guerra pra nossa torcida? Mande pra gente: casseta@casseta.com.br. Ou via twitter @sportv usando a tag #extraordinarios.

 

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