O Belo e a Fera abrem conta no SwissLeaks

Em uma campanha beneficente para angariar fundos em causa própria, Marcelo Madureira e Joice Hasselmann abrem conta conjunta na Suíça e pedem doações, em dólar, para ampliar os fundos. Eles comentam ainda a ida, de vassoura, de Graça Foster a CPI da Petrobras. Escolha o panaca da semana: Dilma Rousseff, Eduardo Cunha ou Renan Calheiros. Clique aqui e assista.

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MILLÔR FERNANDES: UM IMORTAL SEM ACADEMIA

millor

Para o meu querido mestre Gravatá.

Tem gente que morre e faz a maior falta. Assim, de cara, falo do meu pai, Seu Mauro, e do João Saldanha. Na sexta-feira passada, dia 27 de março, fez três anos que o Millôr Fernandes morreu. Saudades.

Conheci o Millôr, mas menos do que queria. Lamento muito isso, mas, em compensação, convivi com a sua obra, diariamente, anos a fio. No Pif-Paf, no Pasquim, na Veja, no finado Jornal do Brasil, aonde o Millôr fosse eu ia atrás abanando o rabo. Millôr Fernandes era o meu Antônio Conselheiro. Junto com Ivan Lessa, Jaguar, Paulo Francis, Tarso de Castro, Henfil e tantos outros, Millôr foi uma espécie de João Gilberto na minha formação humorística e intelectual. Fundamental. A obra é eterna, o intelectual, assim como algumas bichas, nunca morre, vira purpurina.

Fundada a Casseta Popular, já com um certo renome no circuito marginal, Helio de la Peña e eu fomos incumbidos pelo resto do grupo de introduzir a Casseta (no bom sentido, de fora para dentro ) no inventor do frescobol. Eu morava em Ipanema e Millôr Fernandes residia na quadra subsequente. Lívidos e trêmulos de emoção, acionamos o interfone, uma voz metálica nos autorizou a subir. Parecíamos um casal de veados. Tocamos a campainha. Súbito a porta se abre e o semideus em pessoa se mostra de torso desnudo (devia estar comendo alguém). No pórtico do templo, gaguejando, justificamos a nossa presença e colocamos em suas mãos o produto de nossa obra. Millôr pegou, olhou e disse: obrigado, façam sucesso e fiquem ricos. Em seguida bateu a porta na nossa cara e retomou a sua provável foda. E isso foi tudo.

Seguimos os seus sábios conselhos e o resto é história.

Vida que segue. Estava eu trabalhando na Casseta quando toca o telefone. Era da Globo News, Millôr acabara de morrer e eles queriam um depoimento ao vivo. Imediatamente me colocaram no ar. O Chico Anysio havia morrido há pouco tempo e eu falei com a apresentadora: “Puxa vida! Eu adoro a Globo News, sou um telespectador fiel, mas, ultimamente, vocês só estão me dando notícias tristes. Semana passada o Chico Anysio, agora o Millôr. Com tanta gente para morrer no Brasil como o Zé Sarney, o Collor, o Maluf… quando é que vocês vão me dar uma boa notícia dessas?”. Sem graça, a entrevistadora cortou a entrevista. Essa foi a melhor homenagem que eu poderia prestar ao Millôr.

No dia seguinte fui ao velório antes do churrasco do Millôr. Ele foi cremado. Desolado, estou sentado na capela quando adentra o Ziraldo aos berros me procurando para dar porrada. Tudo porque eu havia dito em entrevistas que o Millôr havia se recusado a requerer Bolsa Ditadura. Para ele era uma questão de ideologia, não era um investimento. Hoje eu entendo. O Ziraldo não se conformava que o Millôr, em seu próprio velório, chama mais atenção que o maior cartunista de Caratinga de todos os tempos.

Pacificados os ânimos, estou sentado ao lado de Cora Rónai, querida amiga, lamentando a perda do intelectual e humorista. De repente uma jovem repórter de Caras se aproxima. Ela pede uma declaração da minha pessoa sobre a perda do grande “Millôr Ferreira”.

Dou um salto na cadeira. Olho o rosto sem vida do Millôr no caixão e não me controlo. Parto na direção do ataúde e grito na orelha morta do artista: Millôr Ferreira!!! Porra, Millôr! Acorda! Você ainda nem foi cremado e já caiu no esquecimento!!!!

E tenho dito.

Cidão-fanfarrão e as trapalhadas da comandanta

O ministro da ‘Pátria Educadora’ aprontou das suas e acabou demitido pelo presidente da presidente Dilma, Eduardo Cunha. Ela, perdida e desorientada como sempre, não sabe para onde conduzir o Brasil, que se comporta como Titanic. Escolha o panaca da semana nas redes sociais e vote com Joice Hasselmann e Marcelo Madureira. Assista aqui.

23-03 o belo  e a fera

De crise em crise o governo Dilma se deteriora

O colunista Felipe Moura Brasil faz um resumo dos fatos que derrubaram o ex-ministro Cid Gomes e o editor de VEJA.com Silvio Navarro analisa o medo do Planalto de perder apoio da base aliada. No Radar On-Line, Lauro Jardim explica como as crises no governo Dilma se sobrepõem, uma mal termina e outra já começa. O trabalho dos marqueteiros do Planalto que tentam transformar ‘Dilmandona em Dilminha paz e amor’ é o assunto de Marcelo Madureira. Direto de Nova York, Caio Blinder comenta a vitória de Netanyahu em Israel. Confira.

19-03 giro

Dilma e Temer: não rola a menor sintonia

No Radar On-Line, com Lauro Jardim, apesar de todas as tentativas contrárias, principalmente de Lula, a presidente Dilma Rousseff continua mantendo uma distância protocolar do vice Michel Temer. O colunista de VEJA.com Ricardo Setti fala sobre a sua saída do Grupo Abril. Geraldo Samor, em VEJA Mercados, explica como a alta do dólar despertou o interesse dos investidores internacionais. Será que Dilma Rousseff vai descer do salto alto e calçar as sandálias da humildade? A análise é de Marcelo Madureira.

Clique aqui para assistir.

18-03 giro

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE BROXA!

marcelo destaquie broxasa

Médicos sul-africanos realizaram, com sucesso e pela primeira vez, um transplante de pênis masculino. O paciente da dramática cirurgia foi um jovem que teve seu pênis amputado por acidente durante um ritual de circuncisão. Parece que o rabino mohel, religioso responsável por esse ritual na religião judaica, sofria do Mal de Parkinson. O doador foi um homossexual  afrodescendente que, assim que o paciente tiver alta, pretende doar para o mesmo outra parte de sua anatomia. Será o primeiro caso de autoenrabamento registrado na humanidade. A Ciência, o Saber e a Tecnologia não conhecem limites!
Aleluia! Aleluia! Baruch Hashem! Uma luz no fim do túnel, uma esperança para nós, broxas de pau pequeno!
A experiência pioneira dos médicos sul-africanos abre um novo horizonte, muito além do viagra, na luta contra a impotência e a microgenitalidade que aflige a humanidade desde priscas eras.
Empolgado com a façanha, o ator pornô Kid Bengala, num gesto de grande generosidade, ofereceu o seu avantajado membro para transplante em caso de coma irreversível.
Já posso ver machos orgulhosos trazerem na carteira de identidade a redentora  observação: “Em caso de morte sou doador de córnea e pau”. Morre o criador  mas permanece a criatura.
Desde já sou candidato voluntário a essa nova cirurgia. Imagino-me, eu, caucasiano, de olhos azuis, portando um proeminente, ajumentado, rútilo e ereto  pênis afrodescendente. Quero que o meu corpo seja o exemplo vivo e material do  cadinho de raças e etnias que forjaram a nação brasileira: Casa Grande & Senzala. Serei um macho branco de pau preto, amostra de nossa miscigenação  sem preconceitos.
Mas, como tudo na vida, nem tudo são flores. Provavelmente também vai se abrir um novo comércio no mercado de órgãos humanos. Pirocudos endividados e  travestis insatisfeitos poderão sair do miserê doando em todo, ou em parte, aquilo  em que a Natureza lhes foi dadivosa. No Brasil o governo vai querer, como sempre, se meter (com trocadilho, por favor) na transação cobrando impostos e  taxas pelo transplante do órgão. As alíquotas serão proporcionais ao cumprimento e ao calibre do mastruço.
O tráfico internacional de pênis para transplantes será mais uma preocupação para a polícia federal. Veados contratados tentarão cruzar as fronteiras com  vários pintos enfiados no rabo numa nova espécie de contrabando, a contrabunda.
Mas, enfim, Homens de pau pequeno! Uma nova aurora se descortina em nossas  vidas! Uma réstia de luz e esperança se abre, como uma enorme buceta, em  nossas vidas medíocres e apequenadas! O transplante de pênis traz a redenção, a  alforria, a liberdade para nós que tanto sofremos com a zombaria das mulheres na cama e dos amigos no vestiário!

E tenho dito!