Todo mundo enrolado do Petrolão

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Fernando “Baiano” Soares, Marcelo Odebrecht, Otavio Marquez de Azevedo… “Isso parece mais listão de vestibular, vestibular para a cadeia”, comenta o colunista de VEJA Marcelo Madureira. Além disso, o almirante Othon Luiz Pinheiro, da Eletronuclear, acabou preso no quartel. Assista ao bate-papo divertido no ‘O Belo e a Fera’, com Joice Hasselmann. Assista!

 

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Inflação recorde: nova obra do PAC de Dilma, Programa de Aceleração da Carestia

Em uma conversa bem-humorada, Joice Hasselmann e Marcelo Madureira falam sobre a inflação que supera a popularidade de Dilma, a “pedra da roseta” de Marcelo Odebrecht e outras pérolas da semana. Assista ao ‘O Belo e a Fera’ e vote no panaca da semana: Haddad, Marcelo Odebrecht ou Ricardo Lewandowski. Confira.

23-07 o belo

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É GRAVE A CRISE, MAS NÓS VAMOS SAIR DELA

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A situação do Brasil é grave. Muito mais grave do que se possa imaginar. Tenho como passatempo estudar a nossa história e não encontro nada parecido na narrativa republicana. O país, sem rumo, está à deriva. A presidente não governa, não tem planos. O Legislativo é uma imensa geleia geral e o Poder Judiciário não inspira confiança na população. Já basta, né?

Para o PT e para o Lula caírem fora do poder agora é bom negócio. Passam de vidraça a pedra, e o Lula, canalha que é, tem ainda três anos para limpar a sua barra. Quer dizer, se não for preso na operação Lava Jato.

O que vai ficar na memória dos brasileiros vai ser “os bons tempos da era Lula”, quando tínhamos crédito, emprego, bolsa-qualquer-coisa e tudo ia bem. Ninguém vai querer saber quanto custou esse maná. Ninguém vai entender que a situação em que nos encontramos é a consequência da demagogia, irresponsabilidade, incompetência e roubalheira dos lulistas e seus comparsas. Isso para não falar da falta de um plano para o país. O negócio é o poder, só o poder.

Saindo Dilma, impichada ou renunciada, o governo cai no colo do PMDB, que vai precisar do PSDB para tocar o barco. Com o lulopetismo fora do poder, finalmente poderemos fazer uma autópsia do Brasil. Autópsia, sim, pois o Brasil é um país morto.

Aí vamos ver o tamanho real do buraco da Petrobras, da Eletrobrás, dos Fundos de Pensão, dos Correios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de todo e qualquer lugar onde o PT e seus acólitos puderam exercitar a sua roubalheira e incompetência. Só assim nós, brasileiros, teremos conhecimento do profundo buraco em que estamos.

O Brasil vai precisar de muito tempo para se recuperar da hecatombe lulopetista. Não é só isso, para sair desse buraco, vai custar muito sacrifício e, como sempre, quem vai pagar mais caro são aqueles que menos têm para dar, vítimas da incompetência e desonestidade dos lulopetistas e seus sócios.

Será necessário um esforço hercúleo e um enorme entendimento da população. Para piorar a situação, o Brasil se encontra dividido. Dividido de uma forma jamais vista em nossa História. E essa divisão muito interessa a Lula e aos radicais petistas.

Por isso mesmo será necessário um imenso trabalho de esclarecimento à nossa população, principalmente às camadas menos favorecidas. Será fundamental explicar como e por que o país chegou ao estado em que está e, principalmente, quem são os responsáveis por este descalabro.

O Brasil vai precisar recuperar a credibilidade na comunidade internacional, pois, sem o seu apoio decisivo, não vai conseguir sair do atoleiro.

Agora vamos à parte boa. Estamos à beira de uma excelente oportunidade para desenhar um futuro de longo prazo para o nosso país. E, mais que isso, podemos construir um caminho consistente para realizá-lo.

Alguns pontos:
Antes de mais nada, reorganizar as contas públicas, reformar e adequar o aparelho de Estado para que seja funcional.
Realizar as reformas estruturais que tanto precisamos: política, tributária e o que mais for necessário.
Investimento pesado em Educação e programas de aumento da produtividade com participação efetiva de toda a sociedade.
Políticas de bem-estar e justiça social realistas, com porta de entrada e saída.
Estimular a população em todos os níveis de renda a participar da vida comunitária.
Estímulo decisivo em favor da poupança das famílias.
Estímulo a investimentos em infraestrutura.
Meritocracia como valor social.
Transparência total na gestão e aplicação dos impostos arrecadados.

Já tá bom, né?

E tenho dito.

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MAIORIDADE PENAL

Crédito: Nair Benedicto/N Imagens

Tem muitas coisas que eu não sei e não faço a menor ideia. Para falar a verdade, a maioria das coisas, mas opinião é igual bunda: cada um tem a sua e faz dela o que bem entender. De uns tempos para cá me perguntam sobre a maioridade penal. No Brasil é assim: tem que ser contra ou a favor, não existe o “eu não sei”. Mas o problema é que não consigo chegar a uma conclusão.

Penitenciárias não podem ser universidades do crime, mas então eu penso nos pais daquela menina assassinada pelo tal de Champinha. Eu me pergunto: por que as cadeias brasileiras são tão cheias? Por que se comete tanto crime no Brasil? E tanta gente que está na cadeia e não devia estar? Sem falar naqueles que já cumpriram as suas penas, mas a morosidade medieval do nosso judiciário não executa o alvará de soltura.

Para começo de conversa, no Brasil só vão para a cadeia os três “P”s – o Pobre, o Preto e a Puta, aqueles que não têm grana para contratar bons “adevogados”, juízes e desembargadores. É por isso que nossas cadeias são depósitos de gente, coisa de campo de concentração. No dia em que rico for para a cadeia de verdade vão melhorar a qualidade das instalações. Vejam só o caso da Papuda, é ver para crer.

Toda sociedade tem seus transgressores, o que muda é a proporção. Por que se delínque tanto no Brasil? Porque a Lei é frouxa. A cadeia é um lugar a que as pessoas fazem de tudo para não ir. Que história é essa de visita íntima? Comida especial de restaurante e outros privilégios? De uma feita, fui visitar a prisão de Alcatraz, em São Francisco da Califórnia. Vi a cela em que o célebre mafioso Al Capone ficou trancafiado. Tinha espaço para um catre e um vaso sanitário. Toalete e banho de sol uma vez por semana. Morreu em pouco mais de um ano. Para o pessoal dos Direitos Humanos, sugiro, antes de qualquer comentário, dar uma espiada no que o velho Al fez enquanto esteve solto.

As ciências sociais, a medicina, a psicologia e o bom senso já avançaram bastante para saber quem deve viver afastado do convívio em sociedade. A maioria dos crimes não são caso de cadeia, mas sim de políticas públicas. Além do mais, as tornozeleiras eletrônicas são mais eficazes e mais baratas que a manutenção de presos e a construção de penitenciárias. É óbvio que existem indivíduos que só mesmo presos e, pior, mesmo na cadeia continuam a cometer crimes, como Fernandinho Beira-Mar e Zé Dirceu, estes não têm conserto… são os chamados sociopatas.

Por outro lado, a maldade não tem idade. Crianças são perversas, o Segismundo Freud que o diga… e hoje em dia os jovens amadurecem mais cedo e têm plena consciência do que estão fazendo. Crimes hediondos como o de Champinha têm que ser objeto de punição exemplar. E não me venham com essa história de miséria porque a Suzane Richthofen prova o contrário.

Mas aí você me pergunta: e a maioridade penal? Como é que fica? Não sei. Não sou o Caetano Veloso nem o Chico Buarque, que sabem tudo sobre tudo. Só digo uma coisa: por falta de hospital não se pode proibir a pneumonia.

E tenho dito.

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Cunha e Dilma: abraço de afogados no mar de lama

Nessa semana, o Brasil descobriu que Collor também foi beneficiado pelos programas sociais do governo de Lula e Dilma com bolsa-Porsche, bolsa-Ferrari e bolsa-Lamborghini. Na conversa bem-humorada entre Marcelo Madureira e o editor de VEJA Carlos Graieb, Madureira afirma: “Só quando o PT deixar o poder, o Brasil poderá fazer uma autópsia dos danos”. Assista.FireShot Screen Capture #399 - 'Cunha e Dilma_ abraço de afogados no mar de lama I Vídeos I VEJA_com' - veja_abril_com_br_multimidia_video_cunha-e-dilma-abraco-de-afogados-no-mar-de-lama

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AGAMENON FAZ 90 ANOS

Agamenon

O jornal O Globo completa 90 anos de existência. Parabéns!

Durante 25 anos, ininterruptamente, Hubert e eu publicamos a coluna humorística do Agamenon Mendes Pedreira. Portanto, participamos de 28% da vida do jornal. Sem nenhuma modéstia, a coluna do Agamenon era leitura obrigatória aos domingos, sem contar as coberturas especiais nas Copas do Mundo, Olimpíadas etc, quando eram diárias.

A coluna do Agamenon foi criada em resposta a um convite dos queridos e saudosos Sonia Biondo e Evandro Carlos de Andrade.

Um belo dia, em maio de 2013, fomos convocados à redação e sumariamente demitidos por um bedel da direção. O diretor do jornal (cujo nome não merece ser mencionado) sequer teve a hombridade de nos demitir pessoalmente. Só depois, e por “sugestão” de nosso amigo, o jornalista Merval Pereira, nos recebeu para confirmar a decisão. Acolitando, uma dessas “executivas-modernas-competentes” tão em voga em tempos de Dilma, que também não teve a dignidade de ficar cinco minutos na sala. A desculpa, esfarraparada, para a interrupção da coluna era que eles iriam “modernizar” o jornal. É o que estamos vendo.

Como indenização para tão súbita e violenta decisão, nada além do contrato. Nem um relógio fuleiro para celebrar a efeméride. Vale lembrar que durante mais de 15 anos não tínhamos com O Globo nem uma folha de papel assinado. Era tudo no fio do bigode. Outros tempos, outros homens.

A ideia inicial do “genial homem de imprensa” era interromper a publicação imediatamente. Fizemos ver aos “sábios da redação” que tal medida não levava os leitores em consideração. Sugerimos inventar uma história para o afastamento do Agamenon.

Vida que segue, fomos carinhosamente acolhidos pela Veja para cobrir a Copa do Mundo de 2014 e hoje, em respeito aos nossos “17 leitores e meio, não esqueçam do anão”, continuamos publicando o Agamenon religiosamente todas as quintas-feiras no site da Casseta e no site O Antagonista, do Diogo Mainardi. Para isso não recebemos nada, rigorosamente nada. Isso se chama compromisso com o leitor e dignidade. Muito me orgulho.

O Globo faz 90 anos e não faz nenhuma menção à coluna do Agamenon. Uma espécie de Pravda tupiniquim deslocado no tempo e no espaço.

É claro que o meu coração ”é um pote até aqui de mágoa”, mas eu entendo. Se o Evandro e o Dr. Roberto Marinho estivessem vivos, isso não teria acontecido. São outros tempos, outros homens…

Este artigo é de minha total responsabilidade. Meu amigo, sócio e parceiro Hubert não tem nada a ver com isso. Peço que as Luparas da vendeta sejam apontadas diretamente para minha pessoa.

E tenho dito.

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