AMOR SÓ DE MÃE

destaque marcelo

É muito amor. É impressionante como o PT ama a Petrobras. O petróleo é nosso, dizem eles. E têm toda a razão. É tanto amor que conseguiram quebrar a Petrobras.  Aí, vem a presidente Dilma, dizendo que a oposição e a imprensa querem acabar com a Petrobras. Nem que quisessem. Os governos do Sr. Lula e da Sra. Dilma já se encarregaram da tarefa. E com muita competência, diga-se de passagem. Aliás, vindo deste governo, o que não é feito de má-fé, é resultado de má gestão. Isso quando não temos os dois juntos, que é o que normalmente acontece. A presidente da Petrobras reconhece que a compra da refinaria de Pasadena não foi um bom negócio. Não foi para quem, cara-pálida? Alguém ganhou com isso. Alguém também ganhou quando levou um doleiro, esse mesmo, Alberto  Youssef, que está preso,  numa comitiva oficial em viagem à Cuba. Por quê, para quê e para quem?

Por enquanto estão aparecendo as roubalheiras na Petrobras, espere só para ver quando chegar a conta da Eletrobrás, das obras da Copa, quando os enormes esqueletos começarem a sair do armário, maquiados que estão pela Contabilidade Mandrake do governo. Este mesmo governo que quebrou o país e pretende continuar quebrando, pois vai fazer de tudo e mais um pouco para não perder as eleições. Coisa de deixar o próprio Diabo rubro de vergonha. E inveja.

Mas o Brasil já foi maior que isso. O Brasil soube derrotar uma ditadura militar, protestando nas ruas de forma organizada e pacífica. Da mesma forma, o Brasil também  mandou embora um presidente da República corrupto e arrogante. Não foi à toa que o PT, assim que se viu no poder, tratou de cooptar e calar o maior número possível de órgãos de representação da sociedade civil.

Hoje as pessoas  perguntam na rua: cadê a Oposição? Ora, nós somos a Oposição.

Não importa se estamos (ou não) organizados em partidos, sindicatos ou clubes de futebol. Se estamos contra é porque somos a Oposição. E ser de Oposição é um trabalho de formiguinha: reclamando, denunciando, cobrando, explicando e convencendo o vizinho, a empregada, o colega de trabalho, o filho, a irmã e a mãe e quem mais participar de nosso cotidiano. Só assim nós, a Oposição, poderemos vencer as eleições. E vamos vencer.

E tenho dito.

HÁ ALGO NO AR…

aviao

Como dizia o Barão de Itararé, meu avô no humorismo: “Há algo no ar, além dos aviões de carreira”. Não sei explicar, não consigo definir, mas, andando pelas ruas, sinto um certo “mal estar” na população. Talvez pelo desconforto e estresse cotidiano em nossas cidades, as pessoas parecem muito explosivas. Qualquer transtorno é motivo de bate-boca, pequenas manifestações de violência  explodem aqui e ali, qualquer meia dúzia de revoltados fecha uma rodovia ou ateia fogo em prédio público. Percebo que existe uma relação de estranheza entre a sociedade civil e as suas instituições.

Existe algo no ar além dos aviões de carreira e do Fokker da Avianca pousando “de barriga” em Brasília. Aliás, muito emblemático por sinal.

Estamos às vésperas da Copa do Mundo, o evento máximo do futebol mundial, esporte que sempre mobilizou as paixões nacionais. Mais do que isso, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo neste 2014. Fato raro. E caro (nos dois sentidos do termo). Mas a sensação que tenho é que o cidadão não está nem aí. Ou será que muito me engano?

Em outras Copas, mesmo acontecendo do outro lado do mundo, nesta época já se viam as ruas decoradas, a garotada completando álbuns de figurinhas, “vaquinhas” no escritório para comprar um aparelho de TV. Não estou vendo nada disso. Só vejo campanhas publicitárias, recheadas de nacionalismo babaca exaltando a seleção brasileira, num completo descompasso com o que vai pelas cidades. Será que estou cego e surdo?

Mais do que o fundamentalismo burro do “não vai ter Copa”, o que percebo é uma profunda indiferença.

Onde foi parar aquele pessoal que foi às ruas em junho do ano passado? O recado da moçada foi muito claro: “Nada disso que está aí nos representa”.

Uma das maiores “contribuições” dos governos petistas à História foi cooptar e aparelhar a Academia e as principais formas de representação associativa, sem falar em boa parte da intelectualidade estatal dependente.

Para colocar a cereja no topo do sundae, a prática cotidiana dos petistas no poder só serviu para desacreditar a atividade política como uma forma civilizada e justa de interpretar nossos desejos e conduzir o nosso destino, como uma Nação.

Dito isso, e acrescentando-se os últimos escândalos, incompetências e rebaixamentos, será que a presidente Dilma será recebida com uma estrondosa vaia na cerimônia de abertura do Mundial? E justo na antevéspera das eleições? Será que os “marqueteiros geniais” vão fazer a esdrúxula sugestão de que Dilma se abstenha de comparecer ao evento? Acredito que seria um fato inédito na história dos mundiais.

Gostaria de saber se você, caro leitor(a), também tem a mesma percepção, ou se tudo isso é apenas mais uma maluquice da minha “mente” imbecil.

E tenho dito.