PLANTÃO DO MADUREIRA #16 | O Sabão que virou Crack, Vibrador Explosivo e Crise no Mundo do Crime

Este é o Plantão do Madureira em edição extraordinária. E hoje as notícias estão sensacionais.

Olha só, ladrões renderam um motoboy e sabe o que eles levaram? As pizzas. Depois dessa você nunca mais vai se sentir culpado por assaltar a geladeira.

Teve um adolescente que vendeu sabão para os usuários de crack, fingindo que era a droga. Nunca se viu tantos cracudos limpos.

E teve um caso também de um homem que foi preso acusado de guardar um explosivo, mas eu nem vou falar o que era.

Links das notícias originais:
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http://glo.bo/298tOZE
http://glo.bo/293qE85

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PLANTÃO DO MADUREIRA #15 | Transplante de Pênis, Maconha Retofuricular e Amor em Condicional

Médicos realizam com sucesso um transplante de pênis nos Estados Unidos; mulher é presa com 24g de maconha no ânus e irmãos se encontram na cadeia após 14 anos separados.

Este é o Plantão do Madureira, onde eu trago as notícias mais malucas em sem sentido para comentar com vocês.

Links das notícias originais:
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http://casseta.me/28KDlRs
http://casseta.me/28MrZjD

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Prato Feito | Piloto

A partir desta semana, você e os meus antigos espectadores da TVeja, poderão conferir o Prato Feito aqui no meu canal.
Toda semana eu vou comentar as três notícias mais importantes do país e do mundo, em um formato simples: entrada, prato principal e sobremesa.
Você é o meu convidado para este almoço.
Marque na sua agenda, toda quinta às 11h.

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POLÍTICA E PODER

marcelo

Eis que a Operação Lava Jato se aproxima do seu clímax. A novela interminável, que começou no mensalão, vem se arrastando, junto com o Brasil, numa direção até agora desconhecida. Como tudo isso vai acabar? Essa é a pergunta a que ninguém consegue responder.

Depois dos empresários, altos executivos, lobistas, doleiros e funcionários de carreira, vai chegando a hora dos políticos. Hora esta que, misteriosamente, é o mais possível retardada.

E lá vêm eles em procissão, contritos, rabo entre as pernas, com cara de cachorrinho que quebrou a louça: Lobão, Sarney, Collor, Cunha, Dilma, Lula, Renan e tantos outros. Junto com eles, nesse arrastão da bandalheira, um monte de peixes menores.

Manobras são feitas na cara-dura. No instante em que escrevo este post, comenta-se o final da obrigatoriedade do cumprimento de prisão por réus condenados em segunda instância. A gravação do telefonema entre Lula e Dilma, comprovando o intuito dos dois de obstruir os trabalhos da Justiça, é cancelada como prova. Motivo: foi feita depois da hora estipulada para a escuta telefônica. Aconteceu, todos ouviram, ninguém negou, mas não vale como prova por uma questão de ponteiros do relógio. Seria cômico se não fosse trágico.

Mas vamos supor, imaginar, sonhar, devanear… que o trabalho do Juiz Sérgio Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal seja levado às últimas consequências. Debalde foram as tentativas de “melar” tudo, prática comum deste Brasil velho e encarquilhado, que cisma de não querer sair da Idade Média e da Ilha de Curupu.

Supunhetemos então, pois, afinal, sonhar não custa nada. Haverá no país uma mudança radical na prática política? Quem sabe? Não deixaria de ser uma bela oportunidade…

Se a cambada acima listada finalmente sair da História pela porta dos fundos para entrar na cadeia, o Brasil poderá assistir a um fenômeno inédito. Um verdadeiro milagre da Providência Divina. E mais: em meio a tanto desemprego, um enorme vazio vai se abrir no vasto campo da política. Haverá vagas para novos protagonistas na política brasileira.

Àqueles que pensam em se candidatar ao exercício dessa tarefa tão importante, coloco aqui algumas divagações sobre este que talvez seja o mais sofisticado e importante meio de convívio social, uma das maiores conquistas da Civilização: a Política e o exercício do Poder. A nobre arte da Política que, curiosamente, tem a capacidade de atrair toda sorte de aventureiros, demagogos, desonestos e picaretas.

O exercício da Política como deve ser, reta e transparente, exige dedicação integral e exclusiva.

A política é uma profissão e o profissional desse ofício tem que saber viver de seus proventos de político ou de economias de trabalhos anteriores. A vida pública requer, como tudo nesta vida, vocação.

Se alguém se dispuser a entrar para a política – refiro-me a um novo ambiente político, não este em que vivemos até então –, desde logo já vou avisando: para entrar para a política institucional, tem que ter uma reserva financeira e/ou não ter ninguém que dependa financeiramente de você. Digo isso por experiência própria.

A ideia contida no exercício do poder é transformar a sociedade para melhor. Para tanto, exige preparo, equilíbrio, experiência, sensibilidade e capacidade de entender o todo. No curto e no longo prazo. Não é por acaso que em sociedades primitivas o poder, ou pelo menos uma parte significativa dele, é exercido pelo “conselho dos anciãos”. É a sabedoria e o equilíbrio dos antigos a serviço da coletividade.

E, por fim, o mais importante: o bom político tem que saber formular hipóteses, propor novos caminhos e ser capaz de seduzir e conduzir a sociedade pelas veredas desconhecidas do futuro. O bom político é criativo e ousado.

Transformar a sociedade e o mundo que nos cerca em algo melhor do que havíamos encontrado é um baita de um desafio.

O bom político é como um bom ator: tem que saber seduzir a plateia para a sua narrativa. Saber emocionar, como Winston Churchill, que conseguiu convencer o povo inglês a entrar na guerra quando a maioria era contra. Não é à toa que Bill Clinton afirma que “a política é o show business dos feios”. É por isso que tanto a política como o teatro atraem pessoas narcisistas, egocêntricas e, muitas vezes, carentes e inseguras.

O poder traz consigo o que chamamos de “mais-valia erótica”. O exercício do poder tem uma enorme carga de erotismo e perversão. O poder é um Viagra natural. Não é à toa que a bela esposa do presidente Temer é muito mais jovem do que ele.

Fico comovido com o romance suburbano e cafona entre o Lula e Rosemary Noronha, corneando a Dona Marisa no Aerolula. D. Marisa, aquela que tem uma estranha obsessão por mandar os outros enfiar objetos estranhos em locais singulares da anatomia humana… Nem o Nelson Rodrigues seria capaz de imaginar uma coisa dessas. Junta-se a isso a cobertura brega no Guarujá e o sítio em Atibaia e temos um ótimo enredo e cenário para um conto.

O poder anda de mãos dadas com a tirania. Mas sobre isso já escrevi e estou sem paciência de repetir tudo aqui. Se estiver interessado, veja aqui.

E tenho dito.

 

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