PESADELO NO MARACANÃ

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Domingo fui assistir ao Flamengo e Criciúma. Havia nove anos que não punha os pés no Maracanã. A última vez foi no malfadado Flamengo x Santo André, final da Copa do Brasil. Para o Mengão bastava empatar o jogo para levar a taça. Mal qual! O Flamengo perdeu de 2 a zero. Era o dia 30 de junho de 2004. Não pretendia ir ao estádio, tinha tido um dia estafante no escritório e, no dia seguinte, teria que acordar às cinco da matina para gravar o Casseta & Planeta. Mas um amigo me convenceu a ir até o Maraca, arrumando uma autorização para estacionar dentro do estádio. Saí direto do escritório da Casseta, morrendo de fome, mas na certeza de que poderia comer um cachorro-quente no estádio.

Cheguei  em cima da hora. O outrora Maior Estádio do Mundo estava lotado até a tampa com a maior torcida do Brasil, o jogo era “mamão com açúcar”, afinal Santo André, time pequeno, Mengão jogando em casa, com a força da torcida, era a certeza de mais um título na Gávea. O Maracanã, todinho vermelho e preto, era pura vibração. Assim que encontrei o meu lugar nas cadeiras, tratei de arranjar algo para matar a sede e enganar a fome. Debalde, a massa rubro negra, faminta, já havia devorado e bebido tudo que havia à venda no estádio. Para beber, só  água da bica. Mas tudo bem, qualquer sacrifício vale a pena para testemunhar mais uma glória do seu time do coração.

Eis que começa o jogo e, logo nos primeiros minutos, percebi que o time do Flamengo era um bando correndo dentro de campo. Não deu outra, o Santo André meteu dois ainda no primeiro tempo. Aquela batalha estava mais do que perdida. Na esperança de ter pelo menos uma noite de sono tranquila, decidi me mandar ainda no intervalo. O problema é que eu e a torcida do Flamengo (literalmente) tivemos a mesma ideia. Resultado: fiquei preso num monumental engarrafamento, e só fui chegar em casa lá pelas duas da manhã. Cansado, faminto e derrotado. Se soubesse que seria essa roubada teria ficado em casa, assistindo o jogo pela TV. Na hora que o Santo André fizesse o segundo gol era só apertar o controle remoto, virar para o lado e dormir. Injuriado sim, mas dormiria o sono dos justos.

Foi então que jurei que jamais voltaria a pisar no Maraca. Mas promessas são feitas para não serem cumpridas.

Tenho dito.

12
ao todo.

1 Comentário

  1. Victor   •  

    Caramba, velho, vocês gravavam o Casseta às 5h da “madruga”??!! Que loucura isso… por isso que às vezes eu achava que vocês tavam com a cara meio “amassada”… kkk.

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