O TAMANHO DO DOCUMENTO

Acaba de sair mais uma pesquisa científica sobre as reais dimensões do pênis masculino. Me refiro apenas ao tamanho dos “penises” masculinos. Quero deixar bem claro que não estou sendo sexista ao ignorar os “penises” femininos, sobretudo às vésperas do Dia Internacional da Mulher. O problema é que a tal pesquisa teve como objeto de estudo única e exclusivamente a genitália masculina, que, por acaso, trata-se de um substantivo feminino.

Isto posto (com trocadilho, por favor), vamos aos falos, quer dizer, aos fatos: pesquisadores britânicos reuniram 17 estudos em que mediram 15.521 homens – espero que tenham lavado as mãos no fina. A conclusão é que, no estado dito “flácido”, o órgão com 9,16cm pode ser considerado “normal”. No estado “ereto” a média é de 13,12cm, alcançando 13,24cm quando esticado. Não me perguntem por que resolveram medir os membros esticados. Uma tara, talvez.

O objetivo dessa pesquisa seria lidar com uma nova moléstia que atormenta a humanidade, o TDC – Transtorno Dismórfico Corporal, distúrbio de ansiedade relativa à própria anatomia. Isso só pode ser coisa de veado… Ou então coisa de laboratório querendo vender um novo tipo de medicamento. Só pode.

A questão é que, a partir de agora, o sujeito que tiver pau pequeno e for motivo de chacota no vestiário da academia poderá não só processar os coleguinhas por assédio moral como até se aposentar pelo INSS por insuficiência peniana.

Na minha opinião, o homem não deve se preocupar com o tamanho do seu próprio bilau. Quem tem que se preocupar com isso é a mulher. No caso, a sua, querido leitor.

De todo modo, gostaria de analisar a pesquisa com um pouco mais de profundidade. Para começar, que interessa ter um peru de tamanho “normal” em estado “mole”? Qual é a serventia de um pau mole? Eu tenho um grande amigo que se orgulha de sempre acordar com o pau duro. Só que nunca é o dele. Outra coisa, de que adianta se ter um pênis ereto “normal” de 13,12cm ou, até mesmo, de 15 ou 20cm se não se tem uma informação sobre o diâmetro da ferramenta? Por esse raciocínio um indivíduo poderia ter uma geba de mais de três metros de comprimento, com apenas uma polegada de diâmetro. Qual a vantagem? No máximo seria útil para regar as plantas do jardim.

Tudo é uma questão de perspectiva, ponto de vista. Antigamente alguém que fosse possuidor de um pau grande ganhava apelidos como “tripé”, “pé de mesa”, “jumento” ou, pior de tudo, “aleijado”. Será que um sujeito “aleijado” poderia estacionar nas vagas para deficientes nos shoppings? Embarcaria primeiro nos aviões? Disputaria as paraolimpíadas?

Procurem ver a questão de um outro ângulo: vamos supor que os paus, sobretudo o seu, não é pequeno nem normal. Vamos hipotisar que até poderia ser considerado bem grande. Uma coisa avantajada. Trata-se só de uma hipótese, veja bem. Então se o seu membro viril é normal ou mesmo grande, o problema só pode estar nas bucetas. Esta é que a verdade! As bucetas de hoje em dia é que são muito grandes e as mulheres, como sempre (como sempre mesmo!), querem botar a culpa em nós, os homens. E o que fazer com estes bucetões de hoje em dia? Em vez de ficar toda hora mandando spams de métodos milagrosos de aumentar o pênis, por que não inventam métodos eficazes para encolher as bucetas?

É como se diz na minha terra, peço perdão, serei chulo. Na verdade, tenho sido ao longo de todo este artigo… fazer o quê?

Mas, enfim, sejamos chulos, como se diz no Paraná: “A fundura do cu é o tamanho do pau…”

E tenho dito.

Para orientação da população, acrescento ao final deste artigo uma régua-gabarito de precisão, aferida pelo INMETRO. Nessa régua, o(a) leitor(a) preocupado(a) poderá fazer a medição exata de qualquer pênis que esteja a mão. É só encostar o pênis a ser medido na tela do seu computador e conferir as medidas em tempo real. Flácido, ereto e esticado. Recomendo, após a medição, passar um pano úmido na tela do aparelho.

Clique na imagem para aumentar. A régua e não o seu bilau.

regua

8 Comentários

  1. ceceu65   •  

    Concordo: o problema tá na elasticidade excessiva das bucetas modernas: Excesso de exercício, acho. Antigamente não tinha esse negócio de academia, agora virou fashion e com isso as bucetas marombaram. São, como direi, bucetas gulosas, bocões.

  2. sandro   •  

    também acredito que as bucetas atuais são mais elasticas e, talvez, mais profundas que as de antigamente. hoje a mulherada leva uma jeba de burrico na moral, sem sentir dor – ou com dor – depois, e reclama justamente quando o cara tem um pau “pequeno” (sei lá o que é pequeno para elas). Comigo só reclamaram quando não fica duro, aí falam “essa bananinha”, mas na hora “do trabalho”, não me lembro de reclamação. A verdade é que a mulherada anda dando a torto e a direito mesmo, ficando LARGA, aí depois joga em nós a culpa por não sentir o nosso pau.

  3. telmopadilha   •  

    Palhaçada! Enquanto não for realizada uma pesquisa ampla, profunda, quantitativa e qualitativa sobre o tamanho e formato das vaginas com hímen, sem hímen, pré parto, pós parto e outras modalidades, inclusive de raça, nada, absolutamente nada pode ser dito e avalizado com relação aos pintos dos machos. Tenho dito!

  4. Márcia   •  

    Nossa, MarceloMadu! Desta vez, vc ,(quase que) literalmente, “tacou-le o pau”! ! Mas, tratando do que se trata, devo argumentar que generalizações já pecam na origem. Além disso, já ouvi de mais de um(a) especialista na área que a vagina (ou buceta, no seu ‘chulo’ dizer!) É ELÁSTICA, tanto se alarga para recepcionar um pênis avantajado, quanto se retrai, após o coito, ou para ‘agasalhar’ um parceiro nem tão ‘dotado’! Ademais, o que IMPORTA, MESMO, na hora do ‘pega pra capar’, é o “ENCAIXE”, meu camaradinha – e, esse, muito POUCO ou NADA tem A VER com os respectivos ‘TAMANHOS’! Falei. Super beijão!

  5. Aaron Spelzer   •  

    Quando se é jovem a preocupação é com o tamanho; quando se é velho a preocupação é se ele vai funcionar.

  6. Rubão Matos   •  

    Não sou machista, de jeito nenhum! A mulherada anda dando muito, fica fazendo anotações, vê na internet aqueles negões… aí quando voltam à realidade (nós homens tbm voltamos) vem o chororô! Mulher querendo ser arrombada e marmanjo procurando um enxame de abelhas pra ver se aumenta a pica na picada (aí Caceta, podemos voltar; tô em forma). Assim não pode, assim não dá! Será que mulheres e homens de algumas décadas atrás tinham essas angústias? No final, estamos todos descontentes. Ah! Márcia, brigadim pela força, mas na rua a mulherada tá mesmo é esculachando: 16 cm? até que tá bom! Imagine isto sendo dito assim, como com um certo desânimo? A gente se vinga então imaginando a dondoca chegando em casa e se sentindo tão só! Que peninha! Não sou machista, ainda. É preciso acabar com essa boiolice. Homem tem que ser macho e mulher tem que ser fêmea! Valeu tentar, mas meus 60 anos dizem que entramos todos pelo cano. O sonho acabou; faz tempo!

  7. Anselmo La Rocque Santana   •  

    O importante não é o tamanho da varinha e sim a mágica que ela faz. De nada adianta o sujeito ter uma ferramenta enorme se ele não sabe tocar uma mulher. Uma mussuba muito avantajada e grossa pode machucar, e mulher não quer sentir dor durante o sexo, quer sentir prazer. E a maioria desses jumentos acha que ter o pau grande é suficiente e tá se lixando pra fêmea, não fazem carinho, querem gozar e pronto. A maioria das mulheres com que me relaciono se queixa disso, acho que a maioria dos homens está deixando muito a desejar…

  8. Moema Carneiro   •  

    Marcelo Madureira, aqui em Brasília tem um arquiteto e professor da UNB que é a tua cara, até os olhos. Semelhança impressionante! O nome dele é Eliel Américo Santana.

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