PRIMEIRO DE ABRIL! DILMA, A MENTIRA COM A PERNA CURTA.

resteloDILMA: A MENTIRA COM A PERNA CURTA

Hoje é primeiro de abril. Fazendo as contas, faltam ainda três anos e nove meses para a presidente Dilma concluir o seu segundo mandato. Dilma Rousseff elegeu-se à custa de mentiras. A primeira grande potoca veio do cafajeste, seu antecessor, que ungiu a candidata, apodando-a de “a mãe do PAC”, de “gestora”, “competente” e outras baboseiras. Um típico caso de PROCON. Na reeleição a Sra. Rousseff arrumou mais um comparsa, “o genial” marqueteiro João Santana, um sujeito sem escrúpulos, que promoveu uma campanha terrorista em que valia tudo e mais um pouco para reeleger a “presidenta”. Dado a laivos intelectuais, Santana acusou os opositores do lulopetismo de pessimistas amargos e ressentidos com as “conquistas” dos governos do PT. Para tanto, o pernóstico baiano foi procurar na obra de Camões uma figura que simbolizasse a oposição. Encontrou o Velho de Restelo, personagem criado por Luís de Camões no canto IV da sua obra Os Lusíadas. O Velho do Restelo simboliza os pessimistas, os conservadores e os reacionários que não acreditavam no sucesso da epopeia dos Descobrimentos Portugueses, e surge na largada da primeira expedição com avisos sobre a odisseia que estaria prestes a acontecer. Orientada pelo seu sagaz marqueteiro, a candidata Dilma passou a chamar aqueles que não acreditavam nas suas petas mal-ajambradas de “Velhos de Restelo”.
Mas não é que, pela primeira e única vez na vida, concordarei com a D. Dilma Rousseff? Basta ler, na íntegra, os versos do sábio idoso de Restelo para verificar que, na infeliz comparação, a presidenta tinha toda razão. Nós somos os Velhos do Restelo. É só ler:

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(O Velho do Restelo)
“Mas um velho d’aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

95

—”Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

96

— “Dura inquietação d’alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!

97

—”A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D’ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

Os Lusíadas, Canto IV, 94-97

E, como um audaz navegador lusitano, vou mais longe: para concluir e esnobar um pouco da minha vastíssima cultura, posso vaticinar que, pelo andar da caravela, o governo da D. Dilma não vai ultrapassar o Bojador.

E tenho dito.

87
ao todo.

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