EDUARDO CUNHA, AMARGA ILUSÃO

Andando pelas ruas das cidades, viajando pelos estados do Brasil, por Seca e Meca, de déu em déu e só me fazem uma única indagação: o que você acha do deputado Eduardo Cunha?

Eu não acho nada. Não acho nada nem vou procurar. Eduardo Cunha não tem currículo, tem um prontuário. Mas, se não tem currículo, Eduardo Cunha tem contas na Suíça, as quais nega e renega tal e qual um Maluf com sotaque carioca. Acusado de receber propinas milionárias, faz cara de paisagem e continua na presidência da Câmara dos Deputados. Mentir no Brasil virou prática política. Por muito menos o rústico parlamentar pernambucano Severino Cavalcanti renunciou. Ou foi “renunciado”. Eduardo Cunha presidindo a Câmara dos Deputados em Brasília… nada mais coerente com a realidade que vivemos.

Ilusão achar que Eduardo Cunha, nessa altura do campeonato, tenha uma milimétrica nesga de interesse nos destinos da Nação e dê início a um processo de impeachment. Ele só quer salvar o seu mandato, que, se existir ainda um pingo de bom senso no país, não vale dez tostões de mel coado.

 Vivemos num país de desenganados, querendo acreditar em qualquer coisa: milagre, garrafada, mezinha ou tisana que nos liberte deste pesadelo cotidiano. Lentamente afundamos em nossa própria lama.

 Se a nossa última esperança for o Eduardo Cunha, é porque estamos definitivamente fo…, quer dizer, ferrados.

 E tenho dito.

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