COPA, COZINHA E DEPENDÊNCIAS DE EMPREGADA !

destaque marcelo

E a Copa começou. Primeiro um pai zeloso chamando a  atenção do filho, menor de idade, que tirava onda de black bloc pelas ruas da zona leste de São Paulo. Depois foi a vez da torcida brasileira sugerir que a presidente Dilma Roskoff deveria introduzir objetos rombudos em recantos remotos de sua (dela) anatomia. Em defesa de sua criatura, o ex-presidente em exercício, Lula da Silva, sugeriu que quando as pessoas têm acesso ao conhecimento e às proteínas, elas perdem a educação. Não poderia ter sido mais infeliz na sua declaração.

É certo que se tinha algum pobre nas arquibancadas do Itaquerão, era um ponto fora da curva. Portanto, os insultos lançados na direção da presidente tinham como remetentes a nata da sociedade brasileira. Mandar jogador de futebol, técnico, juiz, bandeirinha  ou qualquer outra personalidade presente tomar-não-sei-o-quê-não-sei-aonde é prática comum nos estádios. Portanto, a aristocracia nada mais fez do que seguir um padrão de comportamento habitual em grandes eventos. Cabe aí uma reflexão. Pense no assunto, querido(a) leitor(a), e me escreva.

Como era de se esperar, as manifestações vão se diluindo e um clima alegre de Copa vai tomando conta do país. Andar pelas ruas de Copacabana, transformada em Babel tropicalista, é uma aventura inesquecível e divertida. Mas atenção: deixe a carteira em casa.

Xingamentos fora, tivemos uma seleção ainda irregular, mas Oscar deu um exemplo magnífico de que treino é treino e jogo é jogo. Neymarketing, por sua vez, chamou para si a responsabilidade de todo líder. Cabe ao resto do time seguir o exemplo destas duas lideranças. O Brasil que queremos não repudia qualquer “ajuda” do juiz, leia-se FIFA, para conquistar o título.

Não assisti ao naufrágio da Espanha, o que vi foi uma vitória magistral da Holanda em partida singular e que vai entrar para os anais das Copas do Mundo. Também vi a Costa Rica David derrotar o Golias uruguaio, que entrou em campo arrogante, tropeçando no salto alto. Colômbia e Chile não são essa bola toda. A Grécia nos deu a democracia, o churrasco grego, o beijo grego, o amor grego, mas ficou devendo o futebol. Inglaterra e Itália não poderiam ter jogado na escaldante Manaus. O clima da Amazônia não é propício à prática do balípodo. Mesmo assim, Pirlo provou que é daqueles que vai entrar para o panteão dos craques, e Balotelli esculpiu com o cinzel de Michelangelo um lance incrível: encobriu com displicência o goleiro Hart, mas o zagueiro Jagielka salvou, de cabeça, em cima da linha. Isto é futebol. Arte, drama, coragem, tudo junto ao mesmo tempo.

Minha grande alegria: Agamenon Mendes Pedreira publicado nas páginas da Veja!!!! Vitorioso e altaneiro, como sempre. Não deixem de ler o velho Agamenon também nas edições da Veja On Line em artigos inéditos, em cima da hora!!!!

E tenho dito.

210
ao todo.