LULA VAI CONTINUAR NA CAVERNA

Se aqueles meninos da Tailândia vivessem no Brasil iriam pedir para continuar  trancados na caverna. O Brasil não existe. O Brasil  é um delírio de nossa imaginação. Não é sequer um sonho. Talvez seja um pesadelo, daqueles que nunca acaba.

O brasileiro não tem direito nem ao descanso dominical. Depois de trabalhar a semana inteira só para pagar imposto  ( isso se tiver a felicidade de ter  trabalho)  ainda vive em sobressalto. Se não tiver nenhum tiroteio ou baile funk  na “comunidade” mais próxima vai tomar um susto quando verificar que um desembargador de plantão resolveu soltar o Lula.

Senão vejamos: o tal desembargador , ex-filiado do PT , cumprindo plantão do recesso do Judiciário , com meia hora de expediente cumprido ( no domingo!!!) ,  assinou um habeas corpus para colocar o ex- presidente.

No Brasil é assim: não se pode distrair um segundo que vem alguém é bate a sua carteira.

Ora pinóia! O Lula já foi julgado e tresjulgado, condenado e recondenado (inclusive com a pena aumentada) e, mesmo assim,  recorreu a tudo que foi expediente a que tinha direito  mas não teve jeito: acabou na “tranca”.

O país vive uma luta insana contra a corrupção e manter o chefe da facção na cadeia é ponto de honra , uma  questão de cumprir a Lei. Mas não , o “elemento” insiste numa inocência que não existe e mais , ainda quer sair candidato a presidente atropelando a Lei da Ficha Limpa. Um presidiário candidato a presidente. Só no Brasil.

Felizmente o juiz Sérgio Moro e o presidente do TRF 4 interromperam as suas férias para abortar este sim , verdadeiro golpe contra  a Justiça e a Democracia. Mesmo assim o país fica desmoralizado perante o mundo , como se fosse uma republiqueta sem lei nem grei, só por causa de um desembargadorzinho copro petista.

Pesando bem, eu preferia continuar na caverna.

E tenho dito.

 

TERRORISMO, ATENTADO E HISTERIA

Uma das piores sequelas provocada por um atentado terrorista é a histeria. A histeria só leva ao pânico e o pânico leva a decisões e conclusões quase sempre equivocadas. Na verdade, disseminar a histeria e o pânico é o principal objetivo de qualquer atentado terrorista que se preza.

Vamos examinar rapidamente a tragédia de Nice no último 14 de julho.

Três possibilidades se apresentam e todas são, até agora, igualmente prováveis. A primeira é a de ter sido mesmo um ataque terrorista. A segunda é de ter sido um ato isolado provocado por um psicopata em crise e que, portanto, não pode ser responsabilizado por seus atos. Uma terceira hipótese seria um pacato cidadão, recém-abandonado pela mulher, suspenso no emprego por dormir ao volante e, portanto, deprimido. Em surto, o sujeito resolve promover uma tragédia talvez para diminuir a imensidão de sua tragédia pessoal e chamar a atenção para a sua pessoa. Ou seja, caímos no Buraco Negro dos mistérios incontroláveis, insondáveis e incompreensíveis da alma humana. Essa terceira possibilidade é justamente aquela que menos desejamos por ser justamente a mais aterradora.

Acontece que o indivíduo tem nome muçulmano e é franco-argelino. Pronto, a imprensa toda se encarrega de espalhar a histeria. Chega a ser patético os canais de notícias, em busca de audiência, ficarem horas e horas noticiando a mesma coisa ao mesmo tempo que especulam sobre o fato sem nenhuma evidência concreta.

Na verdade existe um desejo subjacente de que seja realmente um atentado terrorista uma vez que assim, voilá!,  fica tudo esclarecido e justificado. Mas não é, as armas no caminhão eram de plástico e o prototerrorista, pelo menos até agora, não tem nenhuma ligação com grupos radicais ou similares.

Quem ganha com isso? Os grupos terroristas, que no mínimo creditaram na sua conta mais um atentado e, melhor de tudo, grátis.

Vamos parar com esta histeria?

E tenho dito.

 

BABÁS, MUCAMAS E MANIFESTAÇÕES

Eu acho ridículo essas pessoas que vestem com uniformes brancos e imaculados suas babás e empregadas, que levam seus filhos para encontros sociais, passear na rua, frequentar clubes, enfim, qualquer lugar. Afinal, são são essas as oportunidades que temos para ficar próximos de nossos rebentos, nos relacionar com eles, pegá-los no colo, trocar a fralda, enfim, conviver com eles. Depois eles crescem e voam!

É triste ver uma mãe e/ou um pai caminhando na praia e o filho atrás, num carrinho, empurrado por uma babá. A sensação que me passa é que naquela família falta muita coisa. Principalmente afeto.

Mas isso é apenas uma impressão, de repente não é bem assim.

Não vejo nenhum problema em ser empregada(o) doméstica(o). Trata-se de uma forma digna de ganhar a vida, principalmente em sociedades como a nossa, em que pessoas de baixa renda quase não têm acesso à educação e, portando, são escassas as oportunidades de vencer na vida. Infelizmente, é assim no Brasil e não mudou nos últimos 13 anos.

Trabalhar como empregada(o) doméstica(o) é uma alternativa para pessoas pobres, independente de cor da pele.

A relação que temos com nossos empregados domésticos é muito peculiar. Alguns trabalham para uma mesma família por gerações, viram praticamente membros do clã, objetos de afeto, cuidados e respeito, além de terem os seus direitos empregatícios rigorosamente cumpridos: carteira assinada, férias, décimo terceiro, aposentadoria, etc.  No outro extremo, temos doméstica(o)s que são tratadas quase como objetos, descartáveis e sem que os patrões cumpram o que determina a CLT.

Quanto aos uniformes, me parece que depende do que ficar combinado no contrato de trabalho. A mim causa estranheza esses uniformes de “mucama”. O fato é que isso mostra de forma bem clara (com bastante trocadilho, fazendo o favor) a questão do preconceito no Brasil. Preconceito que não é só de natureza racial, é social também. E este é mais um assunto que a sociedade brasileira se recusa a enfrentar com a devida seriedade. Seriedade no bom sentido, que fique claro, sem demagogia e pieguice.

O casal da foto deve ter lá os seus motivos de ir à passeata e levar os filhos aos cuidados da babá uniformizada. A meu juízo, trata-se de um problema deles. Querer usar esta imagem para afirmar que as manifestações do dia 13 de março foram de uma “elite opressora” contra uma maioria oprimida é uma generalização babaca e oportunismo de quinta categoria. Por um simples motivo: a maioria, rica, pobre, classe média, estava toda na passeata. E protestando.

E tenho dito.

ALTERNATIVO É POP – MARCELO MADUREIRA

Na segunda parte da entrevista, Marcelo Madureira conta como descobriu sua paixão por livros e Monty Python.

Sobre o programa: O Programa Alternativo é POP vem com a proposta de mostrar o conceito sobre “Cultura Alternativa” das ruas e no mundo corporativo, entre mídia alternativa, música, teatro, cinema, galerias, restaurantes entre outros. Buscamos fazer um programa que aborde todos esses temas de uma forma natural e dinâmica.

Maratona da Un1dade

Dias 29, 30 e 31 do mês passado foi ao ar minha entrevista pra União dos Defensores Apartidários da Democracia, a UN1DADE. As meninas vieram ao meu escritório aqui na Casseta e batemos um papo muito divertido sobre o cenário político atual, meu papel no humor brasileiro e muitas outras coisas que você só vai saber se parar pra ler ou ouvir.

Pra ler a primeira parte, CLIQUE AQUI.

Pra ler a segunda parte, CLIQUE AQUI.

E pra ler a terceira parte, CLIQUE AQUI.

Agora se você quiser ouvir tudo na íntegra, CLIQUE AQUI.

Divulgue nas suas redes sociais.

DOENÇAS CARDÍACAS – CORDIAIS SAUDAÇÕES

Como dizia o velho Moreira da Silva, o KID Moringueira: “Para se topar com uma encrenca basta andar distraído…”.
Pois, então, fazia o meu check-up anual, de rotina. A lista interminável de exames parece mais uma gincana escolar. Aliás, outra boa analogia com os tempos de colégio é a espera pelos resultados. À medida que se vai envelhecendo, aguardar o resultado de um exame de sangue contém a mesma ansiedade da espera pelas notas das provas bimestrais. Você estudou, fez boa prova, mas, lá no fundo, bem lá no fundo, existe aquela possibilidade de um resultado não muito agradável, um acidente de percurso. “Quem procura o que não perdeu, quando encontra não reconhece…” – essa é do Mestre Marçal, outro sambista do passado.
Eis que chega o dia da angiotomografia de coronárias. Trata-se de um exame muito simples: injeta-se um contraste na veia do paciente que, por sua vez é submetido ao scan do tomógrafo e…, voilá!, o seu “relógio”, ao vivo e a cores, pulsando e, o mais importante, uma visão geral das suas coronárias. As coronárias são as artérias responsáveis pela irrigação dos ventrículos, principalmente o esquerdo, que faz o bombeamento do sangue arterial (rico em oxigênio) para todos os recantos de sua anatomia. Um entupimento na coronária e… pimba!, tens um enfarto do miocárdio. Sem irrigação, uma parte do coração necrosa, apodrece e deixa de funcionar. Dependendo da extensão do estrago, a sua “bomba hidráulica” “deu ruim”, para por completo e lá se vai mais um para a Terra dos Pés Juntos. É isso mesmo, meus amigos: quem tem Fé vai ao encontro do Criador; para os ateus, como eu, é PT: perda total. Acabado o exame, me visto e o médico, meu xará, me chama na sala dos controles. Num monitor, imagens ainda pulsantes do meu coração.
– Está vendo aqui, seu Madureira? Temos uma obstrução importante na artéria descendente anterior…
Ou, como saiu no laudo: “artéria descendente anterior com placa extensa nos terços proximal e médio associada a lesões de grau moderado a importante envolvendo o primeiro ramo diagonal que apresenta lesão obstrutiva significativa em sua origem.”  A casa caiu. Enquanto isso o médico tentava me tranquilizar:
– Olha, não é caso de ponte de safena, mas você vai ter que ver isso…. Talvez seja o caso de colocar um stent.
Saí do laboratório em transe. Já me via a caminho do Nada Ignoto, mas antes liguei para o meu clínico, que, por sua vez, já havia recebido os exames. É assim a minha medicina: eu tenho um clínico que coordena as minhas decisões. O meu clínico me encaminhou para um cardiologista, que, depois de demorado exame, recomendou:
– O próximo passo é fazer uma cintilografia miocárdica de repouso e esforço. Só assim poderemos avaliar com segurança a extensão da lesão.
A cintilografia miocárdica é um pouco mais complicada. Desta vez injetam no paciente isótopos radioativos, que possibilitam uma avaliação mais acurada do tamanho do entupimento e suas consequências para o funcionamento do músculo cardíaco. Vejam bem, esses exames não são para serem feitos toda hora e somente com estrita indicação médica. Você aí, seu hipocondríaco, nem vá pensando em fazer esses exames por sua conta, envolvem risco e exposição a radiação.
E lá fui eu, mais uma vez, me submeter aos sofisticados equipamentos da medicina contemporânea. A diferença é que desta vez você é avaliado também depois de correr numa esteira por uns quinze minutos.
Resumo da ópera: para o azar de vocês, a minha obstrução não é tão grave assim. Posso fazer um tratamento clinico. Medicação, dieta, exercícios e (acreditem) menos estresse. Menos estresse? Vivendo no Brasil? Com o Lula, a Dilma, o Renan? Só me mudando para a Finlândia.

E tenho dito.