NEGÓCIO DA CHINA

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Desde o que Felipão Scolari assinou com o Grêmio, em dois jogos, tomou 4 gols e só fez um. Nada mal. Principalmente para Felipão e seu fiel escudeiro, o Murtosa. Cada um está recebendo por mês do time gaúcho,respectivamente, 325 mil e 50 mil reais. O total fica em 375 mil reais, o que dá, até agora, uma média de 93,6 mil reais por gol levado. Muito mais barato que os dez gols que a seleção brasileira levou nos dois últimos jogos da Copa. Financeiramente o Grêmio Porto Alegrense está levando vantagem. Pelo menos até agora.

Na derrota por 2 a zero, no último Gre-Nal, Scolari declarou ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre, que agora pretende trabalhar o “lado psicológico” dos jogadores do Grêmio. Já ouvi este papo antes…Tô com peninha do Peninha.

 

 

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BRANCO SAFADO

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Recomeça hoje o julgamento do mensalão. Mas já  não era para ter acabado? Não, não no Brasil, onde só os 3 Pês vão para cadeia: pobre, preto e puta. Não necessariamente nesta ordem. No próximo capítulo da novela vamos saber se o presidente do STF, juiz Joaquim Barbosa, deve ou não pedir desculpas ao seu colega de toga, Ricardo Lewandowski. Joaquim acusou Ricardo de estar fazendo chicana. Prática muito comum (mas nada recomendável) em nossos tribunais.

Acho que não deve, e mais, Joaquim podia muito bem ainda tê-lo apodado de “branco safado” e “caucasiano ladrão”. Não o fez com medo de ser enquadrado na Lei Afonso Arinos. A reação do juiz Joaquim representa a ampla maioria da sociedade brasileira. Desde o início do julgamento, Lewandoswski abriu mão do seu papel de juiz para vestir a carapuça de “adevogado” dos réus do crime de lesa democracia. Ele e seu acólito, o jovem Dias Toffoli, que só entrou para o Excelso Sodalício por conta de seu notório “não saber” jurídico. Por duas vezes foi reprovado no exame para magistratura.

Ao nomear um negro para a mais alta corte do país, o ex-atual-presidente-em-exercício acreditava que estava fazendo mais uma de suas jogadas de alta demagogia. Ele não contava com o pau de aroeira que agora canta no lombo de quem mandou bater. Errou duas vezes, primeiro na demagogia e, em segundo lugar, achando que  Joaquim, por ser negro, de origem humilde, iria se acoelhar, como tantos negros brasileiros fizeram ao longo da história com medo do chicote do feitor. E por falar no Lula, vai faltar alguém em Tatuapé.

No tribunal o que está em julgamento não é o destino de José Dirceu e seu bando. O que o resultado final desta questão vai definir é em que tipo de sociedade, com que valores, vão viver nossos filhos e  netos. E mais, vai determinar como nossa geração será avaliada pela História. Seremos os contemporâneos co-responsáveis de um Brasil em que tudo se podia ?

Joaquim não perdeu a compostura; quem nunca a teve foi o meritíssimo magistrado Lewandowski que prefere servir a outros senhores a servir sua própria consciência.

Tenho dito.

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Justiça?

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A nutricionista Gabriella Guerrero Pereira recuperou na Justiça o direito de voltar a dirigir e a frequentar bares e casas noturnas. Em 2011, aparentemente alcoolizada, atropelou e matou o administrador Vitor Gurman, 24 anos, na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo. Em maio deste ano, a Justiça havia determinado que Gabriella não poderia dirigir nem ir a bares e casas noturnas. A decisão havia sido tomada depois que o “CQC”, da TV Bandeirantes, exibiu um  vídeo em que a nutricionista aparecia dirigindo com a habilitação vencida. As três medidas cautelares impostas à Gabriella já haviam sido suspensas em junho em caráter liminar e foram definitivamente cassadas na última terça-feira.

Depois dizem que acidente de trânsito no Brasil é “fatalidade”. Fatalidade é obra do acaso, do improvável. Num país em que a justiça (com jota minúsculo, sim senhor!) não faz Justiça, acidente de trânsito é banalidade, coisa corriqueira. Todo ano morrem no Brasil cerca de 50 mil pessoas vítimas de acidentes de trânsito. Quem é que não conheceu alguém ou teve um parente ou um amigo vítima desta violência insana? É uma Guerra do Vietnã por ano! E vai continuar sendo assim enquanto liminares, medidas cautelares e outras chicanas jurídicas continuem passando a mão na cabeça de assassinos sobre rodas. Aliás, a impunidade não é privilégio de criminosos viários. No Brasil pode-se cometer o crime que se quiser, desde que se tenha dinheiro suficiente para contratar “bons adevogados”. E até mesmo, por que não dizer, comprar sentenças de bandidos togados. Esta aí o Paulo Maluf que não me deixa mentir. Estou de olho neste prólogo do julgamento do Mensalão. Não existe Civilização nem Democracia num país em que a Justiça não se dê ao respeito nem interprete os anseios do conjunto da Sociedade.

O senador Lobãozinho, filho e suplente do senador, ora ministro das Minas e Energia, Edson Lobão (no Brasil cargo eletivo está virando uma espécie de capitania hereditária), afirmou que ética é um conceito relativo. Se é que o “senador júnior” frequentou alguma escola, deve ter cabulado esta aula. O conceito de ética, senador, é absoluto e consensado por uma coletividade, baseado numa moral comum. A ética, mini senador, pode e deve evoluir, com o tempo seguindo, é claro, os mesmos preceitos acima. Um exemplo: a escravidão de seres humanos foi eticamente aceita até o século 18. Hoje não mais. Quer dizer… não deveria.

Tenho dito.

 

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A JAMAICA DO MERCOSUL

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O Uruguai está prestes a legalizar o cultivo e a comercialização da maconha em seu território. Atitude pioneira e intimorata. Maconheiros do mundo voltam seus olhos avermelhados para a antiga Província Cisplatina babando de inveja dos uruguaios que, logo, logo, vão poder ir até o botequim da esquina para comprar o seus maço de Lennon´s, Odara, Da Lata, Baú do Raul e muitas outras marcas que os marqueteiros geniais vão inventar. O que vai ter de uruguaio sumindo de casa vai ser uma barbaridade. O sujeito avisa a patroa que vai até a esquina comprar cigarro… de maconha. Aí acende um baurete, fica doidão e acaba esquecendo o endereço. E não é só isso! A população uruguaia, totalmente emaconhada, refém do vício nefando da marofa, vai invadir o Brasil! Hordas de uruguaios vão entrar pelo Rio Grande do Sul à dentro, devorando tudo de doce que estiver pela frente! Esse episódio vai entrar para a história como a Invasão da Larica.

Mas o Brasil não vai deixar barato! Comandados por Fernando Gabeira,  uma tropa de maconheiros voluntários vai revidar e invadir o Uruguai pelo Chuí. Assim, a antiga província será novamente incorporada à Federação Brasileira. E é lógico que algumas leis e costumes cisplatinos poderão ser adotados pela nossa legislação. Uma vez que  Uruguai e Brasil  são a mesma coisa, a maconha fica automaticamente  liberada até o Oiapoque.

E não é só isso! Com a fusão dos dois países, vários problemas ficam resolvidos. O Brasil passa a Septa Campeão Mundial de Futebol. É somar o nosso penta com o bi que eles têm lá. E mais! O  Brasil vai ser o único país do mundo que foi, ao mesmo tempo, campeão e vice na mesma Copa! Só assim o eterno Trauma do Maracanazzo de 1950 será, de uma vez por todas, varrido da nossa memória. E já que vai ser assim, gostaria de sugerir a capital desta imensa nação maconho sulamericana. Nem Montevidéu, nem Brasília. A capital vai ser “Ponta” del Este.

Tenho dito.

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Os Médicos e o Monstro

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Os médicos protestam. Principalmente os médicos do setor público e, ao que me consta, são poucos os médicos que não atendem no serviço público. Portanto o governo erra, mais  uma vez, em não escutar os profissionais de saúde nas questões e políticas para o setor. O governo mostra, mais uma vez, que é burro. Ora, são os médicos, enfermeiros e auxiliares que estão em contato direto com população. Eles vivem no seu cotiano os dramas, as tragédias, as hecatombes que ocorrem nos hospitais públicos brasileiros. E são eles  que, em última instância, representam o governo junto aos seus sofridos pacientes. São eles que têm que responder pelas filas, pelas demoras, pela falta de medicamentos, equipamentos quebrados, falta de condições de atendimento. Muitas vezes são alvo de insultos e até mesmo de ataques físicos, como se fossem os responsáveis diretos pela situação em que se encontra a Saúde no Brasil. Tenho alguns amigos médicos e fico admirado com a dedicação e  o sacrifício que exercem a sua medicina. Fico mais admirado ainda porque  trabalham muito e  ganham muito mal. Tem que se dividir entre o SUS e o consultório para poder viver. Se faltam médicos em São Gabriel da Cachoeira, também faltam médicos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Isso para não falar da lista que começa no esparadrapo e vai até ressonância magnética. Falta tudo. Aonde é que foi  parar o dinheiro? Trazer médicos de fora vai resolver? Como ? E aí sim, os médicos vão ter condições de trabalhar? Por que não têm hoje ?

Democracia não é formal, o governo tem que ouvir os médicos. Burocratas não entendem de saúde. Burocratas não entendem de gente.

Tenho dito.

E não se esqueçam de ler o Agamenon em :http://www.casseta.com.br/blog/2013/08/01/frio-de-janeiro/

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