QUINTA-FEIRA (RUBRO) NEGRA

Quinta-feira, quarto dia de viagem. Depois de uma parada em San Pedro de Atacama, na beirola do deserto de mesmo nome, caímos de novo na estrada. Dormia o sono dos justos e fatigados pelas mais de 72 horas de jornada quando percebo que o ônibus está parado. Dou uma olhada no relógio: 4 e meia da manhã. Voltei a dormir. Acordo lá pelas oito da manhã e percebo que o coletivo continua parado no mesmo lugar.

Fui averiguar o que estava acontecendo. Uma barreira fechava a estrada queimando pneus. Estávamos atrás de uma fila enorme de veículos retidos. Manifestantes, de rosto coberto, carregavam pedaços de pau ameaçadores.

Acredito que muitos de vocês estejam acompanhando as manifestações de rua no Chile. A América do Sul anda agitada. No Peru o presidente dissolveu o congresso semanas atrás. Na Bolívia o ex-presidente Evo Morales foge para o exilio e o país fica acéfalo. Crise também no Equador e a Venezuela já vive uma situação de caos há muito tempo. E também tem o Brasil, mas…bem, o Brasil é melhor deixar para lá. O Brasil faz mal a saúde.

Acredito que a crise chilena tem algumas peculiaridades, tem mais a ver com as manifestações dos gilets jaunes da França e outros quebra-quebras na Europa. O Chile tem uma economia muita mais estável que os outros países de cone sul apresentando estatísticas muito melhores que o resto do continente. Inclusive com relação a índices de qualidade de vida da população.

As reinvindicações dos chilenos têm mais semelhança com a crise estrutural que o ocidente atravessa. Por força do desequilíbrio das contas públicas frente as despesas do Estado e o processo recorrente de concentração de renda, mais a diminuição dos salários e postos de trabalho consequência conta da revolução tecnológica que gera um clima de incerteza e insegurança em toda população.

Concordo que esta minha análise é bem grosseira e superficial, mas é o que consigo produzir a esta altura da viagem.

O fato é que o povo injuriado fechou a estrada. E são vários bloqueios. Depois de seis horas parados em pleno deserto de Atacama, o mais árido do mundo, no meio do nada e perto de coisa nenhuma conseguimos ultrapassar uma barreira.

Não adiantou nada. Alguns quilômetros mais à frente outro bloqueio maior e com um pessoal ainda mais ameaçador. De repente, do meio do nada, desce um grupo de torcida organizada. Estes caras não são brincadeira. Confesso que foi um momento bastante tenso. Se houvesse um confronto entre os dois grupos o nosso ônibus estava exatamente na linha de frente. E se os manifestantes resolvessem apedrejar o nosso buzão? Ou, pior, resolvessem incendiar o veiculo?

Multidão enfurecida é incontrolável.

De repente, num movimento espontâneo, os passageiros desceram dos ônibus e foram confraternizar, solidários, com os chilenos. O clima virou de celebração e cantoria. Inacreditável. Foi assim que conseguimos passar pelo último e pior bloqueio. Quando por fim embalamos na estrada, retomando a jornada, já eram mais de cinco horas da tarde. Foram mais de 12 horas de batalha, sem comer nem beber.

Agora temos um sinal razoável de internet e tomamos conhecimento do estado de saúde do Galvão Bueno o do acidente com o Gugu Liberato. A bruxa anda solta.

Estamos fechando o quarto dia do trajeto e hoje foi pura adrenalina. Admito que estou exausto. Atravessamos a fronteira Chile-Peru. Percorremos o trecho entre as cidades de Arica (Chile) e Tacna, já no Peru. A minha esquerda o Pacífico, na direita os contrafortes (sempre quis usar esta palavra) da Cordilheira dos Andes. Ainda temos cerca de 24 horas de viagem até Lima, em alguns quilômetros faremos uma parada em Tacna para abastecer, jantar e tomar banho. Provavelmente (e oxalá – também sempre quis usar este vocábulo ) o nossa derradeira ultima até a capital peruana.

Bom, no Peru já cheguei.

 

Marcelo Madureira

 

 URUBUSER

A quarta-feira amanhece e continuamos no Buzão. Ontem durante uma gravação lancei a marca da viagem que inventei junto com o meu primo Hélio: Urubuser.

Quando soube faria esta viagem maluca na companhia de rubro-negros o Helinho mandou na lata: “…então vai ser um Urubus !”. Não- completei de bate-pronto- vai ser Urubuser !

Pegou na veia o #urubuser.

Pois é, praticamente 48 horas de viagem e só paramos 4 vezes. São estirões de 12 horas direto. O problema maior é o banho. Brasileiro é obcecado por banho. Seja rico, seja pobre, jovem ou velho, gordo ou magro, LGBT, mulher ou homem, branco, azul ou cafuzo. Brasileiro quer tomar banho.

Fico matutando se essa obsessão não seria uma herança genético-cultural dos nossos índios. Na minha modesta opinião a grande vantagem de ser brasileiro é essa nossa mistureba, essa geléia geral, de tudo que é DNA e cultura que nos proporciona características tão variadas que fica difícil de identificar um brasileiro senão pelo idioma.

Você pode se deparar com um cara amarelo, de olho puxado, cabelo liso e jurar que é japonês mas se trocar duas palavras vai ver que é brazuca. Podem dizer que deve que não, que deve ser descendente de imigrante japonês. Vai no Programa do Ratinho, faz um DNA do “china” que tenho certeza que você vai encontrar tudo que é tipo de cromossoma no vivente. Eu por exemplo tenho até “finlandês”.

Voltando ao banho. Todo brasileiro tem um pouco de índio e índio toma muito banho, vários por dia. O banho nas culturas indígenas em geral, fora a questão da higiene, também é uma atividade social e recreativa.

Nas paradas dos ônibus a primeira pergunta é: tem banho? O problema é que somos muitos, todos chegando ao mesmo tempo. A infraestrutura sanitária não dá conta da demanda. Nas paradas argentinas só tem um chuveiro para cada gênero humano e pior, banho só em dinheiro vivo, ninguém aceita o nosso real, nem cartão de crédito. Banho só com peso argentino.

Vira um banzé. A galera fica revoltada alguns, mais injuriados, ameaçam barbarizar os sanitários. Primeiro barraco da viagem. Nosso segurança entra em ação e acalma os ânimos, mas o clima fica pesado. Nas conversas você pode tirar onda dizendo quantos banhos já tomou durante a jornada.

Agora, enquanto escrevo, no trecho entre a fronteira Argentina-Chile e a cidade de San Pedro de Atacama já completamos 55 horas ininterruptas de passeio. Tenho certeza que vocês querem saber quantos banhos já tomei. Vou dizer: zero. Zero banhos em todo o percurso. Prometo que na próxima parada vou pegar um chuveirão. Está previsto um descanso de uma hora e meia, tempo suficiente para banho e uma refeição decente. A primeira desde o almoço de segunda-feira. O problema é que também tenho outras prioridades, preciso enviar matérias e desde ontem nada de sinal de internet. Dá um desespero pois não tem nada o que se possa fazer. Preparei um plano para otimizar estes 90 minutos de parada. Enquanto mandamos matéria ( se existir sinal) vou revezar na transmissão com o Beto, o câmera, no banho. Depois o mesmo revezamento na refeição. Vamos ver se vai dar certo.

Agora estamos atravessando o altiplano andino. O ponto culminante da estrada fica a 4mil e 800 metros acima do nível do mar. O ar fica rarefeito e muita gente passa mal. O mal da montanha é traiçoeiro, não se pode facilitar. O sujeito pode estar muito bem e, de repente, é uma dor de cabeça forte, tonteira ou falta de ar. A primeira coisa é manter a calma, tentar relaxar e respirar mais fundo e mais lento. Alguns fazem uso do oxigênio que o Buser leva à bordo. O segredo é se movimentar o mínimo possível e devagar. Evitar qualquer esforço. Subir ou descer a escada já faz diferença.

O bacana é a solidariedade da moçada. Tudo é compartilhado. Do biscoito aos perrengues, ninguém fica só, já formamos uma irmandade. É a Nação Rubro-Negra.

Escurece e a quarta-feira vai passando, ao longo dia a paisagem fascina. Os Andes são muito bonitos, mas nada de neve. De ser o aquecimento global. A paisagem é pedregosa, desértica. As vezes é tão desolada que parece que estamos em outro planeta. Quilômetros e quilômetros sem enxergar uma viva-alma. Em compensação vimos as primeiras lhamas e guanacos.

Animal curioso a lhama, só serve pela lã. Não é comestível, não dá leite, não puxa arado mas aguenta bem a altitude. Muito raramente passamos por um povoado de uma dezena de casas estilo andino feita de adobe. Tudo muito pobre.

Amanhã é quinta-feira, quarto dia de viagem. Em frente, para Lima. Sempre.

 

Marcelo Madureira

ATRAVESSANDO O MERCOSUL

O Mercosul não funciona. Levamos duas horas para atravessar a fronteira Brasil–Argentina. Justiça seja feita, sair do Brasil é muito fácil. Também, pudera, do jeito que o país está quem é que vai querer impedir alguém de sair?

Entrar na Argentina é uma África, não, talvez seja mais fácil atravessar as fronteiras africanas. O pior é que ninguém pode sair do ônibus enquanto examinam a papelada. Depois toca sair do coletivo para passar a fronteira com a bagagem de mão. Então reembarca para andar 50 metros e, novamente, desembarque para a fiscalização das malas do bagageiro. Felizmente só tenho bagagem de mão. Pensar que 9 horas da manhã já estávamos na região da tríplice fronteira (Paraguai, Argentina e Brasil) e que só fomos liberados ali pelas duas da tarde, em 5 horas rodamos uns 150 quilômetros, se tanto.

Vamos tomar como exemplo a Comunidade Europeia, basta entrar num país da comunidade e pronto, não tem mais que se fazer controle de fronteiras. No caso do Mercosul, como tudo por aqui embaixo, é complicado. Fico imaginando como deve ser o trânsito de mercadorias entre os países do Mercosul: mais um pretexto para aumentar a burocracia, a corrupção e o aumento dos custos de comércio.

Pela manhã paramos 30 minutos para reabastecer já em Foz do Iguaçu. É aquela correria para ir no banheiro, escovar os dentes e engolir um café. Aproveitamos para fazer a “foto oficial” da viagem. Agora já são 15:55 e enfrentamos muita dificuldade para mandar matérias para a base. Principalmente por conta da instabilidade do sinal.

Estamos muito atrasados, a próxima previsão de parada só no final do dia, 30 minutos para abastecer. Entramos na Argentina pela província de Missiones, considerada uma das mais pobres do país, talvez por isso a precariedade na infraestrutura de comunicações. Vamos pela ruta 12 na direção de Posadas, depois Corrientes e em seguida Salta, capital da província de mesmo nome, uma cidade maior e conhecida pelos vinhos. Apesar de ateu praticante estou aqui rezando por um sinal de internet minimamente estável. Temos um monte de material para transmitir.

Completamos 28 horas de viagem, no ônibus as condições de habitabilidade vão se deteriorando como era de se esperar. O que mais incomoda é quando alguém come alguma coisa no ônibus fechado, o cheiro incomoda. Até agora podemos dividir os viajantes em dois grupos distintos. O pessoal mais “animado” que fica na dianteira no segundo andar e os mais tranquilos que preferem ficar quietos mais para os fundos do coletivo. Vamos ver quem chega mais inteiro.

Segundo os cálculos do Lucio, colega de viagem, Rio Lima são 120 horas de viagem, ou seja, mal cumprimos 20% do percurso. Melhor não pensar muito nisso. Lucio é um personagem curioso. Índio, parrudo, socado, típico brasileiro de raiz, 57 anos e viaja só. Veterano da Libertadores de 81, supersticioso confesso, fez questão de vir de ônibus como fez 37 anos atrás. Vendedor atacadista de alimentos “fugiu”do serviço sem avisar o patrão (muitos por aqui estão nesta situação) mas continua trabalhando através do seu ipad atendendo a clientela. Lucio é um dos fundadores da Flamante, uma torcida organizada que completou este ano 50 anos de existência.

Tem também o Danilo, o dono do Doze, o cãozinho que consegui, agosto passado, levantar grana para um tratamento de câncer através das mídias sociais. Por conta desta história Doze e Danilo viraram assunto no Fantástico. Para conseguir os 10 mil reais para a cirurgia e quimioterapia do seu cão, Danilo fez uma rifa do seu bem mais precioso: um ingresso para o Flamengo e Grêmio, a goleada histórica. Danilo é um sujeito especial. O dinheiro do tratamento do Doze é sagrado, como comprar o ingresso para a final da Libertadores? Pegou “emprestado” o cartão de crédito da Renata, sua namorada. Sem avisar, é claro. A moça, com razão ficou três dias sem falar com o namorado.

No meio disso tudo o pai do Danilo em coma por 20 dias no hospital por conta de intercorrências de uma cirurgia. Danilo fica atormentado se vai ou não vai até Lima para a final. Filho único, visita o pai diariamente nessa agonia.

Tem mais um detalhe. Viajar como? Com que grana? Com a ajuda do Papparazo Rubro-Negro consegue um contato na Buser que, sensibilizada com a situação do rubro negro, oferece passagem e estadia. E não é que de um estado muito grave o Seu Nelson, pai do Danilo, sai do coma e começa a melhorar? Não é à toa que o Danilo é um cara superpositivo, pra cima. Não conhece tempo quente. Gostei muito da entrevista que fiz com ele para o YT.

Tem mais um monte de gente interessante aqui. E ainda tenho mais de 90 horas para contar. Hoje vou ficando por aqui. Abraço forte.

 

Marcelo Madureira

 

SOBRE ÔNIBUS E HAMBURGUER

Sete horas da noite em ponto. Portanto completamos sete horas e 50 minutos de viagem, estamos chegando nos arredores de São Paulo. Começo a sentir que a viagem vai ser longa imaginando que até sexta-feira estarei aqui no mesmo lugar e, paradoxalmente, me deslocando por quase 6 mil quilômetros até Lima no Peru.

O que não ainda não contei para vocês é que não vou ficar para assistir ao jogo. Estarei partindo do aeroporto de Lima no sábado às 17:30 para Santiago do Chile. O jogo é as 14h, pode isso Arnaldo? Na capital chilena aguardo 4 horas para embarcar de madrugada rumo ao Rio de Janeiro. Vida dura, mas divertida.

Vou dizer uma coisa para vocês: o Brasil está horrível, vivemos em crise fazem mais de 5 anos. O país engatou uma marcha à ré e saiu destrambelhado, ninguém sabe onde vamos parar. Mas tem duas coisas que melhoraram no Brasil, definitivamente. O ônibus e o hambúrguer.

Para quem nos anos 70 cansou de cruzar a BR-116, Rio- Curitiba- Rio nos ônibus da Penha ou viajava para o Nordeste, nas férias, pela Itapemirim, estes ônibus de hoje são mamão com açúcar. Apesar das estradas brasileiras estejam horríveis, com exceção da Dutra e das rodovias paulistas (São Paulo não é Brasil, é outro país), está tudo caindo aos pedaços , mas os ônibus made in Brasil batem um bolão.

Descobri que os gaúchos, além de dar a bunda, também são ótimos construtores de ônibus. São todos feitos em Caxias do Sul e Erechim e não sacodem mesmo com toda a buraqueira.  São espaçosos, confortáveis, silenciosos e tem filmes e wi-fi.  Hoje de manhã, antes de embarcar, vim de São Paulo, na ponte aérea, parecia que estava num galinheiro lotado. Sem falar que os aviões brasileiros têm mais anúncio que estádio de futebol. E tem aquele perrengue de passar no raio X, mostrar documento, esperar a mala na esteira. E a comida nos aeroportos? Além de caríssima é horrível. Avião só serve para quem tem pressa.

Cansado de ser explorado por tarifas escorchantes das empresas aéreas,  sempre que posso pego um busão para São Paulo. Vou trabalhando, dormindo , pensando na vida… Depois de 6 horas e meia cravadas de viagem , desço com  mochila , pego o metrô e em 20 minutos estou no centro da cidade trabalhando.

Pensar na vida! Taí!  Cada vez temos menos oportunidades de ficar parado, quieto,  pensando na vida. Este exercício fundamental da existência, que é o de colocar as coisas em seus devido lugar. Refletir e encontrar a verdadeira dimensão de nossos problemas.  Por isso mesmo gosto destas viagens longas. Mas esta até Lima no Peru é um pouco demais. Se fosse espírita tenho tempo suficiente para pensar não só nesta vida como em várias outras encarnações.

Agora os hambúrgueres. Comia-se no Brasil um pastiche de hambúrguer. Um prensado de soja misturado com carne sei lá de que animal e outros compostos não identificados. Aliás um prensado não , dois , alface , queijo , molho especial , cebola , picles num pão com gergelim. Chamavam isso de  hambúrguer.  Vamos por partes. Esse composto glutogênico não é queijo, é um produto da indústria petroquímica.  A alface, a cebola e o picles  estão ali só para constar ,  batem ponto e vão embora ,  são os funcionários públicos do sanduiche. O molho só serve para empurrar aquela gororoba toda goela abaixo. E por último, quem disse que eu gosto de pão com gergelim ?

Felizmente tudo isso mudou, e para melhor. Alguém teve a ideia genial de fazer um hambúrguer caseiro, com carne de boi, de espessura correta, suculento e consistente. A rapaziada foi ainda mais longe e começou a inventar   misturas com carne de diferentes cortes e teores de gordura, são os “blends”. Para acompanhar queijo de verdade, alface e tomate na quantidade certa. Sou ortodoxo em termos de hambúrguer, prefiro sem queijo e molho só mostarda Hemmer e um bom Catchup que por isso mesmo não pode ser Heinz. Hamburguer jamais pode ser cortado ao meio e tem que ser comido com as mãos.

Alguns já perceberam que vou “enchendo linguiça” alugando a paciência de vocês.  O ônibus está escuro e não dá para gravar matéria e é muito cedo para dormir. Aos poucos vamos conhecendo os nossos companheiros de aventura. Aqui no nosso buzão , além dos flamenguistas,  tem os jornalistas , o Marcelo de O Globo , alguém da Época, o pessoal da Band Sport , da Sport TV e o Caco Barcellos que vem atrás num carro da Globo.  E claro, eu Marcelo Madureira , o Pacato Cidadão. É o Urubuser.

Amanhã já marquei umas entrevistas. Tem muita gente interessante. Vários literalmente fugiram do serviço, o patrão nem sabe que estão aqui. Tem o Danilo, preocupado com o pai que está no hospital, tem o simpático casal, Francisco e Vânia,  que pagaram dez reais na  passagem, hospedagem e ingresso,  promoção da Buser. Tem o Lúcio que viu o Flamengo ser campeão da Libertadores em 81, em Santiago. Enfim um monte de gente interessante que irei apresentando a vocês ao longo da viagem.

Amanhã terça-feira vou tentar fazer uma participação na Resenha Tabajara e na live do Paparazzo Rubro Negro. Vão me acompanhando no YT, no FB , no Insta e no Twitter. Preciso de vocês!

Vida que segue.

 

Marcelo Madureira