O circo do Lula

O Lula armou um circo, ontem. Ele falou, falou e não explicou nada. Lula está cada vez mais acuado. E parece que ele aposta na divisão dos brasileiros. De um lado eles, que se acham os bonzinho, e do outro o povo. É assim que a cabeça do Lula funciona. Ficou claro que agora ele só está falando com o pessoal da camisa vermelha. vai ver são as únicas pessoas que acreditam na conversa do Lula.

PLANTÃO DO MADUREIRA #06 | Professor Bomba

Um treinamento para homens-bomba terminou em tragédia antes da hora em um acampamento ao norte de Bagdá, quando o comandante da atividade realizou, sem querer, uma demonstração com um cinto repleto de explosivos, explodindo um carro.

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Gabeira, como sempre !

Segundo dia da 10ª edição da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty).

ONDE VAI ESSE TREM?

Num texto endereçado a cineastas, Chris Marker citou uma frase de De Gaulle: às vezes os militares, exagerando a impotência relativa da inteligência, descuidam de se servir dela. Marker defendia filmes inteligentes contra o populismo de alguns pares. Creio que De Gaulle criticava a superestimação da força armada. Algo que ficou célebre na pergunta atribuída a Stalin: quantas divisões tem o papa?

A oposição brasileiro tem se descuidado de usar a inteligência não por valorizar a força armada, mas as possibilidades eleitorais. Quantos votos nos dará esse projeto? Foi assim com a derrubada do fator previdenciário. Nada mais agradável do que votar pelos aposentados e ao mesmo tempo ganhar um bom número de votos.

Norberto Bobbio dava muita importância à questão da aposentadoria e a considerava um elemento divisor entre os conceitos de esquerda e direita. Não vejo assim no Brasil. A ideia de um sistema que garanta aposentadoria digna é universal no espectro político.

As coisas se complicam quando se discute a sustentabilidade do sistema. Tensioná-lo com mais gastos num momento de crise aguda acaba despertando propostas como a de Joaquim Levy: aumentos de impostos. Um projeto político no capitalismo não implica apenas respeito às normas democráticas. Implica também a admissão das próprias leis do capitalismo. Se nos levamos apenas pelo coração, faremos muitas bondades até que chegue o momento de pagar a conta. Os deputados jogaram essa conta para o governo, que, por sua vez, a transfere, via impostos, para a sociedade.

Quando Levy fala em ajustar a economia e, simultaneamente, em aumentar impostos a partir das bondades parlamentares, suas tesouras são apenas um passatempo como agulhas de crochê. As tesouras de Levy refletem o mesmo conflito de ideais socialistas com as leis do capitalismo. E a oposição tem de se manifestar claramente sobre isso: é um modelo de crescimento que faliu. Derrotá-lo não significa usar os mesmos métodos populistas, certamente com grandes dividendos eleitorais. Derrotá-lo é propor um novo caminho.

O caso das pensões e dos salários de pescadores, embora tenha distorções, no meu entender, merecia rejeição, ao menos para negociar.

Como começar um ajuste fiscal sem conhecer os cortes do governo? Este é o tema mais importante no ajuste. É nele que uma visão de oposição tende a se fixar: a racionalização da máquina, a redução de inúmeros e inúteis cargos de confiança.

Minhas críticas são feitas de fora, o trabalho na estrada não permite conhecer todos os dados. Mas a oposição precisa mostrar uma certa coerência com o próprio programa. O problema de votar, em alguns momentos, com o governo também é eleitoral: medo de desapontar o eleitorado que rejeita Dilma e o PT.

Mas é preciso dividir as esferas de atuação: um programa claro sobre o ajuste econômico e um trabalho sério sobre a corrupção, reconstruir e punir. A responsabilidade pela devastação da Petrobrás, a gestão temerária, o escândalo do desvio de bilhões é um fato histórico ainda em movimento, pois a Justiça não se manifestou sobre ele.

Nesse contexto, um fervoroso eleitor de Dilma é indicado para ministro do Supremo. Os principais nomes da oposição faltaram à sabatina. Era preciso fazer perguntas, descortinar a visão política de Luiz Edson Fachin e apresentar uma interpretação de seu discurso.

Não posso dizer que a culpa seja de Fernando Henrique Cardoso. Cada um avalia as prioridades, organiza a agenda, é uma escolha política: a homenagem a Fernando Henrique em Nova York ou a sabatina de candidato ao Supremo no Brasil. O resultado é que não foi dada toda a atenção à hipótese de o governo aparelhar o Supremo e bloquear as conquistas da Operação Lava Jato.

Estou, talvez, reduzindo a escolha de um juiz a um fato conjuntural. Mas o escândalo da Petrobrás é mais que isso, é o espaço em que se vai jogar o que mais interessa às pessoas que foram às ruas: avançar na luta contra a corrupção.

Vivemos um momento em que nem governo nem oposição se movem de forma articulada, com ideias claras e compartilhadas sobre sua trajetória. Vivi outros momentos assim, mas muito rápidos. Usávamos uma expressão para descrevê-los: a vaca não reconhece seus bezerros.

Num texto para homenagear Robert Frost, John F. Kennedy escreveu: a poesia é o meio de salvar o poder de si próprio. Sem menosprezar a poesia, tenho uma expectativa mais pedestre: só as pessoas, com suas dificuldades cotidianas, sonhos e frustrações e pequenas conquistas, podem salvar o poder de sua degradação. Nenhuma força política parece preocupada em responder a essa expectativa com um projeto coerente, verificável nos movimentos cotidianos.

O Congresso parece desgovernado. Vota, simultaneamente, medidas de contenção e de mais gastos. Os repórteres estão sempre fazendo contas para verificar se estamos economizando ou gastando mais.

Era esperado um choque de posições no debate do ajuste; os setores atingidos procuram se defender: não há nenhuma previsibilidade de mudanças no tamanho da máquina nem o tipo de País que vai surgir desse debate. Vendo as universidades federais fluminenses em ruína antes mesmo da aplicação dos cortes, é razoável duvidar da retomada do crescimento com um simples ajuste fiscal. Tudo o que não funciona nos serviços públicos vai ganhar com os cortes uma poderosa desculpa para mascarar a incompetência: não há dinheiro.

Assim, a Nova República vai morrer e nascerá a Novíssima República, como aqueles antigos trens italianos, o rápido, o rapidíssimo, que nunca chegavam na hora. Será difícil achar a luz no fim do túnel se não decidirmos, pelo menos, em que direção procurá-la. O Brasil não precisa apenas de um ajuste fiscal, mas de rever todo o modelo que nos jogou no buraco.

Artigo publicado no Estadão em 22/05/2015

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A difícil relação entre PMDB e Mercadante

O colunista do Radar on-line comenta a relação conturbada entre o ministro-chefe da Casa Civil e o partido de Renan Calheiros. Segundo membros da cúpula do PMDB, Mercadante “estressa” a relação entre o governo e o presidente do Senado. Augusto Nunes sobre a Operação Lava Jato: “A cada passo do escândalo fica mais claro que o juiz Sergio Moro tinha razão”. Rodrigo Constantino fala sobre a baixa qualificação da mão de obra no Brasil. Já Marcelo Madureira, do Rio de Janeiro, comenta as regalias concedidas ao traficante Fernandinho Beira Mar. Assista.

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Cantinho do Pensamento #13

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OS ULTIMOS DIAS DE STEFAN ZWEIG
autor: Laurent Seksik
Um dos escritores mais lidos e traduzidos da história moderna, com cerca de 60 milhões de livros vendidos pelo mundo, o austríaco Stefan Zweig escolheu o Brasil para passar os momentos finais de sua vida. Deprimido com a expansão da barbárie nazista durante a Segunda Guerra Mundial, foi em Petrópolis que, ao lado da esposa Lotte.
http://casseta.me/1dY4QsQ

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COMO CHEGAMOS ATE AQUI: A HISTORIA DAS INOVAÇOES QUE FIZERAMA NOSSA VIDA POSSÍVEL
autor: Steven Johnson
Refrigeração, relógios, lentes, água potável, gravação de som e luz artificial – elementos fundamentais de nossa vida diária – são esquadrinhados de forma totalmente original, desde sua remota criação por inventores diletantes, amadores e empreendedores visionários, aos efeitos e evoluções que desencadearam.
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SAPIENS: UMA BREVE HISTORIA DA HUMANIDADE
autor: Yuval Noah Harari
“Ilumina as grandes questões da história e do mundo moderno.” Jared Diamond, autor de Armas, germes e aço “Este livro fascinante não pode ser resumido; você sim­plesmente terá de lê-lo.” Financial Times “Harari sabe escrever […] de verdade, com gosto, clareza, elegância e um olhar clínico para a metáfora.
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No encontro entre Dilma e Obama, Mercadante será o pateta

O Belo Marcelo Madureira e a Fera Joice Hasselmann falam sobre a próxima jogada do marqueteiro João Santana na tentativa de recuperar a popularidade da governante. E a reunião entre Dilma e Obama contará com a participação especial do pateta brasileiro, o ministro Mercadante. Escolha quem levará o título de panaca da semana. Em 1º lugar está Lula. Na segunda posição, João Vacarri Neto. E na lanterna, Rubinho Barrichello. Vote!

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PRIMEIRO DE ABRIL! DILMA, A MENTIRA COM A PERNA CURTA.

resteloDILMA: A MENTIRA COM A PERNA CURTA

Hoje é primeiro de abril. Fazendo as contas, faltam ainda três anos e nove meses para a presidente Dilma concluir o seu segundo mandato. Dilma Rousseff elegeu-se à custa de mentiras. A primeira grande potoca veio do cafajeste, seu antecessor, que ungiu a candidata, apodando-a de “a mãe do PAC”, de “gestora”, “competente” e outras baboseiras. Um típico caso de PROCON. Na reeleição a Sra. Rousseff arrumou mais um comparsa, “o genial” marqueteiro João Santana, um sujeito sem escrúpulos, que promoveu uma campanha terrorista em que valia tudo e mais um pouco para reeleger a “presidenta”. Dado a laivos intelectuais, Santana acusou os opositores do lulopetismo de pessimistas amargos e ressentidos com as “conquistas” dos governos do PT. Para tanto, o pernóstico baiano foi procurar na obra de Camões uma figura que simbolizasse a oposição. Encontrou o Velho de Restelo, personagem criado por Luís de Camões no canto IV da sua obra Os Lusíadas. O Velho do Restelo simboliza os pessimistas, os conservadores e os reacionários que não acreditavam no sucesso da epopeia dos Descobrimentos Portugueses, e surge na largada da primeira expedição com avisos sobre a odisseia que estaria prestes a acontecer. Orientada pelo seu sagaz marqueteiro, a candidata Dilma passou a chamar aqueles que não acreditavam nas suas petas mal-ajambradas de “Velhos de Restelo”.
Mas não é que, pela primeira e única vez na vida, concordarei com a D. Dilma Rousseff? Basta ler, na íntegra, os versos do sábio idoso de Restelo para verificar que, na infeliz comparação, a presidenta tinha toda razão. Nós somos os Velhos do Restelo. É só ler:

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(O Velho do Restelo)
“Mas um velho d’aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C’um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

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—”Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

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— “Dura inquietação d’alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!

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—”A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D’ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

Os Lusíadas, Canto IV, 94-97

E, como um audaz navegador lusitano, vou mais longe: para concluir e esnobar um pouco da minha vastíssima cultura, posso vaticinar que, pelo andar da caravela, o governo da D. Dilma não vai ultrapassar o Bojador.

E tenho dito.

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