Câmara dos deputados veta lançamento do livro do Agamenon

agamenon

Depois de tudo agendado e com data marcada, a Câmara voltou atrás e vetou o lançamento do novo livro de Agamenon Mendes Pedreira, que seria realizado no Salão Nobre, no dia 16. O título do livro não poderia ser mais adequado — “Rouba Brasil”.

A Câmara, presidida pelo notório Eduardo Cunha, enviou ontem uma carta à editora Matrix jogando um balde de água fria na ideia “por não tratar de assuntos relevantes para a Casa”. Sem problemas. A Matrix agora está em negociações para lançar “Rouba Brasil”  na Bahamas, a mais famosa boate de prostituição de luxo de São Paulo.

Fonte: O Globo.

70
ao todo.

AGAMENON FAZ 90 ANOS

Agamenon

O jornal O Globo completa 90 anos de existência. Parabéns!

Durante 25 anos, ininterruptamente, Hubert e eu publicamos a coluna humorística do Agamenon Mendes Pedreira. Portanto, participamos de 28% da vida do jornal. Sem nenhuma modéstia, a coluna do Agamenon era leitura obrigatória aos domingos, sem contar as coberturas especiais nas Copas do Mundo, Olimpíadas etc, quando eram diárias.

A coluna do Agamenon foi criada em resposta a um convite dos queridos e saudosos Sonia Biondo e Evandro Carlos de Andrade.

Um belo dia, em maio de 2013, fomos convocados à redação e sumariamente demitidos por um bedel da direção. O diretor do jornal (cujo nome não merece ser mencionado) sequer teve a hombridade de nos demitir pessoalmente. Só depois, e por “sugestão” de nosso amigo, o jornalista Merval Pereira, nos recebeu para confirmar a decisão. Acolitando, uma dessas “executivas-modernas-competentes” tão em voga em tempos de Dilma, que também não teve a dignidade de ficar cinco minutos na sala. A desculpa, esfarraparada, para a interrupção da coluna era que eles iriam “modernizar” o jornal. É o que estamos vendo.

Como indenização para tão súbita e violenta decisão, nada além do contrato. Nem um relógio fuleiro para celebrar a efeméride. Vale lembrar que durante mais de 15 anos não tínhamos com O Globo nem uma folha de papel assinado. Era tudo no fio do bigode. Outros tempos, outros homens.

A ideia inicial do “genial homem de imprensa” era interromper a publicação imediatamente. Fizemos ver aos “sábios da redação” que tal medida não levava os leitores em consideração. Sugerimos inventar uma história para o afastamento do Agamenon.

Vida que segue, fomos carinhosamente acolhidos pela Veja para cobrir a Copa do Mundo de 2014 e hoje, em respeito aos nossos “17 leitores e meio, não esqueçam do anão”, continuamos publicando o Agamenon religiosamente todas as quintas-feiras no site da Casseta e no site O Antagonista, do Diogo Mainardi. Para isso não recebemos nada, rigorosamente nada. Isso se chama compromisso com o leitor e dignidade. Muito me orgulho.

O Globo faz 90 anos e não faz nenhuma menção à coluna do Agamenon. Uma espécie de Pravda tupiniquim deslocado no tempo e no espaço.

É claro que o meu coração ”é um pote até aqui de mágoa”, mas eu entendo. Se o Evandro e o Dr. Roberto Marinho estivessem vivos, isso não teria acontecido. São outros tempos, outros homens…

Este artigo é de minha total responsabilidade. Meu amigo, sócio e parceiro Hubert não tem nada a ver com isso. Peço que as Luparas da vendeta sejam apontadas diretamente para minha pessoa.

E tenho dito.

334
ao todo.

Barroso do Amoral

durante-sabatina-no-senado-o-advogado-luis-roberto-barroso-defendeu-a-pr_1

Na sessão de ontem do STF, o ministro Luís Roberto Barroso justificou o sobrenome e já disse ao que veio. Na retomada do julgamento do mensalão, Barroso reduziu a importância dos crimes cometidos como “uma tradição lamentável, que vem de longe e relativizou o caso, uma vez que acha … questionável a afirmação de se tratar (o mensalão) do maior escândalo político da História. E prossegue o Barroso: “…não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção. Não há corrupção melhor ou pior. Dos “nossos” ou “deles”. Não há corrupção do bem. A corrupção é um mal em si e não deve ser politizada”.  Seria bom o ministro esclarecer desde já quem, no seu ponto de vista, são exatamente os “nossos” e os “deles”. Seria bom. E o Barrosão não para por aí. Atacado de incontrolável verborreia jurídica, afirma que é um engano achar que a solução para o problema da corrupção é a cadeia e a punição exemplar dos condenados. E mais, que se tivesse participado do julgamento inicial, teria sido mais benevolente nas penas e na interpretação dos fatos.

Como diria Jack, o estripador: vamos por partes. O primeiro raciocínio do ministro é que os crimes cometidos são uma tradição lamentável… Ora, ministro, se a Humanidade tivesse uma cabeça igual à sua, ainda teríamos a poliomielite, a varíola, andaríamos  a pé, não construiríamos pontes, estradas, edifícios, jamais o Homem teria ido à Lua… Afinal, para que a ousadia de querer transformar (e melhorar) a realidade que nos cerca já que tudo não passa de uma “tradição lamentável”? Ainda bem que eu sou engenheiro!

Outra. Se o mensalão foi ou não foi o maior escândalo da História eu não sei, pois o Barroso não empresta essa régua. Mas que foi um ataque à Democracia e à Constituição, alguém tem dúvida? Logo o senhor, Seu, quer dizer, Doutor Barroso, que se orgulha de ser um sábio constitucionalista?

E por último: se cadeia dura não é solução para o problema da corrupção, então qual é a pena? Liberdade imediata para todos os ladrões de galinha! A benevolência insinuada que teria, caso tivesse participado do julgamento inicial, é mera consequência deste raciocínio.

Não posso me furtar a um último comentário maldoso e prenhe de preconceito. Mas vendo o ministro na televisão, observei que ele faz a sobrancelha (será com pinça ou fio de seda?), que fez plástica  no rosto e que, ao ler o seu voto, escande as sílabas com alguma afetação: PÊ-TÊ, PÊ-ESSE-DÊ-BÊ, PÊ-EME, DÊ, BÊ… sei não, mas pra mim esse ministro é Vasco.

Ah! Vaidade, vaidade. Tudo é vaidade.

Agradeço ao ínclito e imortal jornalista Merval Pereira, que teve a pachorra de acompanhar e transcrever o voto do Barroso que utilizei aqui. Merval, são os ossos do orifício…

E tenho dito!

Não percam o Agamenon de hoje em:   http://www.casseta.com.br/blog/2013/08/15/onde-esta-amarildo-e-o-trem-bala/

448
ao todo.

EM CAMINHO DE PACA, TATU CAMINHA DENTRO

images

Continuo a série de artigos insuportáveis sobre a fauna pantaneira. Assinei um contrato milionário com a revista Nature que me obriga a encher o saco dos meus dezessete leitores e meio com essa inana até amanhã. Hoje vou tratar da capivara, esta mesma capivara que frequenta as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, e que mora de favor na casa da jornalista Cora Rónai. Influenciadas pela sra Rónai, as capivaras, mesmo aqui nas profundezas do Brasil, passam os dias no banhado cutucando os seus iphones, ipads e todas as traquitanas virtuais em que a jornalista é especialista. As capivaras vivem em bandos e têm uma comunidade no Facebook. Depois das capivaras, tem os tatus, que na Barra da Tijuca são chamados de armadillos. Os tatus se dividem em quatro espécies, a saber: o Tatu  Bola, o Tatu Canastra, o Tatu Galinha e o Peba. o Tatu Peba tem a fama de praticar a necrofilia, ou seja, cava buracos nos cemitérios para comer os defuntos recém enterrados. Por isso mesmo, os matutos não comem a carne do Peba que também é conhecido como papa-defunto. Dizem que a carne do Tatu Galinha é muito saborosa e que tem gosto de galinha. Ora, se tem gosto de galinha porque comer o Tatu?  Melhor comer direto a galinha. Aliá , não sei se vocês repararam mas, tudo que não é porco nem boi, dizem que tem gosto de galinha.  No pantanal vive também a Anta, quer dize , vivia,  pois parece que todas as antas se mudaram para Brasília, onde trabalham no serviço público. A Anta , ou Tapir, é o maior mamífero da América do Sul e possui, no lugar do nariz, uma pequena tromba que, se corretamente estimulada, pode levá-la ao orgasmo. Tem também a Queixada, espécie de porco do mato, que parece mais um javali com aqueles enormes caninos, quer dizer,  javalinos, os quais batem feito castanholas quando se encontra em perigo.  As Queixadas também andam em bandos e são muito perigosas.  Disfarçadas com a camisa do Flamengo, bandos de queixadas costumam promover arrastões nas saídas dos jogos no Maracanã. Parece  que algumas queixadas foram vistas ontem no Leblon. O tamanduá e o jacaré  ficam para amanhã. E não se esqueçam de ler a coluna do Agamenon.

 

18
ao todo.

“Acreditava que eu era o Woody Allen brasileiro”

O paranaense Marcelo Garmatter Barretto cultiva um casamento de duas décadas com a Rede Globo. No final de março, ele e seus parceiros de “Casseta e Planeta” retornaram à programação da emissora depois de uma pausa para pensar na relação. Fora do ar, Marcelo irá completar bodas de prata com a mulher, Cláudia, que não é muito chegada em humor. Aos 56 anos, três filhos, o ex-professor de matemática do Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) que adotou o nome artístico Marcelo Madureira depois de viver o palhaço Madureira em um circo fala sério sobre seus traumas, o humor e a produção cultural do País.

(Leia a entrevista aqui ou no site da revista ISTOÉ)

8
ao todo.