AUTOENGANO

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O Brasil é vítima de AutoEngano. AutoEngano é uma mentira que inventamos para nós mesmos e que, depois de tanto repeti-la, passamos a acreditar. A derrota clamorosa da Seleção foi mais um sintoma desta epidemia nacional. Acreditava-se que o Brasil tinha uma equipe competitiva, capaz mesmo de alcançar o título mundial. Não tinha. E, como em todo AutoEngano, descobre-se da maneira mais trágica possível. O confronto com a realidade é cruel, devastador, leva ao sofrimento, mas também permite uma reflexão.

Que esta lição durante a Copa do Mundo nos sirva para alguma coisa. Vivemos no Brasil vários AutoEnganos. Muitos promovidos pelos últimos governos, seus marqueteiros e aliados. Criou-se um país de mentira, destes que só existem em propaganda política. O Brasil do “nunca antes na história deste país…”. A propalada revolução social não aconteceu. O que existe são programas sociais assistencialistas. O que existe é crédito fácil para uma população carente endividar-se enlouquecidamente e, assim, permanecer cada vez mais cativa e dependente da aliança perversa entre a plutocracia e o lulopetismo. Como o próprio ex-presidente em exercício, o Lula, reconhece, nunca os ricos ganharam tanto como na era PT.

É o grande arco de alianças formado por Lula – Dilma – Sarney – Renan – Collor – Maluf, entre outros, e que se uniu para “mudar”. Mudar pra ficar tudo ficar exatamente como já estava. No mesmo atraso de sempre. E este é o grande AutoEngano brasileiro. Quer dizer, acredita nele quem quiser.

Para se aprofundar no curioso fenômeno do AutoEngano, recomendo a leitura de “AutoEngano”, do Eduardo Giannetti.

E tenho dito.

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ao todo.

COPA, COZINHA E DEPENDÊNCIAS DE EMPREGADA !

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E a Copa começou. Primeiro um pai zeloso chamando a  atenção do filho, menor de idade, que tirava onda de black bloc pelas ruas da zona leste de São Paulo. Depois foi a vez da torcida brasileira sugerir que a presidente Dilma Roskoff deveria introduzir objetos rombudos em recantos remotos de sua (dela) anatomia. Em defesa de sua criatura, o ex-presidente em exercício, Lula da Silva, sugeriu que quando as pessoas têm acesso ao conhecimento e às proteínas, elas perdem a educação. Não poderia ter sido mais infeliz na sua declaração.

É certo que se tinha algum pobre nas arquibancadas do Itaquerão, era um ponto fora da curva. Portanto, os insultos lançados na direção da presidente tinham como remetentes a nata da sociedade brasileira. Mandar jogador de futebol, técnico, juiz, bandeirinha  ou qualquer outra personalidade presente tomar-não-sei-o-quê-não-sei-aonde é prática comum nos estádios. Portanto, a aristocracia nada mais fez do que seguir um padrão de comportamento habitual em grandes eventos. Cabe aí uma reflexão. Pense no assunto, querido(a) leitor(a), e me escreva.

Como era de se esperar, as manifestações vão se diluindo e um clima alegre de Copa vai tomando conta do país. Andar pelas ruas de Copacabana, transformada em Babel tropicalista, é uma aventura inesquecível e divertida. Mas atenção: deixe a carteira em casa.

Xingamentos fora, tivemos uma seleção ainda irregular, mas Oscar deu um exemplo magnífico de que treino é treino e jogo é jogo. Neymarketing, por sua vez, chamou para si a responsabilidade de todo líder. Cabe ao resto do time seguir o exemplo destas duas lideranças. O Brasil que queremos não repudia qualquer “ajuda” do juiz, leia-se FIFA, para conquistar o título.

Não assisti ao naufrágio da Espanha, o que vi foi uma vitória magistral da Holanda em partida singular e que vai entrar para os anais das Copas do Mundo. Também vi a Costa Rica David derrotar o Golias uruguaio, que entrou em campo arrogante, tropeçando no salto alto. Colômbia e Chile não são essa bola toda. A Grécia nos deu a democracia, o churrasco grego, o beijo grego, o amor grego, mas ficou devendo o futebol. Inglaterra e Itália não poderiam ter jogado na escaldante Manaus. O clima da Amazônia não é propício à prática do balípodo. Mesmo assim, Pirlo provou que é daqueles que vai entrar para o panteão dos craques, e Balotelli esculpiu com o cinzel de Michelangelo um lance incrível: encobriu com displicência o goleiro Hart, mas o zagueiro Jagielka salvou, de cabeça, em cima da linha. Isto é futebol. Arte, drama, coragem, tudo junto ao mesmo tempo.

Minha grande alegria: Agamenon Mendes Pedreira publicado nas páginas da Veja!!!! Vitorioso e altaneiro, como sempre. Não deixem de ler o velho Agamenon também nas edições da Veja On Line em artigos inéditos, em cima da hora!!!!

E tenho dito.

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ao todo.