O X DO PROBLEMA

Corrupção

O provincianismo é outra característica muito peculiar do brasileiro. É a incapacidade de enxergar o mundo ao redor, de querer entender o tempo em que vive. A nossa vista não ultrapassa o buraco do umbigo. Por isso mesmo nos referimos a tudo que não está situado no Brasil como “lá fora”. É muito sintomático. Uma forma curiosa e simplista de tratar o resto do mundo como uma coisa só, uniforme, e que somente em algumas circunstâncias nos diz respeito. Basta dar uma espiada na cobertura internacional da imprensa brasileira.

O provincianismo é espantoso principalmente na nossa upper class (e que se acredita cosmopolita). Nossa aristocracia, por mais que frequente Nova Iorque, Paris, Zurique ou as Ilhas Cayman, se recusa a se inserir no mundo contemporâneo. Pois é aí que entra a dialética: esse provincianismo está matando nosso secular coronelismo.

Aferrados aos seus feudos, nossos coronéis e os seus criminalistas ainda não se deram conta das mudanças estruturais que estão acontecendo, como eles dizem, “lá fora”.
O 11 de setembro foi um marco importante nesse processo. Os estados centrais intensificaram os sistemas de vigilância e controle. As sociedades mais avançadas entenderam que só se controla o terrorismo, o crime e outras ameaças ao Estado e à comunidade através de uma vigilância intensa e sistemática do fluxo de informações, inclusive do registro visual “on the spot”.

É praticamente impossível hoje se fazer alguma coisa sem que não se seja filmado por câmeras. A privacidade é o custo da segurança. Além disso, e talvez mais importante, é o controle das movimentações financeiras mais relevantes. Acordos internacionais tornam esse sistema cada vez mais capilarizado. A partir de 2018, fecha-se o cerco e será praticamente impossível a “lavagem” de dinheiro sujo. Não que a “bandidagem” não seja capaz de inventar novos meios de troca para obter a sua renda ilegal, mas esses processos terão que ser cada vez mais criativos, sofisticados e, portanto, mais caros.

Esse foi o caminho encontrado pelos EUA e seus aliados para se defender do terrorismo e da bandidagem organizada, duas organizações que sempre andaram de mãos dadas.

Por outro lado, e isso Carlos Marx sequer sonhou, a pulverização do Capital intensificou-se. As grandes corporações são propriedade de fundos de investimento e, portanto, de milhões de pessoas físicas que não admitem a prática da corrupção porque aumentam os custos das empresas, diminuindo os seus dividendos.

A corrupção não é apenas de uma questão moral, pois diminui a eficiência do capital no sentido contrário à racionalidade da Economia.

Eis o busílis! A operação Lava Jato, concebida e executada por jovens juízes, procuradores e policiais, feriu gravemente a nossa plutocracia provinciana. Esta rapaziada tem sólida formação moral e técnica. Muitos estudaram em centros prestigiados e conhecem profundamente as novas tecnologias de controle do fluxo de informação. Se dependêssemos da velha guarda da nossa Justiça, as coisas não teriam a menor chance de mudar. Hoje a Lava Jato é irreversível e está em consonância com as exigências de compliance que estão acontecendo “lá fora”.

Mas vejam bem: a recuperação do nosso Patrimônio Cívico (termo que pego emprestado do André Lara Resende), não é jogo jogado. O arcaico brasileiro tem uma inacreditável capacidade de se adaptar e ainda está no controle da máquina. Cabe à opinião pública, a sociedade organizada, fazer pé firme no apoio a essas transformações.

E tenho dito.

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