Reforma econômica

O Congresso Brasileiro tem que votar a PEC 241, uma mudança no texto da Constituição que quer estabelecer um teto para os gastos públicos. Dessa forma não vamos chegar no estado em que o Brasil chegou, com essa dívida sem solução. As despesas não podem ser maiores que as receitas.

(Pessoal, como este vídeo está com um corte no final, você pode assistir ao vídeo completo AQUI.)

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PLANTÃO DO MADUREIRA #16 | O Sabão que virou Crack, Vibrador Explosivo e Crise no Mundo do Crime

Este é o Plantão do Madureira em edição extraordinária. E hoje as notícias estão sensacionais.

Olha só, ladrões renderam um motoboy e sabe o que eles levaram? As pizzas. Depois dessa você nunca mais vai se sentir culpado por assaltar a geladeira.

Teve um adolescente que vendeu sabão para os usuários de crack, fingindo que era a droga. Nunca se viu tantos cracudos limpos.

E teve um caso também de um homem que foi preso acusado de guardar um explosivo, mas eu nem vou falar o que era.

Links das notícias originais:
http://bit.ly/297OKyl
http://glo.bo/298tOZE
http://glo.bo/293qE85

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O BRASIL NUM BECO SEM SAÍDA

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No meu modesto pensar, o núcleo da crise em que vivemos é de natureza ética, moral. A política e a economia são apenas sintomas de um comportamento generalizado que os governos lulopetistas levaram às últimas consequências. São expressões do tipo “Quando eu cheguei, já estava assim…” ou “Mas sempre foi assim…” e ainda “No final tudo dá certo…”, acompanhadas da inefável explicação de que “Deus é brasileiro”. É a cultura do “jeitinho”, da “carregação”, da “tapeação” e das coisas feitas a meia-boca . Tudo isso para tentar enganar os outros e principalmente a nós mesmos. Nos recusamos a reconhecer a nossa incompetência, a nossa mediocridade, a nossa preguiça atávica respondendo com a malemolência do mulato inzoneiro. Não passamos de um bando de jecas-tatus acocorados pitando um cigarrinho de palha – “Qual dotô, se miorar estraga…” ou, pior, “Eu só me acerto é com o governo…”. Não poderia mesmo dar certo, era só uma questão de tempo.

Esse estilo Macunaíma de viver se esgarçou, não funciona mais. Deu ruim.

Nos recusamos a reconhecer as nossas limitações, que são muitas. Achamos tudo que é brasileiro sensacional e exuberante. Bobagem. Somos muito autocomplacentes, esperando que os outros também o sejam conosco. Nos transformamos num povo cínico, que não fica indignado com nada, nem quando é maltratado, roubado e espoliado pelos seus concidadãos. Apenas lamentamos não participar das boquinhas e negociatas.

Não é de espantar que, cada vez mais, grandes segmentos da população vão procurar no obscurantismo da fé as referências morais que não encontram na sociedade. Aí temos um terreno fértil para fundamentalismos moralistas e preconceituosos, inclusive nas seitas pentecostais, cuja estrutura teológica é quase nenhuma. Basta ver a densidade intelectual de suas lideranças, cuja grande vocação na realidade são as finanças.

Bem, pelo menos um fato podemos comemorar: os black blocks foram derrotados.

Mas existe um caldo de beligerância fermentando nos subterrâneos da Nação e nas ditas redes sociais. Cultiva-se um antagonismo irreconciliável jamais visto na história republicana. E essa obra tem dono, mestre e contramestre. Sim, ele, sempre ele, o senhor Lula.

Hoje o país se encontra à deriva, encurralado. Não temos sequer as escolhas e possibilidades de uma encruzilhada. Os políticos de oposição sabem que assumir o poder agora é comprar o mico-preto. E será pior com o PT e Lula fora do governo jogando pedras na vidraça. Para a Oposição, a alternativa será deixar este governo se arrastar sangrando até 2018. Será que eles não entendem que a população não aguenta esse tipo de proposta? O desemprego, a fala de investimentos, a precariedade dos serviços, tudo isso só vai piorar.

E então? Como é que fica? Para onde vamos? O que dizer para o povo no dia 16 de agosto?

Honestamente, não tenho a menor ideia.

E tenho dito.

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Todo mundo enrolado do Petrolão

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Fernando “Baiano” Soares, Marcelo Odebrecht, Otavio Marquez de Azevedo… “Isso parece mais listão de vestibular, vestibular para a cadeia”, comenta o colunista de VEJA Marcelo Madureira. Além disso, o almirante Othon Luiz Pinheiro, da Eletronuclear, acabou preso no quartel. Assista ao bate-papo divertido no ‘O Belo e a Fera’, com Joice Hasselmann. Assista!

 

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É GRAVE A CRISE, MAS NÓS VAMOS SAIR DELA

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A situação do Brasil é grave. Muito mais grave do que se possa imaginar. Tenho como passatempo estudar a nossa história e não encontro nada parecido na narrativa republicana. O país, sem rumo, está à deriva. A presidente não governa, não tem planos. O Legislativo é uma imensa geleia geral e o Poder Judiciário não inspira confiança na população. Já basta, né?

Para o PT e para o Lula caírem fora do poder agora é bom negócio. Passam de vidraça a pedra, e o Lula, canalha que é, tem ainda três anos para limpar a sua barra. Quer dizer, se não for preso na operação Lava Jato.

O que vai ficar na memória dos brasileiros vai ser “os bons tempos da era Lula”, quando tínhamos crédito, emprego, bolsa-qualquer-coisa e tudo ia bem. Ninguém vai querer saber quanto custou esse maná. Ninguém vai entender que a situação em que nos encontramos é a consequência da demagogia, irresponsabilidade, incompetência e roubalheira dos lulistas e seus comparsas. Isso para não falar da falta de um plano para o país. O negócio é o poder, só o poder.

Saindo Dilma, impichada ou renunciada, o governo cai no colo do PMDB, que vai precisar do PSDB para tocar o barco. Com o lulopetismo fora do poder, finalmente poderemos fazer uma autópsia do Brasil. Autópsia, sim, pois o Brasil é um país morto.

Aí vamos ver o tamanho real do buraco da Petrobras, da Eletrobrás, dos Fundos de Pensão, dos Correios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de todo e qualquer lugar onde o PT e seus acólitos puderam exercitar a sua roubalheira e incompetência. Só assim nós, brasileiros, teremos conhecimento do profundo buraco em que estamos.

O Brasil vai precisar de muito tempo para se recuperar da hecatombe lulopetista. Não é só isso, para sair desse buraco, vai custar muito sacrifício e, como sempre, quem vai pagar mais caro são aqueles que menos têm para dar, vítimas da incompetência e desonestidade dos lulopetistas e seus sócios.

Será necessário um esforço hercúleo e um enorme entendimento da população. Para piorar a situação, o Brasil se encontra dividido. Dividido de uma forma jamais vista em nossa História. E essa divisão muito interessa a Lula e aos radicais petistas.

Por isso mesmo será necessário um imenso trabalho de esclarecimento à nossa população, principalmente às camadas menos favorecidas. Será fundamental explicar como e por que o país chegou ao estado em que está e, principalmente, quem são os responsáveis por este descalabro.

O Brasil vai precisar recuperar a credibilidade na comunidade internacional, pois, sem o seu apoio decisivo, não vai conseguir sair do atoleiro.

Agora vamos à parte boa. Estamos à beira de uma excelente oportunidade para desenhar um futuro de longo prazo para o nosso país. E, mais que isso, podemos construir um caminho consistente para realizá-lo.

Alguns pontos:
Antes de mais nada, reorganizar as contas públicas, reformar e adequar o aparelho de Estado para que seja funcional.
Realizar as reformas estruturais que tanto precisamos: política, tributária e o que mais for necessário.
Investimento pesado em Educação e programas de aumento da produtividade com participação efetiva de toda a sociedade.
Políticas de bem-estar e justiça social realistas, com porta de entrada e saída.
Estimular a população em todos os níveis de renda a participar da vida comunitária.
Estímulo decisivo em favor da poupança das famílias.
Estímulo a investimentos em infraestrutura.
Meritocracia como valor social.
Transparência total na gestão e aplicação dos impostos arrecadados.

Já tá bom, né?

E tenho dito.

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GOVERNOS E FRALDAS

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Eduardo Giannetti

A duas semanas da posse, o governo reeleito dá mostras de que está sem projeto, sem força política e sem autoridade moral.

O que se anuncia é um mandato anêmico, pautado por crises sucessivas e medidas improvisadas visando contê-las. O quadro reforça a pertinência da recomendação, atribuída a Eça de Queiroz, de que governos e fraldas devem ser trocadas periodicamente – e pelo mesmo motivo! Como não foi o caso, resta amargar.

A virada foi completa. Em poucos anos, o Brasil passou de estrela emergente a país submergente. Se por um breve interlúdio gozamos a ilusão da “‘ilha da prosperidade em meio a um mar turbulento” (para evocar o bordão do general Geisel ressuscitado por Lula 2), agora estamos perto de virar o oposto. Enquanto o mundo reemerge, o Brasil afunda.

O que deu errado? As causas próximas são múltiplas e vão desde os equívocos e barbeiragens da política econômica (macro e micro ) à aposta redobrada no modelo do presidencialismo de condomínio, por meio da cessão de glebas do governo ao que há de pior na política brasileira. Penso, no entanto, que na raiz do nosso processo existe um fator subjacente comum e de amplo alcance.

O ponto é que os governos petistas – e com mais ímpeto após a eclosão do mensalão na política e na crise de 2008 na economia – levaram a deformação patrimonialista do Estado brasileiro a um novo e exacerbado patamar, com tudo que isso acarreta em termos de distorção nas relações entre o público e o privado, piora na alocação de recursos, ruína da governança e degradação dos padrões éticos.

A melhor evidência disso é a Petrobras. A cada nova revelação, a saga se torna mais emblemática. O maior escândalo de corrupção da história do Brasil – e o certame não é fácil – não é fruto apenas da fraude contábil e da ganância corporativa, como no colapso da Enron americana.

O que temos aqui são empresas privadas, burocratas estatais e políticos em estreito e estruturado conluio visando maximizar, à guarida dos “donos do poder” e às custas do resto da nação, lucros espúrios, fortunas pessoais e projetos de apropriação continuada do Estado.

O “capitalismo politicamente orientado” não nasceu com o mandarinato petista – veio com as caravelas -, mas foi levado ao paroxismo por ele. A recaída patrimonialista é o enredo cifrado do drama cujo desenrolar anima a crônica diária da encrenca econômica, ética e política em que estamos metidos.

Embora não esteja ao alcance das instituições , quando são boas, fazer todo um povo prosperar – só o trabalho, a inovação e o cuidado com o amanhã tem tal poder -, elas são capazes, quando nocivas, de condená-lo à eterna mediocridade.

 

Artigo originalmente publicado na Folha de São Paulo em 19 de dezembro de 2014.

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