Burkini

A discussão do burkini é polêmica. Se uma mulher ocidental for à Arábia, ela é obrigada a cobrir os cabelos, não importa a religião. Já nos países ocidentais, as mulheres podem usar burca.

Essa proibição do burkini nas praias da França não faz o menor sentido pra mim.

Eu queria saber a opinião de vocês sobre essa questão.  O Mundo anda muito complicado.

TERRORISMO, ATENTADO E HISTERIA

Uma das piores sequelas provocada por um atentado terrorista é a histeria. A histeria só leva ao pânico e o pânico leva a decisões e conclusões quase sempre equivocadas. Na verdade, disseminar a histeria e o pânico é o principal objetivo de qualquer atentado terrorista que se preza.

Vamos examinar rapidamente a tragédia de Nice no último 14 de julho.

Três possibilidades se apresentam e todas são, até agora, igualmente prováveis. A primeira é a de ter sido mesmo um ataque terrorista. A segunda é de ter sido um ato isolado provocado por um psicopata em crise e que, portanto, não pode ser responsabilizado por seus atos. Uma terceira hipótese seria um pacato cidadão, recém-abandonado pela mulher, suspenso no emprego por dormir ao volante e, portanto, deprimido. Em surto, o sujeito resolve promover uma tragédia talvez para diminuir a imensidão de sua tragédia pessoal e chamar a atenção para a sua pessoa. Ou seja, caímos no Buraco Negro dos mistérios incontroláveis, insondáveis e incompreensíveis da alma humana. Essa terceira possibilidade é justamente aquela que menos desejamos por ser justamente a mais aterradora.

Acontece que o indivíduo tem nome muçulmano e é franco-argelino. Pronto, a imprensa toda se encarrega de espalhar a histeria. Chega a ser patético os canais de notícias, em busca de audiência, ficarem horas e horas noticiando a mesma coisa ao mesmo tempo que especulam sobre o fato sem nenhuma evidência concreta.

Na verdade existe um desejo subjacente de que seja realmente um atentado terrorista uma vez que assim, voilá!,  fica tudo esclarecido e justificado. Mas não é, as armas no caminhão eram de plástico e o prototerrorista, pelo menos até agora, não tem nenhuma ligação com grupos radicais ou similares.

Quem ganha com isso? Os grupos terroristas, que no mínimo creditaram na sua conta mais um atentado e, melhor de tudo, grátis.

Vamos parar com esta histeria?

E tenho dito.

 

A FOTO DIZ TUDO

Fotografia é cruel, não tem como esconder nada. Principalmente se olharmos os detalhes, os cantinhos, os objetos, as expressões nos rostos. Enfim, o truque é olhar com calma o retrato. Por isso mesmo, sempre digo que “ler” (?!!!) um exemplar de Caras, além de muito divertido, pode ser uma experiência muito enriquecedora acerca da cultura brasileira. Digo isso porque, na semana passada, me deparei com esta foto aí de cima. Como se pode ver, trata-se de um bando de fundamentalistas de Seca ou Meca, tanto faz, protestando contra a França, ou melhor, contra a civilização judaico-cristã ocidental, da qual, por sinal, orgulhosamente faço parte. O objeto do protesto, vocês já devem estar presumindo, foi a reação do conjunto de nossa sociedade, que não a deles, frente aos atentados de janeiro na França. Em resumo, protestam contra a liberdade de expressão, a favor do antissemitismo e, por consequência ou ‘simbolismo’, contra a França, onde foi criado o moto universal “Egalité, Fraternité et Liberte!”. Ao queimar a bandeira francesa, os cavalheiros acima querem mostrar ao mundo o seu ódio, a sua ojeriza, o seu repúdio a tudo que represente a nossa cultura judaico-cristã e blá-blá-blá. Reparem só na cara dos sujeitos: além do ódio cego, pode-se reparar, em cada um, aquele olhar parvo, de uso exclusivo dos imbecis. Mas o detalhe mais genial é que os fundamentalistas reacionários, conservadores e tradicionalistas tratam de registrar o momento através dos seus smartphones, um dos símbolos maiores da cultura ocidental e satânica. Pelas barbas do profeta! Por que estes caras, que nos odeiam tanto, fazem questão de usar a tecnologia criada por nós, infiéis imundos? Por que insistem tanto em abandonar os seus países para viver em Londres, Paris e Nova Iorque, onde só se praticam “coisas satânicas”? Gostaria que a nossa “presidenta” Dilma, inconteste líder mundial, estabelecesse um diálogo de alto nível com estes caras. Quem sabe se, através do brilhante pensamento de nossa “presidenta”, maior estadista do Ocidente (depois do Evo Morales, é claro), trocasse uma ideia, de preferência com aqueles caras do Estado Islâmico que adoram dar um trato no visual da extremidade superior da anatomia humana.

E tenho dito.