Quando tudo dá errado, aí é que nada dá certo mesmo.

Quando tudo dá errado, aí é nada dá certo mesmo. Vejam o Serginho Cabral. Não bastasse a lanterninha em índices de popularidade entre os governadores. Não fosse suficiente ser o único político a ter uma manifestação 24 horas por dia na porta de casa. E agora, como cereja do sundae amargo, arrebenta uma adutora da CEDAE. Serginho “abusou da regra três, onde o menos vale mais”. Num julgamento apressado pode-se dizer que Sérgio Cabral foi o melhor governador que o Rio de Janeiro teve nos últimos tempos. Mas, pensando bem, estamos comparando com Garotinho, Rosinha Garotinho, Benedita da Silva, Moreira Franco, Brizola, Chagas Freitas e outros menos votados que o antecederam. Depois da fusão parece que os militares lançaram uma maldição na política fluminense. A lembrança que a população tem de Cabral são os ridículos guardanapos na cabeça, os sapatos Laboutin, as viagens a Paris, os voos de helicóptero do cãozinho Juquinha. Aliás, justiça seja feita a Cabral, que dava uma carona para as empregadas no avoante. Não se pode dizer que pobre carioca não anda de helicóptero.

Sobre as babás, uma digressão. Pelo menos aqui, na upper class carioca, as babás são vestidas obrigatoriamente de branco imaculado. Até o tênis. Fico muito constrangido quando, em ocasiões sociais, em meio aos  patrões poderosos, circulam as simpáticas babás de branco alvacento zelando pelos  pequenos fedelhos. Me sinto como num quadro de Rugendas. Voltei ao século 18. Qual é a ideia? Estabelecer de forma bem clara (eu disse “clara”?) quem é quem naquele seleto ambiente? Será que as moças não têm o direito de buscar no vestir alguma identidade própria durante o serviço?

Mas vamos adiante. Aqui no Rio de Janeiro as escolhas, como sempre, são trágicas. Quais são os postulantes nas próximas eleições? Garotinho? César Maia? Lindemberg? Pelo amor de Deus! Poupem os eleitores de escolha tão melancólica. Alguém diria: “Mas tem o Freixo…”.  Gosto do Freixo, mas o problema dele é o partido. Não acredito que o radicalismo do PSOL resulte em boa coisa no executivo.

Enquanto isso, Sarney tem alta do hospital (privado) em São Luís e segue, imediatamente, (de jatinho, é claro) para o Sírio em São Paulo. Ainda não foi desta vez! Porque este Ribamar não segue o exemplo dos outros Ribamares e procura um hospital do SUS ? Enquanto isso, médicos fazem paralisação no país inteiro contra um governo que se recusa a escutar os seus representantes. Adivinha quem sofre com estas paralisações ?

No Brasil inteiro funcionários da INFRAERO também entram em greve, agora contra as privatizações dos aeroportos. Adivinha quem sofre neste caos?

Depois ficam todos atônitos quando o povo sai pra rua.

Tenho dito.