Antissemitismo nos dias que correm!

O antissemitismo em estado cru, aquele dos Protocolos dos Sábios do Sião, sobrevive nos subterrâneos, quase clandestinos, mas seus axiomas formam um texto oculto de uma versão repaginada, publicável, da aversão dos judeus. “Israel é aberração; os judeus, não” – título da coluna do Ricardo Melo (28/7) sintetiza essa versão, que escolhe não dizer o seu nome. (leia mais aqui)

 

 

BOMBA ! BOMBA !

Hoje, 6 de agosto, há 68 anos atrás, os Estados Unidos lançaram  uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima no Japão. Dois dias depois, foi a vez de Nagasaki. Em segundos, centenas de milhares de pessoas morreram. Algumas (muitas) foram virtualmente vaporizadas. Outras foram morrendo ao longo dos anos, vítimas da radiação. Nunca nenhuma outra arma havia se mostrado tão letal, tão devastadora. Terminava ali a Segunda Guerra Mundial, o maior conflito bélico de toda a história da Humanidade em termos absolutos e relativos. Mais de duzentos milhões de mortos. Pela primeira vez, populações civis indefesas foram alvos primários de ações militares. Como que um epílogo da Hecatombe, segue-se a Guerra Fria, conflito não declarado entre as esferas socialistas e capitalistas, com áreas de atrito pontuais e a permanente ameaça de um conflito nuclear generalizado. A qualquer momento, o Juízo Final, Armagedon, para, muito provavelmente, botar um ponto final na existência da nossa espécie no planeta. Com a falência  do “socialismo real”, a queda do Muro de Berlim termina esta última etapa do conflito. Desde então, vivemos num mundo sem Utopias. Alguém aí tem um algum projeto para a Humanidade? Quais os caminhos a seguir? Quais são os nossos valores? Por que acordamos todos os dias para estudar, trabalhar, amar, educar, construir ?

A grande lição do século 20 foi a de que totalitarismos não funcionam. Tanto de esquerda quanto de direita. Regimes de força reduzem o cidadão ao nada e a tirania conduz a sociedade a uma servidão existencial. Fora da Democracia não existe solução. Fora do permanente contraditório de ideias, fora o permanente equilíbrio entre os Poderes, fora a alternância no exercício do Poder, fora o respeito às leis e aos contratos, fora o respeito às minorias e aqueles que divergem, não existe salvação. Não existe milagre e, muito menos, os Messias  demagogos de ocasião.

Tenho dito.