PLANTÃO DO MADUREIRA #19 | Jesus Japa, Selfie no Peru e Ladrão de Vovó

Confira no Plantão do Madureira de hoje: Documentos alegam que o verdadeiro Jesus Cristo viveu de boas no Japão e, o que foi crucificado, era um fake! Olha que loucura! Loucura, também, ocorre no Peru, em Machu Picchu, onde um rapaz morreu tirando selfies naquelas ruínas. Por falar em tragédia, um homem acabou sendo preso por roubar comida. Vejam vocês. Pior: era a comida de sua própria avó.

Este é o Plantão do Madureira! Assista os outros vídeos, curta e compartilhe!

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Morreu fazendo Selfie no Peru: http://glo.bo/2a6F3Pc
Jesus Nipônico: http://bit.ly/2abLQs4
Ladrão de Comida da Vovó: http://glo.bo/2atB2Vg

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AGORA DE VOLTA… ASSIM ESPERO… ESPERO(?)

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Toda grande viagem, e principalmente se for de férias, tem um final melancólico. Ou será que só eu sou assim? Será que estou virando veado? Nada a ver com o trabalho porque adoro trabalhar. Para mim, o meu “serviço” é a coisa mais divertida do mundo, são tantas coisas interessantes para fazer. Se tem algo em que eu acertei na vida foi com o trabalho.

Então, afinal, Sr. Madureira, qual a natureza de tão cavo sentimento? Que mal da existência aflige a sua alma inquieta? É o Brasil. O meu problema é o Brasil. Só de pensar no enredo e nos personagens da história a qual pertenço, me inundo  de cansaço e desânimo. Que sociedade a nossa! Tanto por fazer e mais uma enormidade por não fazer, e o que é pior… as pessoas fingem que são felizes. Assim vamos vivendo, sem sair do lugar, atolados em nosso autoengano.

Ontem fui ao consulado do Brasil em Londres. Uma grata surpresa, tive a melhor das impressões. O consulado é bem instalado, mas sem ostentação, e funcional. Todos os cidadãos tratados com o maior respeito e eficiência. A burocracia inglesa foi quem me deu mais trabalho, muito embora tudo feito na maior civilidade. Mas o serviço consular brasileiro foi outstanding! É para isso que pagamos imposto.

Tenho dito.

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EM BUSCA DO PASSAPORTE PERDIDO

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Para se meter numa encrenca, basta andar distraído. Acordei cedo, tomei café, paguei a conta do hotel e chamei um táxi. Embiquei na direção do aeroporto já pesaroso de voltar para o Brasil e os seus embargos infringentes.

Mas na hora do check-in, cadê o passaporte? Estava absolutamente seguro de estar no lugar de sempre e… nada. Bom, então devo ter colocado na mochila.Viro a mochila pelo avesso e…nada do passaporte. Começo a ficar preocupado, procuro de novo nos bolsos, no casaco, mochila outra vez. Nada. Nadica de nada. Uma das piores sensações vai tomando conta da minha “mente”. Perdi o passaporte. Mas como? Em mais de uma centena de viagens por mais de 60 países nunca perdi o documento. Isso nunca me aconteceu antes! Murmuro lamentoso. Uma broxada burocrática! E o que é pior, naquele momento da viagem em que a cabeça já está no destino, só falta a transferência física, uma mera formalidade. Numa última e desesperada tentativa, procuro a seção de “achados & perdidos”. Foi em vão. Pra piorar o que já está ruim, é sábado e o consulado só pode resolver o meu problema na segunda-feira.

A sensação de vazio é imensa. Desmoralizado, volto para o hotel. Um amigo londrino, a quem na véspera me queixara de ter que voltar para o Brasil, sacaneia. Para ele, psicanalista de porta de inconsciente, foi uma atitude claramente freudiana, um ato falho de “não querer voltar…”. É, pode ser. Bom, pelo menos tenho um fim de semana em Londres e posso encontrar o meu parceiro casseta Claudio Manoel e a Valéria. Não deixa de ser um consolo. De 20 centímetros, mais ou menos.

Hoje, domingo, estou apavorado com a ideia de amanhã enfrentar a pequena ilha de burocracia brasileira encravada no centro de Londres. Amanhã conto como foi. E rezem por mim porque eu sou ateu.

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NO CEASA DO JAPÃO

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Quando vier a Tóquio, se é que algum dia você pretenderá visitar a capital do Japão, um passeio imperdível e obrigatório é visitar o mercado de peixes de Tóquio, o Tsukiji Fish Market. Fica no centro da cidade, uma espécie de CEASA , só que dedicado exclusivamente ao comércio de pescados e frutos do mar em geral.

Acorde cedo. Um obcecado chega por volta das três da manhã e entra na fila  para assistir ao leilão de atum. A cada leilão são admitidos 120 turistas para observar os trabalhos. São cento e vinte, nenhum a mais, nenhum a menos. Os primeiros a chegar entram. O leilão começa às 5 e vinte  em ponto. Se você é daqueles cariocas “ixxxpertosss”, arrume um “neguinho” para ficar na fila para você. Mas vou logo avisando: é muito difícil arrumar um neguinho em Tóquio, vai custar uma grana. Caso contrário, pode chegar às 8 da manhã que você está bem chegado.

O comércio de atum é muito complexo. Para aqueles que acham que atum vem em latas, vou logo avisando que é um peixe imenso, de alto mar, e corre o risco de extinção “por motivo de que” da pesca descontrolada. Um bom atum, zero, no estado,  pode valer  alguns milhões de dólares. Isso mesmo, milhões de dólares. O leilão é um negócio muito sério. Cada “peça” é examinada escrupulosamente e um atum só, inteiro, pode ser comprado por um consórcio de atacadistas.

Outro espetáculo curioso é acompanhar os comerciantes japoneses comprando do atacadista um pedaço de atum. Uma junta de comerciantes de um lado e uma junta de vendedores do outro examinam e comentam um pedaço específico do peixe. Não se fala de preço, se fala das características biológicas do bicho e do seu potencial  gastronômico. Para isso usa-se  lupa e lanterna. Se for o caso, o vendedor tira uma “prova” de alguma parte em particular do atum para comprovar a qualidade da mercadoria. Para se cortar um pedaço do enorme atum, usa-se umas facas que na verdade são umas espadas afiadíssimas e, como se diz na minha terra, “quem está com a faca também está com a razão”.

Depois de infinitas análises anatômicas do bicho, chega-se à conclusão de que parte do peixe vai-se levar. Só aí vem um outro profissional, que mais parece  um cirurgião, e que pode levar horas seccionando a parte do atum que foi comprada. O preço é de joalheria.

Saindo da parte do mercado destinada ao leilão, você pode se dirigir ao jogai shijo, ou mercado geral. Lá se encontra  de tudo e mais um pouco no que se refere ao universo culinário. Desde facas de sushi, utensílios variados, até livros de receita em japonês. O mais importante é que no jogai shiro ficam os restaurantes do mercado. Ali se pode comer comida japa da melhor qualidade a um preço legal. Portanto, antes de vir ao mercado, nada de tomar café da manhã do hotel. O restaurante mais concorrido chama-se Daiwa, mas o tamanho da fila
desanima. E a fila não anda. Quem viaja sabe que se come bem em mercados deste tipo, portanto basta escolher outro restaurante com fila menor que você vai se dar bem. E barato.

Atenção: muito cuidado com os carrinhos motorizados que circulam pelo mercado. São miniveículos desgovernados que levam as compras dos donos de restaurantes, mercearias e que tais direto para os seus caminhõeszinhos. Esses carrinhos existem às centenas , andam em disparada  pelo meio das pessoas e são dirigidos por kamikazes alucinados que ganham por carreto e, ao contrário de sua pessoa, não estão ali de férias. Para eles, se você for atropelado, é menos um branco no Mundo, portanto um Mundo melhor. E atenção:  eles não têm buzina e atacam de surpresa.

Depois das nove da manhã em ponto é que começa o grande barato. Fique de costas para o setor de restaurantes e caminhe em linha reta em frente. Vá fundo, não se importe com a quantidade de caminhões que carregam as compras do dia. Vá até o final. É lá que fica o mercado propriamente dito, o jonai shijo. Esta parte só abre para turistas depois das nove da manhã.  Ali você vai ver uma variedade de coisas do mar que em Seaquarium nenhum do mundo você vai ver. E o que é melhor: é tudo comestível. Nesta parte do mercado tem de tudo, de caviar a sardinha, em mais de 900 lojas. Uma festa para epicuristas curiosos como eu. E o mais inacreditável: não tem nenhum cheiro de peixe.

Por volta das 10 horas, o mercado começa a fechar. A partir das 13, tem a faxina para o dia seguinte.

Ainda são dez horas da manhã, e você já ganhou o dia.

Tenho dito.

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NÃO TEM PREÇO

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A grande extravagância desta viagem ao Japão foi jantar no Sukiyabashi Jiro Honten. Explico. Tudo começou depois de assistir ao documentário de David Gelb, Jiro Dreams of Sushi. O filme trata de contar a história do senhor Jiro Ono que, segundo o guia Michelin, faz o melhor sushi do mundo. E o mais incrível: Jiro não nasceu no Ceará.

O senhor Jiro Ono tem 87 anos e trabalha todo dia desde que saiu de casa com sete anos de idade. Conseguiu sobreviver trabalhando em restaurantes e faz sushi desde os 26. Jiro Ono, que levou a arte do sushi às últimas consequências, recebe a freguesia no seu pequeno restaurante onde atende 10 felizardos de cada vez.

A aventura começa tentando fazer uma reserva no restaurante. Fiz a minha com três meses de antecedência. Depois de várias tentativas frustradas, só consegui arranjar uma vaga graças à intervenção do concierge do hotel onde ficaria hospedado. Jiro não gosta muito de servir ocidentais, muito menos pessoas que acham que o sushi é um bolinho de arroz com um pedaço de peixe cru em cima. Às vezes, quando Jiro San cisma com o freguês, ele larga as facas, vai embora e deixa tudo nas mãos do seu filho mais velho, Yoshikazu.

Logo que se consegue a reserva, chega um e-mail com várias recomendações para participar do repasto: não pode usar perfume, deve-se estar trajado de maneira discreta. Portanto camisetas, chinelos raider e bermudas, nem pensar. Não pode chegar atrasado, nem antes da hora. Se você foi marcado às sete horas, tem que chegar às sete horas. Pagamento só em grana viva, nada de cheque pré-datado ou em dez vezes no cartão sem juros.

Saí do hotel com bastante antecedência e não foi fácil encontrar a furna do melhor sushizeiro do mundo. O tugúrio do japa fica no subterrâneo de uma estação de metrô de Ginza. Suei para achar o covil. O restaurante é de uma simplicidade franciscana, nenhuma sofisticação. Um balcão, dez cadeiras, iluminação clara que é para o freguês poder ver o que vai comer direitinho. A limpeza do lugar é do nível de uma sala de cirurgia. Na hora aprazada me sentei. Éramos cinco. No outro lado do balcão Jiro, Yoshikazu e mais um assistente. Silêncio total no templo do sushi.

– O que vai beber? – Pergunta o samurai já afiando as facas.

– Beber? Ora, saquê gelado.

As ordens são dadas como se estivéssemos numa sala de comando militar. “Sake!” Em seguida, o chefe nos apresenta o cardápio do que será servido. Cada dia a seleção é diferente, de acordo com o melhor que Jiro encontra no mercado.  Serão 18 sushis na sequência. Começando dos sabores mais suaves e, subindo na escala gustativa para os pescados de sabor mais forte. Começa a função. Yoshikazu passa o peixe, ou crustáceo, ou molusco ou qualquer outra coisa marítima para o pai que, rapidamente, como num passe de mágica, transforma num sushi. Jiro dá uma pincelada de shoiu no quitute e coloca na frente do comensal. Nada de ficar dando banho de molho de soja no peixe. Jiro Ono encara o freguês no olho enquanto este aprecia a iguaria. Parece que está te avaliando para ver se o sujeito merece o que ele está preparando. Por mais estranho o que seja servido, não se pode recusar. Em seguida, o assistente vem com um paninho e limpa o lugar onde Jiro vai colocar próximo sushi. E assim foram 18 ciclos, com precisão Suíça. O jantar dura 25 minutos, no relógio. Ninguém fala no restaurante, de um lado do balcão se prepara o sushi, do outro se come. E se bebe.

Só de atum foram três tipos, de diferentes tons de cor e consistências. Veio camarão, veio caranguejo, veio um molusco que parecia um ET, veio ouriço. Tudo único, tudo diferente. Ao final do desfile de sushis, vem um pedaço de melão dulcíssimo que é servido para quebrar o paladar. Acabou-se o que era doce, e o que era salgado também.

Pedi para o senhor Jiro autografar o cardápio. Tiramos fotos. No caixa, Yoshikazu, implacável, mandou a conta. Paguei. Você quer saber quanto foi?

Como diria o banqueiro J.P. Morgan, se você precisa saber quanto custa é porque você não pode pagar.

Tenho dito.

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Resultado da mega-sena direto do Japão!

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Resultado da  mega-sena direto do Japão !

Conforme havia prometido aos meus fiéis leitores, lá vão as seis dezenas milionárias que serão sorteadas daqui a 12 horas aí no Brasil :

10 – 16 – 28 – 47 – 51 – 59

Agora é correr na loteria e cravar o resultado. Vejam lá, hem?  Não vão gastar tudo em cachaça !

 

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A VIDA PRIVADA NO JAPÃO

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Na Terra do Sol Nascente, os japoneses vivem oscilando entre a modernidade ocidental e as milenares tradições nipônicas. Até mesmo nos chamados “reclamos da natureza” eles são assim. Me refiro às “necessidades”.

Uma digressão. Acho curioso como nós, brasileiros, nos referimos ao ato de urinar e defecar como “necessidades”. Como se comer, dormir, ler, escrever ou pensar fossem apenas extravagâncias da nossa existência.

Enfim, voltemos ao banheiro do Japão. Ou bem se usa o tradicional vaso turco, ou se tem a ocidentalíssima retrete, ou seja, a nossa conhecida privada. No vaso turco, o vivente fica de cócoras, uma posição meio ridícula mas que, segundo a milenar sabedoria oriental, facilita barbaridade o ato de evacuar. Mas aí vieram os ocidentais e com eles veio a privada. A privada, ou “trono”, apresenta a enorme vantagem de se poder ler ao mesmo tempo em que nosso organismo se livra de seu lixo orgânico. Se por um lado sai cocô, por outro entra um pouco de conhecimento, num eloquente paradoxo fisiológico.

Mas, apesar de não estar com diarreia, voltarei à privada japonesa. A questão é que quando o japa resolve copiar algo do ocidente, ele não só copia como aperfeiçoa, levando a questão às últimas consequências. Assim, a privada japonesa é o estado da arte em TE, Tecnologia da Evacuação. Para começar que o assento está sempre aquecido numa temperatura agradável e, por que não dizer, acolhedora. Aliás, um detalhe: quando alguém se aproxima do vaso, sensores fazem com que a tampa se abra automaticamente. A higiene já começa por aí. Ao lado do compartimento destinado ao papel higiênico, uma série de botões gerencia a operação. Ou melhor, depois que as ações insubstituíveis são completadas, o defecante (ou defecanta, como prefere a nossa presidenta), tem uma série de comandos à sua disposição. A começar pela higienização do pavilhão reto-furicular, através de jatos de água morna. Pode-se regular a intensidade, a pressão e o ângulo do jato. Em seguida, aperta-se outro botão e uma lufada de ar tépido dedica-se à conveniente secagem do local. Terminada esta etapa, pode-se escolher o fluxo de água para despachar o material orgânico. Nada de desperdícios. Isso feito, aciona-se mais um comando e um eflúvio aromático higieniza o ambiente. Feito o serviço, como diria Fernando Pessoa, “…É minha a obra feita, o por fazer é só com Deus…” e, o que é melhor: sem nenhum contato manual.

Tenho dito.

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Japão, Terra de Contrastes

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Por onde anda Marcelo Madureira? Só se fala de outra coisa! Será que foi abduzido? Será que foi buscar o senador boliviano em La Paz? Nada disso. Depois de uma excruciante viagem de 22 horas, cheguei a Tóquio, no Japão. Quer dizer, quem chegou foi o meu corpo, pois a minha “mente” ainda vem por aí, se batendo pelo caminho. “Mente” é como os cantores de pagode chamam o que a gente tem na cabeça, inclusive o cabelo. Estou aqui no Japão em missão secreta, mas vejam bem, a missão não tem nenhum caráter diplomático-homoerótico, especialidade dos rapazes (rapazes?) do Itamaraty. Viajei a convite de dois renomados cientistas nipônicos, o professor Masao Hata e o Dr. Nagano. Para quem tem menos de 45 anos, me refiro ao National Kid.

O National Kid foi uma série para a TV criada lá pelos anos 60 pela National, uma precursora da Sony, que fabricava radinhos de pilha. Eu tinha um. O National Kid era a identidade secreta do professor Masao Hata, um super-herói voador que veio do espaço. Hata também tomava conta de um divertido bandinho de crianças órfãs: Yukio, Kurazo, Tomohiro e Goro. Tinha também uma menina cujo nome não me lembro e uma moça a quem, presumo, Hata-National Kid pegava.

O National Kid, auxiliado pelo renomado cientista, Dr. Nagano, enfrentava seres e civilizações estranhas que ameaçavam o Japão no pós-guerra. Não foram muitos: Os Subterrâneos, Os Harrokos, Os Incas Venusianos e Nelcon – o Demônio do Reino Abissal. Foi daí que veio a misteriosa frase “Celacanto provoca maremoto”.  Ah! Tinha também Taro, o menino do espaço, mas esse era do bem. Os episódios eram repetidos ad-nauseam pela TV Globo que, na época, ainda estava engatinhando. E eles repetiam tanto que no final nem se preocupavam mais com a ordem dos capítulos (eram exibidos capítulos diários) e mesmo dos episódios. Mas eu nem ligava, já conhecia todos e assistia assim mesmo. Essa é a base da minha sólida formação intelectual.

O National Kid usava uma pistola de “raios aleluia”, que desintegrava os inimigos. Os Incas Venuzianos atacavam com a sua Piro Metralhadora Alfa. Fiquei de trazer uma de cada para o Beltrame. Quem quiser saber mais, procure saber, procure saber… no Google e no Youtube.

Tenho dito.

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