Brasil com Carmen! Brasil sem Cunha?

E hoje toma posse a nova presidente do STF, Carmem Lucia. Bastante diferente do Lewandowski, ela é contra o aumento abusivo do judiciário.
E hoje a Câmara do Deputados deve votar a cassação do Eduardo Cunha. Muitos defensores do Cunha, pra não passarem o recibo de pilantras, devem faltar.

Vamos acompanhar.

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Justiça?

A nutricionista Gabriella Guerrero Pereira recuperou na Justiça o direito de voltar a dirigir e a frequentar bares e casas noturnas. Em 2011, aparentemente alcoolizada, atropelou e matou o administrador Vitor Gurman, 24 anos, na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo. Em maio deste ano, a Justiça havia determinado que Gabriella não poderia dirigir nem ir a bares e casas noturnas. A decisão havia sido tomada depois que o “CQC”, da TV Bandeirantes, exibiu um  vídeo em que a nutricionista aparecia dirigindo com a habilitação vencida. As três medidas cautelares impostas à Gabriella já haviam sido suspensas em junho em caráter liminar e foram definitivamente cassadas na última terça-feira.

Depois dizem que acidente de trânsito no Brasil é “fatalidade”. Fatalidade é obra do acaso, do improvável. Num país em que a justiça (com jota minúsculo, sim senhor!) não faz Justiça, acidente de trânsito é banalidade, coisa corriqueira. Todo ano morrem no Brasil cerca de 50 mil pessoas vítimas de acidentes de trânsito. Quem é que não conheceu alguém ou teve um parente ou um amigo vítima desta violência insana? É uma Guerra do Vietnã por ano! E vai continuar sendo assim enquanto liminares, medidas cautelares e outras chicanas jurídicas continuem passando a mão na cabeça de assassinos sobre rodas. Aliás, a impunidade não é privilégio de criminosos viários. No Brasil pode-se cometer o crime que se quiser, desde que se tenha dinheiro suficiente para contratar “bons adevogados”. E até mesmo, por que não dizer, comprar sentenças de bandidos togados. Esta aí o Paulo Maluf que não me deixa mentir. Estou de olho neste prólogo do julgamento do Mensalão. Não existe Civilização nem Democracia num país em que a Justiça não se dê ao respeito nem interprete os anseios do conjunto da Sociedade.

O senador Lobãozinho, filho e suplente do senador, ora ministro das Minas e Energia, Edson Lobão (no Brasil cargo eletivo está virando uma espécie de capitania hereditária), afirmou que ética é um conceito relativo. Se é que o “senador júnior” frequentou alguma escola, deve ter cabulado esta aula. O conceito de ética, senador, é absoluto e consensado por uma coletividade, baseado numa moral comum. A ética, mini senador, pode e deve evoluir, com o tempo seguindo, é claro, os mesmos preceitos acima. Um exemplo: a escravidão de seres humanos foi eticamente aceita até o século 18. Hoje não mais. Quer dizer… não deveria.

Tenho dito.