LULA VAI CONTINUAR NA CAVERNA

Se aqueles meninos da Tailândia vivessem no Brasil iriam pedir para continuar  trancados na caverna. O Brasil não existe. O Brasil  é um delírio de nossa imaginação. Não é sequer um sonho. Talvez seja um pesadelo, daqueles que nunca acaba.

O brasileiro não tem direito nem ao descanso dominical. Depois de trabalhar a semana inteira só para pagar imposto  ( isso se tiver a felicidade de ter  trabalho)  ainda vive em sobressalto. Se não tiver nenhum tiroteio ou baile funk  na “comunidade” mais próxima vai tomar um susto quando verificar que um desembargador de plantão resolveu soltar o Lula.

Senão vejamos: o tal desembargador , ex-filiado do PT , cumprindo plantão do recesso do Judiciário , com meia hora de expediente cumprido ( no domingo!!!) ,  assinou um habeas corpus para colocar o ex- presidente.

No Brasil é assim: não se pode distrair um segundo que vem alguém é bate a sua carteira.

Ora pinóia! O Lula já foi julgado e tresjulgado, condenado e recondenado (inclusive com a pena aumentada) e, mesmo assim,  recorreu a tudo que foi expediente a que tinha direito  mas não teve jeito: acabou na “tranca”.

O país vive uma luta insana contra a corrupção e manter o chefe da facção na cadeia é ponto de honra , uma  questão de cumprir a Lei. Mas não , o “elemento” insiste numa inocência que não existe e mais , ainda quer sair candidato a presidente atropelando a Lei da Ficha Limpa. Um presidiário candidato a presidente. Só no Brasil.

Felizmente o juiz Sérgio Moro e o presidente do TRF 4 interromperam as suas férias para abortar este sim , verdadeiro golpe contra  a Justiça e a Democracia. Mesmo assim o país fica desmoralizado perante o mundo , como se fosse uma republiqueta sem lei nem grei, só por causa de um desembargadorzinho copro petista.

Pesando bem, eu preferia continuar na caverna.

E tenho dito.

 

LULA PRESO!

Pois é pessoal, chegou o dia. Sexta-feira, 4 de março de 2016, vai entrar para História como o nosso Dia D, o dia do nosso “desembarque na Normandia”. Às seis e meia da manhã, a Polícia Federal, cumprindo determinação da Justiça, levou de forma coercitiva para depoimento Luiz Inácio Lula da Silva, D. Marisa, Paulo Okamoto (“il consigliere”), os filhos, uma nora… Só ficou o cachorro em casa. O cachorro do Lula.

Uma indagação assalta minha mente atormentada: de onde vem o dinheiro para pagar tantos advogados caríssimos?

De agora em diante que se cumpra a Lei. O Brasil vai para onde forem as operações Lava-Jato e Zelotes. De nossa parte, as pessoas de bem, temos que fazer o que nos cabe: dia 13 de março, em todas as cidades do país, vamos às ruas de forma pacífica, mas firme, exigir o fim deste governo corrupto, o encerramento deste período nefasto da nossa História, defendendo e garantindo o Estado de Direito e a Democracia, o maior patrimônio nacional.

A bola está com a Justiça, a bola está conosco e a bola da vez é o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Em Brasília, a batata do deputado Eduardo Cunha vai assando, abrindo caminho para que seja definido o desenlace da crise política: o impeachment da presidente pelo Congresso Nacional ou a cassação da chapa Dilma/Temer pelo STE. Tanto faz.

Acompanho pela TV os acontecimentos e vejo com preocupação o país dividido na porta do edifício onde mora Lula da Silva e no saguão do aeroporto de Congonhas na frente da sede da Polícia Federal onde os investigados prestam depoimento. A disseminação desses confrontos pelo país seria a derradeira “contribuição” do lulopetismo à política brasileira. O “nós” contra “eles”, as “elites golpistas” contra “o povo oprimido e explorado”. Era só o que faltava, mas faço fé que o povo brasileiro não embarca nesta canoa furada.

Isto posto, vem o Day After, o dia seguinte. Desaparelhado o Estado, até então ocupado pela quadrilha lulista, o Brasil vai poder fazer a real avaliação de como ficou o país. Vamos ter uma exata noção da verdadeira situação nos cofres públicos. Além da Petrobras, virão a Eletrobrás, o BNDES, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, os Correios, os Fundos de Pensão, enfim, onde existir um tostão de dinheiro público lá estarão as impressões digitais do lulopetismo gatuno.

Eu não tenho a menor ilusão. O resultado dessa contabilidade mafiosa vai trazer à tona um prejuízo tremendo, de dimensões inimagináveis. A conta chegou e somos nós, nossos filhos e nossos netos que teremos que pagar essa conta. Como eu já disse, tempos atrás no Manhattan Connection,  em 2010, serão necessárias gerações para o Brasil se recuperar.

Mas que remédio? Só nos resta arregaçar as mangas e começar os trabalhos de recuperação do país.

E por que não aproveitar o momento e as lições desta tragédia que nos abate para fazer modificações estruturais de que tanto precisamos: reforma do Estado, reforma política, reforma fiscal, reforma previdenciária, acabar com os “privilégios”, as “vantagens”, as “estabilidades” e os nefastos “direitos adquiridos”, enfim todo o atraso que se acumula no país ao longo dos séculos e séculos.

E, por último, já é tempo de adotarmos o parlamentarismo como forma de governo.

Não é pouca coisa, não parece fácil. E não é. Nem um pouquinho. São muitas tarefas, interesses de corporações terão de ser contrariados. A sociedade brasileira terá de fazer muitos sacrifícios e enfrentar enormes desafios. Mas não tem jeito. Muito menos “jeitinho”. É isso ou é isso. E mais: Deus não é brasileiro. Talvez seja argentino.

E mais um problema, outra “contribuição” do lulopetismo ao Brasil: vivemos sobretudo uma crise ética, de valores. Nossa política está corrompida. Vários segmentos importantes da sociedade foram cooptados pelo PT: artistas, intelectuais, acadêmicos, empresários, entidades representativas e… sumiram!

Faltam lideranças no Brasil. E isso é grave.

E tenho dito.