BABÁS, MUCAMAS E MANIFESTAÇÕES

baba

Eu acho ridículo essas pessoas que vestem com uniformes brancos e imaculados suas babás e empregadas, que levam seus filhos para encontros sociais, passear na rua, frequentar clubes, enfim, qualquer lugar. Afinal, são são essas as oportunidades que temos para ficar próximos de nossos rebentos, nos relacionar com eles, pegá-los no colo, trocar a fralda, enfim, conviver com eles. Depois eles crescem e voam!

É triste ver uma mãe e/ou um pai caminhando na praia e o filho atrás, num carrinho, empurrado por uma babá. A sensação que me passa é que naquela família falta muita coisa. Principalmente afeto.

Mas isso é apenas uma impressão, de repente não é bem assim.

Não vejo nenhum problema em ser empregada(o) doméstica(o). Trata-se de uma forma digna de ganhar a vida, principalmente em sociedades como a nossa, em que pessoas de baixa renda quase não têm acesso à educação e, portando, são escassas as oportunidades de vencer na vida. Infelizmente, é assim no Brasil e não mudou nos últimos 13 anos.

Trabalhar como empregada(o) doméstica(o) é uma alternativa para pessoas pobres, independente de cor da pele.

A relação que temos com nossos empregados domésticos é muito peculiar. Alguns trabalham para uma mesma família por gerações, viram praticamente membros do clã, objetos de afeto, cuidados e respeito, além de terem os seus direitos empregatícios rigorosamente cumpridos: carteira assinada, férias, décimo terceiro, aposentadoria, etc.  No outro extremo, temos doméstica(o)s que são tratadas quase como objetos, descartáveis e sem que os patrões cumpram o que determina a CLT.

Quanto aos uniformes, me parece que depende do que ficar combinado no contrato de trabalho. A mim causa estranheza esses uniformes de “mucama”. O fato é que isso mostra de forma bem clara (com bastante trocadilho, fazendo o favor) a questão do preconceito no Brasil. Preconceito que não é só de natureza racial, é social também. E este é mais um assunto que a sociedade brasileira se recusa a enfrentar com a devida seriedade. Seriedade no bom sentido, que fique claro, sem demagogia e pieguice.

O casal da foto deve ter lá os seus motivos de ir à passeata e levar os filhos aos cuidados da babá uniformizada. A meu juízo, trata-se de um problema deles. Querer usar esta imagem para afirmar que as manifestações do dia 13 de março foram de uma “elite opressora” contra uma maioria oprimida é uma generalização babaca e oportunismo de quinta categoria. Por um simples motivo: a maioria, rica, pobre, classe média, estava toda na passeata. E protestando.

E tenho dito.

2.1mil
ao todo.

DOMINGO, VAMOS PRA RUA!

vemprarua

O Brasil está numa encruzilhada. Em que país queremos viver? Qual será o legado que vamos deixar para os nossos filhos e nossos netos?
O juiz Sérgio Moro, os procuradores da República, a Polícia Federal estão fazendo a parte que lhes cabe.

Chegou a hora de fazermos a nossa parte. Domingo, com chuva ou com sol, nós vamos para a rua. Vamos tomar as ruas das cidades para mostrar que somos pessoas de bem e que não toleramos ser governados por uma quadrilha de cafajestes, corruptos e incompetentes.

Vamos nos manifestar de forma pacífica e ordeira, mas deixando bem claro que a mão pesada da Justiça deve cair forte sobre as jararacas, escorpiões e lacraias que nos últimos 13 anos se dedicaram a enriquecer fingindo que cuidavam dos pobres.

Nós vamos às ruas para escrever um capítulo importante da nossa História. Um dia para nunca esquecer. Um dia que vamos contar emocionados como foi para as gerações que ainda estão por vir. E com orgulho acrescentar: Eu estava lá!!!

Domingo, 13 de março. Vem Pra Rua você também!

E tenho dito.

2.0mil
ao todo.

FORA DILMA! FORA PT!

marcelo na manifetsação

Meninos, eu vi! Não só vi como participei! Fazia um calor dos diabos e o ambiente transpirava democracia. Democracia e indignação. Indignação com um governo que nem bem começou e já está condenado. O Brasil não aguenta o PT e a Dilma se arrastando por mais um mandato. Em Copacabana, a Avenida Atlântica estava tomada por uma multidão verde e amarela. Tinha “coxinha” e “golpista” de tudo que é jeito: tinha rico, tinha pobre, tinha branco, tinha homem, mulher, veados e crianças. Famílias inteiras, mulheres grávidas, cadeirantes, todo mundo protestando pacificamente e com a alma cheia de esperança e brasilidade.

Ao contrário das manifestações de junho de 2013, o movimento que se iniciou em 15 de março tem uma direção, um eixo muito claro e unânime: Fora Dilma!, Fora PT! e, para minha surpresa, Lula na cadeia! A massa já identificou muito bem quem é o chefe da quadrilha. Babou para o metalúrgico das empreiteiras.

A crise é política. A crise econômica é apenas (como se isso fora pouco) um sintoma de que o modelo lulopetista se esgarçou, fundiu, não é mais funcional. Os governos do PT se aliaram aos setores mais atrasados da política brasileira. Cooptaram com verbinhas, intelectuais, artistas, os acadêmicos, sindicatos, ongues e toda e qualquer organização representativa da sociedade que aparecesse pela frente. Em seguida puseram em marcha o projeto de permanecer infinitamente no poder. Afinal, para o PT a democracia, a alternância de poder é um valor burguês a ser destruído. Em conluio com uma parte do empresariado, passaram a desviar uma quantidade inacreditável de dinheiro público para os cofres do partido e para seus cofrinhos pessoais, pois, afinal, ninguém é de ferro…

Ao mesmo tempo usavam e abusavam do populismo, da mentira e da demagogia em programas sociais que não têm porta de saída e cujo único propósito é manter no cativeiro do voto milhões e milhões de miseráveis.

Mas a história é implacável e as contradições internas do modelo petista trouxeram à tona, além dos escândalos e roubalheiras, a conta imensa da incompetência na gestão da coisa pública. É claro! PT não tem quadros, ninguém ali estudou nem trabalhou. Dedicaram-se à política mesquinha e velhaca de partido e sindicato. Deu no que deu.

A crise é política. Trata-se de uma crise de crédito, muito mais do que o sentido financeiro ou contábil do termo. As sociedades civilizadas vivem do crédito, da confiança que pauta as relações humanas e que também se traduz nas transações financeiras. Por isso mesmo temos a inflação, que nada mais é que a perda de confiança na moeda.

Este governo, Dilma, Lula e o PT não têm o crédito da população, vítima de um estelionato eleitoral sem tamanho.

Os políticos devem escutar o grito que vem das ruas. Os partidos aliados vão desembarcar da base aliada do PT. Aliás, o PT já está isolado na sociedade brasileira. Ninguém quer mais o PT e a sua turma de cafajestes.

A Nação espera que o Congresso Nacional cumpra com o seu dever!

E tenho dito.

1.5mil
ao todo.