Eu voto no Marcelo!

Carioca é esperto e malandro. Quase metade da população não votou, ou anulou o voto. Resultado: carioca terá que decidir entre dois Marcelos.

Nenhum deles é o candidato dos sonhos. Mas vamos pensando e vendo qual deles é o melhor para a cidade.
Entre o Marcelo Freixo e Marcelo Crivella, eu fico com o Marcelo Madureira.

E vocês?

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NÓS, OS BRASILEIROS: OS PERPLEXOS SEM GUIA

destaque madu

O Guia dos Perplexos foi escrito no século XII pelo sábio rabino Moshe ben Maimon, mais conhecido como Maimônides. Trata-se de uma obra seminal da cultura judaica, que procura explicar como fica a questão da fé frente a questões objetivas e controversas, tais como: Como começou o Universo? Ele terá um fim? Qual é a natureza do Mal? A complexidade dos organismos biológicos implica na existência de um projeto racional de um “Ser Superior”? E por aí vai.

Enfim, Maimônides, judeu nascido no Califado de Córdoba em pleno renascimento da cultura árabe (naquele tempo não existia o ISIS) foi fundo no tema das perguntas sem resposta e da perplexidade que elas nos despertam e nos acompanha na dura e breve jornada de nossa existência. Teologia com filosofia em três livros, um regalo para quem gosta do assunto.

Mas, ô Madureira, o que tem a ver Maimônides com o Brasil? Tudo. Tudo e nada. Tudo porque somos o país dos perplexos, e nada porque não temos um guia, um manual, um código que nos auxilie a enfrentar toda essa nossa perplexidade paralisante.

Senão, vejamos: estamos numa encruzilhada. Em que tipo de sociedade queremos viver? Na sociedade do juiz Sérgio Moro ou na sociedade do Lula? O pior é que ainda estamos na dúvida sobre que caminho queremos seguir.

A cadeia (com duplo sentido, por favor) de fatos que a Operação Lava-Jato vai derramando, dia após dia, nos confronta com uma situação que por séculos evitamos enfrentar. Somos uma sociedade tolerante com os poderosos, mesmo porque, de quando em quando, eles distribuem migalhas na direção dos miseráveis. Por isso mesmo, os poderosos se acham acima da Lei e tudo podem e tudo fazem, sem medir as consequências. A prisão do banqueiro André Esteves e do empreiteiro Marcelo Odebrecht comprova o que estou dizendo.

Mas um belo dia a conta chega e aí ficamos perplexos feito um cachorro na chuva, ensopados, tremendo de frio e medo, procurando um canto para nos esconder.

O país à deriva, inflação, desemprego, crise política, crise moral, e os poderes da República só pensam no recesso que se avizinha. Que recesso? Como se, com o início do “recesso”, sairíamos flutuando na lama do Rio Doce até depois do Carnaval, desaguando no Oceano Atlântico onde tudo se dissolveria. Ledo e ivo engano.

O único eixo dinâmico do Brasil que está funcionado é o Poder Judiciário. O Judiciário cumpre o papel de avalista da democracia no país. O Executivo e o Legislativo se encontram usurpados, reféns da corrupção mais vil e da incompetência mais primária. Eles contam com a nossa inação, a nossa perplexidade.

Os problemas são de tal magnitude, de tal complexidade, que os intelectuais mais confiáveis e honestos confessam que não conseguem enxergar nenhuma saída para esta “camisa de sete varas” em que nos metemos.

Tudo bem, mas não é virando as costas para os nossos problemas que eles vão desaparecer. Recesso? Vocês estão malucos?

E tenho dito.

 

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LULA, O MEGACAFAJESTE

Luiz Inácio Lula da Silva

O ex-presidente e sempre cafajeste Luiz Inácio Lula da Silva continua na SUA missão de levar a mentira e o descaramento às fronteiras infinitas do espaço sideral. Na terça-feira, dia 13 de outubro, bateu ponto no I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores, realizado em São Bernardo do Campo. Como todo mundo sabe, São Bernardo Campo é o principal centro da pequena agricultura brasileira. Abrigado na cidadela petista, em evento fechado onde todos usavam o bonezinho vermelho do MST, Lula da Silva mais uma vez cometeu um atentado contra a verdade e a democracia. E, claro, tudo pago com recursos públicos.

Como sempre distorcendo os fatos, Lula justificou as “pedaladas” fiscais da presidente Dilma Rousseff (pelas quais teve as suas contas rejeitadas por unanimidade do TCU) como último recurso para pagar o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, joias da coroa da demagogia lulopetista. Ora, todo mundo sabe que isso não passa de uma deslavada mentira. O rombo imenso das contas públicas brasileiras vai muito além do que é gasto nos “programas sociais”. É fruto de irresponsabilidade fiscal, incompetência na gestão de recursos públicos e, last but not least, corrupção desenfreada. O inacreditável é que ainda tem gente instruída que acredita numa potoca dessas.

Realmente a cafajestagem é um poço sem fundo…

E tenho dito.

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EDUARDO CUNHA, AMARGA ILUSÃO

Eduardo-cunha

Andando pelas ruas das cidades, viajando pelos estados do Brasil, por Seca e Meca, de déu em déu e só me fazem uma única indagação: o que você acha do deputado Eduardo Cunha?

Eu não acho nada. Não acho nada nem vou procurar. Eduardo Cunha não tem currículo, tem um prontuário. Mas, se não tem currículo, Eduardo Cunha tem contas na Suíça, as quais nega e renega tal e qual um Maluf com sotaque carioca. Acusado de receber propinas milionárias, faz cara de paisagem e continua na presidência da Câmara dos Deputados. Mentir no Brasil virou prática política. Por muito menos o rústico parlamentar pernambucano Severino Cavalcanti renunciou. Ou foi “renunciado”. Eduardo Cunha presidindo a Câmara dos Deputados em Brasília… nada mais coerente com a realidade que vivemos.

Ilusão achar que Eduardo Cunha, nessa altura do campeonato, tenha uma milimétrica nesga de interesse nos destinos da Nação e dê início a um processo de impeachment. Ele só quer salvar o seu mandato, que, se existir ainda um pingo de bom senso no país, não vale dez tostões de mel coado.

 Vivemos num país de desenganados, querendo acreditar em qualquer coisa: milagre, garrafada, mezinha ou tisana que nos liberte deste pesadelo cotidiano. Lentamente afundamos em nossa própria lama.

 Se a nossa última esperança for o Eduardo Cunha, é porque estamos definitivamente fo…, quer dizer, ferrados.

 E tenho dito.

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A direita em evidência

Esta foi uma entrevista que concedi à aluna de comunicação Ludmila Bernardes, da UniBh – Belo Horizonte.

Ludmila – Por que os meios de comunicação têm investido cada vez mais em jornalistas e colunistas que se assumem conservadores politicamente, ou abertamente de direita?
Madureira – Na minha opinião, depois do final da Guerra Fria os conceitos de “direita” e “esquerda” não fazem mais sentido. Na medida em que o Socialismo Real faliu enquanto modelo, e o Capitalismo não consegue dar resposta a várias demandas (inclusive morais) da Sociedade, ser de direita ou de esquerda são visões anacrônicas do contemporâneo.

Quem é de esquerda hoje é o quê? É a favor da socialização dos meios de produção? A relação e as contradições Capital x Trabalho são as mesmas do século XIX, quando Marx as descreveu? Quem é direita é a favor do quê? O que existe é muito cinismo. A questão que está colocada hoje é : que tipo de Sociedade queremos construir? Qual é a nossa nova Utopia?

Não diria que todos os jornalistas carimbados de direita sejam conservadores. Eles, em primeiro lugar, exercem o direito de de crítica. E isso é bom. Em segundo lugar, não me parecem conservadores, mas sim pessoas com uma visão mais aguda e imparcial, e portanto muito mais perplexa com as complexidades e desafios do mundo contemporâneo.

Existem, sim, misturados naquilo que vocês chamam de “direita” alguns cínicos. Mas existem cínicos na esquerda também. Cínicos e hipócritas. Na dita “esquerda” latino-americana só vejo demagogia, populismo, patrimonialismo, incompetência e ignorância. Infelizmente. Digo isso porque minha formação é toda de esquerda: Marx, Engels, Gramsci, até Lenin!!! Materialismo dialético é por aí…

 

A direita mantém a mesma ideologia do passado? Se não, quais fatores levaram à mudança?
A “direita” moderna, por definição, não é ideológica, ela é pragmática. Até mesmo as “experiências” anticomunistas do século passado se autodenominavam “socialistas”, como o NSDAP – Partido Nazista Alemão – e o Partido Fascista Italiano. Von Mises, Milton Friedman, a Escola de Chicago e outros pensadores liberais, na minha opinião, não são ideológicos. Nunca vi um partido político expressando estes pensamentos no seu programa ou estatuto.

marcelo

Os jornais estão dando mais abertura ao pensamento oposicionista ou isso mais tem a ver com negócios?
Órgãos de comunicação têm que ser plurais e apresentar todos os pontos de vista relevantes. Hoje, mais do que tudo, órgão de imprensa parcial não sobrevive como business, perde a credibilidade. O problema é que os articulistas críticos são muito mais preparados que os defensores do status quo. O país em que vivemos é capitalista; até onde sei, vale a lógica pragmática do capitalismo.

Há um desejo de fortalecimento da mídia por trás dos ideais de direita?
A mídia sempre existiu como um quarto poder. Mas não se deve subestimar a capacidade de discernimento crítico da população.

Como era o posicionamento dos jornais nos tempos em que a dicotomia era estabelecida com mais vigor, politicamente falando?
Sinceramente, não entendi a pergunta. Dicotomia entre o que e o quê?

Os conservadores até um tempo atrás se envergonhavam em assumir essa postura, pelo peso do passado, porém se estruturavam através de blogs e grupos como o valalha 88, pela internet. Agora os ideais desses grupos conseguiram um espaço na mídia representados por expoentes de sucesso que começam a conquistar mais seguidores. O que podemos esperar dessa nova fase?
Vejam bem, sou um democrata radical. Acho que, obedecidas as regras do jogo democrático, todo confronto civilizado de ideias é bem-vindo.

A direita continua, em sua maioria, sendo representada pelos mais favorecidos economicamente? Qual o motivo?
Um sujeito que montou uma barraquinha cachorro-quente e vai indo bem nos negócios seria, na sua concepção, uma pessoa de “direita”? Um operário especializado do ABCD em São Paulo pode ser considerado um “explorado”?
Os Bancos doaram 16 milhões de reais para a campanha do PT e somente R$ 6 milhões para a campanha da Marina. Os banqueiros são de “esquerda”? Lula e Dilma aparecem nos palanques com Jader Barbalho, Sarney, Collor de Mello, Renan Calheiros… Essa é a nossa “esquerda”?

Como a internet tem sido utilizada na discussão desses ideais?
Bem utilizada e mal utilizada, como tudo nessa vida.

É considerado, ainda, pequeno o espaço de debate que os estudiosos dos ideais de direita possuem no Brasil?
Talvez, pois não recebem, acredito, verbas públicas.

O que defendem esses idealistas?
Sei lá! Pergunte a eles!

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