O primeiro homem a chegar lá

Hoje eu queria publicar uma foto de um cidadão praticando a coprofagia, para mostrar que é por causa dessas coisas que o Brasil não vai pra frente. Mas, depois de um momento de reflexão, dei uma fraquejada e recuei. Percebi que me sentiria mais confortável falando de outro assunto, a corrida espacial, por exemplo.

E não podemos falar de corrida espacial sem mencionar o nome de Louis Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. Graças a esse intrépido norte-americano, a espécie humana viu que poderia ir muito longe. Como ele mesmo disse: “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade”. Louis Armstrong foi aonde nenhum ser humano tinha ido e, graças a ele, nossos horizontes se abriram.

Mas, por incrível que pareça, há quem conteste sua conquista. Muita gente diz que aquela imagem de Louis Armstrong na Lua foi uma armação da NASA, que a filmagem foi feita num estúdio, com a utilização de efeitos especiais, e que tudo não passou de uma grande farsa. Segundo essa teoria, Louis Armstrong estaria participando de um complô…

Calma, eu estou brincando. Sei muito bem que quem botou os pés na Lua foi o astronauta Neil Armstrong. Só queria ver se vocês estavam prestando atenção. Louis Armstrong foi um dos maiores músicos do mundo, um pioneiro do jazz, e ele também foi aonde ninguém tinha ido.

Eu só queria botar em prática um dos mais famosos erros de revisão da imprensa mundial. De tempos em tempos, alguém faz essa confusão, e eu também queria fazer. Só para poder homenagear aqui o grande trompetista Neil Armstrong, o cara que, praticamente, inventou o jazz.

(Publicado na Folha de S. Paulo, em 13 de março de 2019)

O “REMAKE”, O “RELEITURA”, O “FEITO DE OUTRO JEITO”…

Edgar Moura, o grande diretor de fotografia do cinema brasileiro (e que também é o grande desenhista de humor Demo), com sua memória prodigiosa outro dia se lembrou de um desenho que eu tinha feito nos anos 70, no Pasquim. Eu tinha me esquecido completamente da coisa, mas o Edgar fez um remake improvisado pra me refrescar a memória. E agora resolvi fazer o meu próprio remake, que está aqui…

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Na verdade, essa prática, que é cada vez mais comum no cinema, sempre existiu em outras artes. Van Gogh pintou três telas tendo como modelo o seu – hoje famoso – quarto em Arles. E, na música, um artista pode gravar várias releituras, ou arranjos, da mesma composição. van gogh_ 3 remakes foto207

Agora, no desenho de humor, o Edgar (ou melhor, o Demo) está se propondo a fazer releituras de uns desenhos que gostaria de ter feito…E ainda deu outra ideia: pedir para um desenhista fazer o remake de um desenho de outro. É mais ou menos como o João Gilberto fazendo o remake de um samba do Dorival Caymmi. E isso poderia virar uma exposição, ou um livro, sei lá… Eu só estou passando adiante, mas a ideia é do Demo.

E aqui, outro exemplo. Isso é o remake de um desenho que fiz nos anos 80. O tema continua no prazo de validade, o assunto continua horroroso, mas o desenho ficou mais bem feitinho…

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