JOSIAS, DEVOLVE ESSE DINHEIRO

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Tudo começou na sexta passada, quando o Helio (de La Peña) pediu uma montagem para o blog. A ideia era usar a mesma pessoa em duas situações: feliz e zangada. E lá fui eu procurar nos bancos de imagens. Foram quase duas horas caçando alguma foto decente (e que não custasse os olhos da cara) até que eu encontrei o Josias.

Closeup portrait greedy banker, executive, CEO boss, corporate employee funny looking business man, holding dollar banknotes, money, suspicious, sarcastic, isolated white background. Face expressions

Seus olhos cruzaram com os meus e na hora não consegui fazer mais nada. Josias era o meu foco. Chamei os colegas (Vinicius e Juny) e ambos compartilharam a minha admiração. Tinha alguma coisa a mais no Josias. Se era ambição, gana, raiva, ou o fato que eu não teria dinheiro pra comprar as fotos, eu não sei. Mas Josias mexeu comigo.

stock-photo-closeup-portrait-happy-young-man-wide-open-mouth-looking-shocked-surprised-disbelief-hands-in-184573481Josias é gente como a gente. Josias e feliz, bravo, ambicioso e sonhador. Tem um pouco de Josias em mim e eu tenho certeza que tem em você também.

Pesquisamos e descobrimos a história de Josias. Acompanhe.

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OS SEGREDOS DO UNIVERSO ESTÃO ATRÁS DE UMA PIA DE LOUÇA SUJA

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O que move a humanidade não é querer ter muito dinheiro, uma pessoa bonita e legal pra estar junto ou ser atendido de forma decente em qualquer estabelecimento do governo. Não. O que move a humanidade são objetivos. O que é grande pra mim pode ser pequeno pra você e o que é grande pra você… bom, muito provavelmente, não significa nada pra mim. Foi mal! Mas é a verdade.

Arthur sempre teve tudo muito fácil. Tudo. Ia pra escola com motorista, ganhou mesada dos pais até os 30 e todas as suas namoradas eram basicamente por conta de seu status social. Não era uma pessoa interessante e, pra falar a verdade, não se interessava muito em ser. Não precisava. Tudo que ele queria ter, podia comprar. Pra quê ser interessante?

Até que um dia ele teve um encontro mágico. Não, não foi com uma divindade oriunda de um livro velho ou com um espírito que faz as pessoas ficarem se tremelicando e babando ao som de um tambozão completamente fora de ritmo. Foi com um homem vestido de cachorro numa kombi de podrão às 3:21 da madrugada, no Grajaú (um bairro carioca onde quem vive por lá, ama, quem ainda não vive, quer viver, quem já viveu e entendeu o que é, não quer voltar e quem não viveu, não sabe a sorte que tem). Como eu guardo todas essas características, de hora e aparato vestual? Não importa…

Arthur acenou com a cabeça para o homem vestido de cachorro, cumprimentando-o. Não tava afim de papo. Ele só estava ali querendo seu podrão e ir embora. Não era larica. Não era desejo de grávido. Não era por que o podrão era gostoso. Ele só queria. Na verdade ele não sabia muito bem o motivo de ir até lá nos últimos três meses. O podrão escorria um óleo velho como a saliva (a famosa baba) de alguém que tem paralisia cerebral. Na verdade era bem nojento. Mas ele ia ali.

O homem vestido de cachorro estava lá e respondeu o aceno com um estranho “lembra de mim?”.

Como lembrar? Arthur não vivia no Grajaú. Arthur conhecia o bairro há três meses, quando parou na kombi de podrão após o show de uma de suas bandas favoritas que tocava ali perto. Esse detalhe também não importava.

– Pra falar a verdade, não lembro. – Arthur falou assustado. – Quem é você?

– Mariozinho, Tucão! Sério que você não lembra? É a roupa de cachorro ou eu não estar oferecendo bala na porta do carro do seu pai toda manhã?

Um turbilhão de imagens passou pela mente de Arthur nesse momento. Ele se lembrou de um garotinho que oferecia bala no sinal, perto da sua escola. Três ou quatro vezes tinha ganhado balas do garoto mas nunca deu a mínima.

– Caramba! Lembrei! Como você sabe meu nome?

– Eu sei de muita coisa sobre você. Na verdade te odiei a minha vida inteira.

Arthur se assustou e achou que morreria. Pelas mãos de um homem vestido de cachorro. Por mais sem rumo que seus últimos 42 anos fossem, essa seria uma morte muito deprimente.

– Por que? Meu pai ficou devendo bala pra você alguma vez?

– Na verdade, não. Mas, desculpa te falar assim, tenho uma revelação pra você. E é verdade. Ele não era só seu pai. Era meu, também.

– Ahn? – Arthur não estava chocado, na verdade quis rir.

– É sério. Aquilo das balas que eu fazia era algo pra me aproximar dele. Ele sempre me tratou bem. Até que um dia, um dia antes dele falecer, fomos até o hospital, minha mãe e eu, e falamos a verdade. Ele sabia. Uma parte da herança dele veio pra minha família. Nunca foi divulgado. Você sabe como ele era importante. Um bastardo na família de alguém do status dele não é algo muito legal..

– Entendi… bom… mas na verdade, desculpa, desculpa mesmo, não me faz a menor diferença. Desculpa mais uma vez.

– Claro! Pra mim também, não. Mas se passou tanto tempo, talvez você se interessasse em algo além desse podrão horrível às 3:34 da madrugada. Nossa, não sei como você consegue comer isso! É nojento.

– Já comi balas piores… – Arthur disse baixinho e revirando os olhos como se estivesse, de fato, de saco cheio daquilo – Mas me diz só uma coisa. Por que essa roupa de cachorro? Você não tá rico por causa do dinheiro do meu pai?

– Tô sim! É que tô voltando de uma missão espacial em Marte, me deixaram aqui porque quis guardar a roupa de astronauta.

– Você quer que eu acredite que a roupa de astronauta brasileiro é uma roupa de cachorro? Que patifaria!

– Tem muitas verdades que você não acreditaria. Deixa pra lá.

– Deixa pra lá, nada!!! O que você tava fazendo em Marte?

– Plantando batata.

– Como assim plantando batata em Marte?

– É o que os astronautas fazem em Marte. Mas já disse, você não acreditaria. E outra, pelo seu jeitinho, acho que não posso contar.

– Como assim “meu jeitinho”?

Mario tirou um aparelho cilíndrico e fino de dentro do rabo do cachorro e mostrou pra Arthur.

– Você aparentemente nunca lavou uma pilha de louça suja, tô certo?

– O que isso tem a ver?

– Isso é a primeira coisa que esse aparelho produzido em Ganimedes alerta. Pessoas que nunca lavaram louça na vida são indignas de saber esse tipo de coisa, e acham loucura.

– Você quer que eu acredite de verdade nisso?

– Quer testar? Tem louça em casa?

– Eu lavo as da kombi do podrão só pra fazer você passar vergonha.

E Arthur realmente lavou. Tudo. As conchas que pegavam azeitona e ovo cozido, os potes que guardavam maionese e mostarda. Juntos. Tipo sorvete, saca? Arthur fez Sebastião e sua filha, Sthephaney, muito felizes aquele dia.

Mario colocou o aparelho pra funcionar e funcionou. Arthur aquele dia descobriu todos os segredos do universo. Tudo que era mentira e verdade.
Mas, não. Não era a louça o gatilho pros segredos do universo. Seria lindo se fosse, mas não era. O segredo era ele ter o mínimo de objetivo na sua frente pra poder conquistar algo maior. Fica aí o conselho.

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Cantora se tranforma em clipe

Como fazer um vídeo clipe original em um mundo onde praticamente tudo já foi feito? A cantora húngara Boggie encontrou uma solução e apresentou seu primeiro single, Nouveau Parfum, em um dos clipes mais interessantes que você vai ver. Nele, Boggie se “transforma” enquanto canta. Os efeitos foram feitos por um software de edição de vídeo, além da maquiagem, cabelo e iluminação.

 

 

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